Um dos profissionais de saúde que vieram do Rio de Janeiro comentou que estava estarrecido com a pobreza que havia encontrado por aqui – e não apenas aquela provocada pelas enchentes. As ruínas espalhadas pelo que restou das cidades atingidas pelas enchentes, observou, são restos de uma indigência que o Brasil ainda ignora, apesar das modernas tecnologias a serviço da informação. 

Conhecedor das favelas cariocas, o personagem garante que o que sempre vê por lá é “menos ruim” do que aquilo que ele encontrou aqui. Citou outro exemplo: Santa Catarina, também vítima de tragédias semelhantes nos últimos anos. A destruição foi intensa no estado sulista, mas não foram barracos miseráveis o que as águas arrastaram. Havia sinais de alguma dignidade nos escombros que restaram.

Fica evidenciado, para ele e para tantos outros brasileiros, que se mantém um fosso abissal entre o Brasil de baixo do mapa e essa banda do país. Pior: não há nenhum projeto nacional para reduzir as distâncias econômicas e sociais entre as regiões brasileiras.

A Comunidade Européia, quando em construção, se não resolveu absolutamente as diferenças entre os países mais pobres e os mais ricos do continente pelo menos conseguiu diminuí-las de forma significativa – que o digam Espanha e Portugal (este o  mais atrasado, resultado da ditadura salazarista, que impediu com mão de ferro qualquer avanço econômico até os anos da década de 1960). Isso só foi possível porque houve um investimento maciço e planejado nas regiões mais pobres.

No Brasil, este tema sempre foi um tabu. Getúlio Vargas, do alto da sua popularidade, preferiu deixar o Nordeste como estava: nas mãos dos coronéis – tirou uns, para colocar outros muito semelhantes no poder.

É óbvio que, historicamente, a economia de Alagoas – mais- e de Pernambuco – menos – foi dominada pela monocultura da cana-de-açúcar e só agora dá sinais de que podem mudar seus investimentos em outras direções. Mas, no nosso caso em particular, é tudo ainda muito incipiente.

Até o início da segunda metade do século XIV, os estados brasileiros que mais possuíam mão de obra escrava (quase 60%) eram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, de acordo com o respeito historiador José Murilo de Carvalho. Ainda assim, eles avançaram suas economias para novas áreas, além do extrativismo e da monocultura, com uma maior valorização do trabalho.

É claro: há muita disparidade social nas unidades da Federação acima citadas. Ela é menor, porém, do que a identificada pelos profissionais – ou voluntários – que estão ajudando os alagoanos neste momento de profunda dor.

Que as águas que destruíram cidades e vidas em Alagoas e Pernambuco sirvam ao menos para lavar a cegueira nacional em relação a essa parte do Brasil profundo.

Sois reis!
Uma ponte chamada João Beltrão
  • Adriana

    É preciso alguem de fora do nosso estado dizer como somos pobres, será que nem assim o povo acorda? E não vota mais nesses cara de pau, espero que o dinheiro enviado não seja desviado para campanhas politicas. É por isso que os politicos principalmente os do nosso estado querem cada vez mais o povo sem estudo, para que não saibam brigar e exigir seus direitos.

  • Hudson Cavalcante Filho

    Caro Ricardo,

    Se estes corruptos diminuirem a pobreza como vão ganhar eleição.

  • Encalistro dasalagoas

    Ricardo,
    Desde os primeiros momentos que essa tragédia atingiu vários municípios alagoanos, que a PAJUÇARA Sistema de Comunicações assumiu um papel profissional e exemplar, para noticiar e chamar a atenção para o nível de risco e flagelo que as pessoas afetadas estavam submetidas.
    Depois disso, outros meios de comunicação passaram a sistematizar a divulgação do ocorrido passando a sensibilizar o país para essa catástrofe que Alagoas foi submetida.
    Perante a miséria ocasionada sobre uma penúria “habitual” que já existia, restano-nos a esperança de que “olhos” de cidadãs e cidadãos de outros Estados que nos prestam socorros neste momento, transformem a “descoberta” dessa realidade Alagoana em notícia nacional, contudo, desvinculada da tragédia ora vivenciada.
    São muitas décadas em nosso Estado de implantação e ampliação da “cultura” da ascenção política por interesses exclusivamente pessoais.
    POR FAVOR… será que teremos que rogar pela “Lei de Proteção dos do Animais” para mitigar o sofrimento dessas pessoas?

  • José M. Filho

    E se o Nordeste Fosse Independente?Muito bom o Texto.

  • janson

    O problema é que alagoas ainda elege coronéis. os coronéis do açúcar não quebram. então, quem vive sempre quebrado é o povão, que gosta de viver como pedintes.

  • Zé Povo

    E agora vai fazer-se a coisa certa? Vai-se impedir construções em leitos de cheia? Vai-se construir infra-estrutura e saneamento? Ou vai-se repetir o mesmo de sempre para que na próxima chuvada tudo se repita?

  • Antunes

    Todos os textos históricos ou não bem como informações e comparações devem estar presentes nas redações dos jornalistas,porém,temos que tomarmos por parâmetros nossa realidade,independente de que situação vivamos,pois,olhando para nossa realidade e possibilidades encontraremos a saída,não importando o que o grande Getulio fez ou como é a miséria carioca,e ainda,se for perguntar a algum fluminense se ele quer aquela vida que tem nas favelas cariocas ou esta que a maioria alagoana leva,com certeza escolherá a daqui.

  • adalgisa

    Vou narrar um caso recente que tem tudo a ver com o artigo acima. Recebi uma amiga Alemã em minha casa para uma temporada de 30 dias, após alguns passeios ela ficou estarrecida com a miséria que presenciou. Mas o que a deixou mais chocada a ponto de antecipar sua volta foi a indiferença. Isso mesmo Ricardo era difícil pra ela entender como nossos governantes podiam achar natural crianças maltrapilhas nas ruas dormindo ao relento e outras mazelas que parecem não ter fim.

  • simone

    A verdade é que não queremos admitir, essa ralidade crua e nua! Alguns acham que a politica Lulista mediocre, poderia tirar o Brasil da miseria. Se pode, então vamos dar 60 anos de mandato a Lula. Não pode. Só homens com formação acadêmica e anti-populistas podem fazer isso. Reflitam!

  • alguem

    acho que a maioria da pessoas passou de pobre a miserável,pois era muito pouco o que possuíam, apesar de que era tudo de mais precioso que conseguiram comprar em inúmeras prestações.só um pobre sabe o quanto lhe é importante uma velha televisão… é uma forma de sonhar,de se divertir,de assistir seu futebol,suas novelas,enfim de ver coisas novas e bonitas.só quem dormia na rua sabe o que é ter seu barraco,sua casinha modesta para descansar,criar seus filhos,tomar seu café,ter sua rede.É uma pena que as pessoas façam ´tão pouco pela nossa gente;se tivessem saúde,uma educação melhor,mais trabalho,mais oportunidades e até um pouco de lazer certamente teríamos pessoas mais estruturadas e consequentemente um nordeste mais culto e tambem menos miserável.Vendo e ouvindo as entrevistas percebo como o nosso povo é sem maldade e sem ambição,perderam tudo,mas ainda assim existe esperança em seus semblantes envelhecidos e nós ás vezes ainda reclamamos da nossa confortável vida.Parabens pelo texto Ricardo

  • elton castro

    Contradições… governantes com “formação acadêmica” e “não-populistas”? E o FHC, o que era? Com um “pé na cozinha”, ele nos ensinou a mudar o discurso, não com o equívovo noticiado por setores da imprensa, “esqueçam o que eu disse”, mas “governando” com sabedoria… Estamos numa eleição polarizada, em Alagoas, como em outros Estados, uma patifaria (com e sem diploma) assume seus lugares. Nos termos do que escreveu Ricardo Mota, nossa miséria reflete um país, nossa miséria nacional.

  • M. Almeida

    PODEMOS MUDAR NOSSA SITUAÇÃO SE USAR-MOS O PODER DO VOTO QUE VEM DA CONSCIENTIZAÇÃO POLÍTICA. VEJA O EXEMPLO DA INTERNAUTA ADALGISA: SUA AMIGA ALEMÃ FICOU ESTARRECIDA COM A MISÉRIA DO NOSSO ESTADO E COM A INDIFERÊNÇA DE NOSSAS AUTORIDADES. NA DÉCADA DE 40,EM SEU PAÍS, A ALEMANHA, SERES HUMANOS (JUDEUS, CIGANOS, MOMOSSEXUAIS, ETC.) FORAM TRATADOS COMO ANIMAIS EM ABATEDOUROS SENDO ENTÃO PRATICADO UM DOS MAIORES GENOCÍDIOS DE TODOS OS TEMPOS. TEMOS NOSSOS NAZISTAS? TEMOS! HITLERS? AOS MONTES! O QUE FAZER? CORAGEM PRA ENCARAR OS PROBLEMAS, VERGONHA NA CARA E A CERTEZA DE QUE, SE QUISER-MOS, PODEMOS MUDAR NOSSA HISTÓRIA. QUANTO A ALEMÃ QUE ANTECIPOU SEU RETORNO, BASTAVA QUE ELA TIVESSE LIDO UM POUCO DA HISTÓRIA DA 2ª GRANDE GUERRA NO CAPÍTULO QUE FALA DOS GUETOS NAZISTAS.

  • M. Almeida

    AH, IA ESQUECENDO: CALA A BOCA LESSA! QUE VERGONHA, COLLOR…

  • Sansoamar M. Soares

    E ainda querem reeleger um autêntico representante do bloco político que sempre prezou pela pobreza no país. Será que o povo nunca enxergará que a pobreza para esses políticos é um portal para a manutenção desse estado de submissão da pobreza ao império dos nobres políticos do Brasil.
    Tudo isso só mudará quando alguém assuma um compromisso em mudar todo esse estado de calamidade. Como? Investindo maciçamente na educação dos cidadãos menos favorecido; investindo na saúde voltada para os menos favorecidos e na segurança para todos. A geração de empregos vem em consequência de tudo isso.
    Enquanto isso não ocorre, o cidadão que ano a ano convive com a pobreza, continuará vendo os seus sonhos sendo enterrados a cada inverno junto com a lama e a sujeira que impera nesse Estado ou sendo lavados pelas lágrimas das amarguras ou até pelas águas desprezadas pela natureza.

  • Almeida

    Ricardo, parabéns pelo texto!
    O que os voluntários do RJ, de SP e de outros estados constataram foi a dívida social e histórica do Brasil com o Nordeste. O Brasil registra crescimento recorde,o Nordeste tem participação nesse crescimento, mas na hora do rateio dos recursos o centro-sul é priorizado. Embora seja dito que no atual governo a desigualdade social no Brasil diminuiu, as políticas de transferência de renda estão longe de solucionarem a dívida social e histórica do Brasil com o Nordeste.Diante dos fatos no Nordeste(enchentes) vi em sites de relacionamentos e de notícias comentários do tipo: ” os alagoanos merecem, vejam quem elegeram”. Esta mentalidade é recorrente num país atrasado, no aspecto de civilidade, como é o caso do Brasil. O povo nordestido é privado da educação, é saqueado pelas carga de impostos e pelas distorções de repasses de verba e ainda é culpado. A que ponto nos chegamos, ou melhor, estamos em um ponto de onde nunca saímos: do marasmo do primitivismo civilista!

  • Arthur Costa Filho

    Ricardo, esse abismo economico e social esta cada vez mais dificil de ser transposto. Explico: os programas de distribuição de rendas do governo federal(FFHH e agora LUlla) tem sido importantes, mas falta um aprojetpo de desenvolvimento economico e social para a regiao. O desenvolviemtno não significa um pouco mais de empregos[é importnate empregos, sem duvida] mas tem que ser associado a distribuição de renda. Ou seja que os pobres e as camadas medias tenham oportunidades de se desenvolverem. A agricultura familiar é impoetante, digo fundamental, ams nao da maneir que em alagoas estamos presenciando, desde a era Ronaldo Lessa. Cadê assisitencia técnica, tanto no Incra e na Seagri( secretaria de agricultura0 . Há muita propagando enganosa, por sinal. No Incra e na Seagri.
    Vamos continuar lutando para alcansarmos o desenvolvimento com inclusão social.
    Vamos ficar de olho nos politicos apra noa desviarem os donativos e o deinheiros dos pobres atingidos pela enchente em alaoga e Pernambuco.

  • PEDRO

    Agora a pobreza foi institucionalizada com os “Vales e Bolças Miséria” mudou o coronel e continua o voto de cabestro, voto pela barriga, voto da preguiça e continuará tudo com antes, o “cidadão” sem honra, sem trabalho, sem dignidade, sem ser humano, simplismente um nordestino.

  • Encalistro dasalagoas

    SOBRE OS POLÍTICOS: que podemos extrair de bom, aqui em Alagoas, se relacionarmos o nome do político, o cargo, o tempo de mandato, o nome de quem lhe inseriu na política (quem é seu antecessor ou padrinho) e o que ele fez no cargo que exerce?
    VALE SALIENTAR: Basta relacionar as coisas boas que eles fizeram!!!!!!!

  • Dakson Pereira

    As cidades interioranas, essas que foram arrasadas e outras tantas, sempre foram “administradas” por políticos corruptos e sedentos pelo dinheiro do povo. Prefeitos e parentes prepotentes e arrogantes acham que podem tudo e desprezam suas cidades e seus cidadãos.
    Precisamos mudar essa mentalidade. Precisamos prefeitos saídos do meio do povo, com cheiro de povo.
    Chega de eleger coronéis e desviadores do dinheiro do povo.
    Dá dó ver prefeitos envolvidos em escândalos (taturanas, gabirus…) voltarem às prefeituras e continuar fazendo do mesmo jeito. Botando dinheiro do povo no bolso.
    Em Alagoas é o que mais tem.
    O povo nas urnas e a Justiça (todas elas) precisam obstruir, urgentemente, a ação nefasta desses prefeitos.

  • Carlos

    Simone, deixe de ser preconceituosa com quem não tem formação superior, pois se [DIPLOMA]resolvesse o problema do nosso país, todos os presidentes anteriores ao Lula, tinham e juntos não fizeram o que o Lula fez em sete anos.

  • uira

    todos sabem que o nordeste,desde a chegada da familia real ao Brasil,permanece como um criatorio de pessoas para mão de obra barata,pra não dizer escrava.Essa leva de indivíduos do campo descendentes de africanos e índios não têm valor pra nenhum governo,pois isso é uma campanha internacional.não vê essa europea que cita adalgisa,a europa sempre viveram de explorar as nações ex-colonias, ai vem ela pra cá e se acha escandalizada pelo descaso que vê, ela deveria era se envergonhar pois eles são os principais culpados pela destruição do nosso tão sofrido povo.a pratica de corrupção que aqui se instalou foi importada da europa.

  • Cicerônio Pinto ( Delmirense)

    A miséria é a matéria prima da ingnorância.Enquanto houver ingnorância, ou melhor, houver falta de cultura neste Estado, seremos o que somos. Um Estado paupérrimo e muito desigual. Todos nós sabemos que nossos belos políticos fizeram seus trapolins eleitoreiros em cima da miséria desse povo sofrido. E agora não será diferente, pois esse dinheiro mandado pelo governo federal, com certeza, servirá para financiar muitas campanhas. Sabemos que tem políticos que amaram o que aconteceu com nossos irmãos, pois alguns desses políticos tiraram os pés da lama com essa verba que chegou.

  • fred

    O NORDESTINO É TRATADO COMO FILHO ADOTADO, POIS NADA É FEITO EM PROL DESSE PÓVO, O QUAL É USADO EM QUALQUER CAMPANHA POLITICA, VEJA O NOSSO LULA, O QUAL TEM ALTO ÍNDICES DE POPULARIDADE, O QUE ELE FEZ PEL NORDESTE – NADA, NADICA DE NADA. INFELIZMENTE O NOSSO POVO TEM O MAIOR ÍNDICES DE PESSOAS ABAIXO DA LINHA DA MISERABLIDADE, POIS OS MISERAVEIS ESTÃO AQUI.

  • fred

    OS POLITICO SOBREVIVE DA MISERIA, POIS OS URUBUS SOBREVIVE DA CARNIÇA. GENTE O POVO NORDESTINO SEMPRE SOBREVIVEU A MARGEM DA LINHA DA POBREZA. ENQUANTO ISSO VEMOS PESSOAS QUE SE DIZ SEU DEFENSOR ANDAR DE CARRO DE LUXO,COMER DO BOM E DO MELHOR, O QUAL ELES TIRAM DESSE POVO É O PODER DE VIVER BEM, ELES SE ACHAM NO DIREITO DE DEFENDER, SERÁ QUE DEFENDEM MESMO. ELES CHEGAM NO PODER, E PASMEM, SÓ SAI MORTO DENTRO DE UM CAIXÃO, QUE O DIGA GETÚLIO VARGAS, NO MUNDO MODERNO TEMOS A RAINHA DA INGLATERRA QUE AOS 93(NOVENTA E TRÊS) ANOS ATÉ HOJE NÃO DEU UMA CHANCE AO SEU FILHO, – GENTE SERÁ QUE O PODER É MÁGICO, OU O NOSSO POVO NÃO TEM PODER DE CONHECIMENTO NENHUM.

  • Vivo

    Ricardo, boa noite!

    Deveria ser bom dia, pois já passa das 24 horas do domingo. Mas, companheiro, as distâncias não vão impedir de que eles se elejam como sempre o fizeram: comprando o voto através de uma cesta básica ou 50 contos.
    Mesmo com o Bolsa Família (que muita gente esquece haver sido criado no governo FH como Bolsa Escola), as diferenças serão quase, digamos, eternas. Não é com um programa assistencialista, que as coisas serão melhores.
    Os coronéis referidos por um dos leitores acima, existirão sempre, nem que sejam aqueles que, ao invés de andar a cavalo, montam nos Mercedes Benz na Avenida Paulista.
    Não vai ser ainda nesta geração que hoje tem seus 20 e poucos anos, que ocorrerá uma mudança susbtancial. Eu mesmo, do alto de meus 49 anos, não tenho nenhuma esperança de vê-la.
    A estrela radiosa do hino, desde os primórdios, nunca refulgiu …

  • Vivo

    Cont…

    Aliás, Ricardo, nós nunca soubemos votar. Imagine um pobre coitado que não sabe diferenciar o 0 do “o”; sem educação, segurança, saúde …

    O Brasil profundo, cá em nossas plagas, é muito mais embaixo. Tire-se pela visão da ante-sala do inferno dos últimos anos de governo (ou desgoverno?).

    Nossa pobreza é de espírito, porque nos deixamos levar por uma corja que assalta cofres públicos e nada lhes acontece. Pior que não reagimos; até porque reagir aqui pode ocasionar um “acidente de percurso”.

    Belo texto, que desagua na realidade dura de nosso dia-a-dia, resultando no aumento da diferença social, que desemboca na miséria e desesperança de nosso povo.

  • Vivo

    Apenas complementando o comentário da Simone, logo acima, não é apenas uma questão de ser ou não ser o Governo Lula populista; ser ele uma pessoa sem formação acadêmica …

    Até mesmo os acadêmicos esperam a oportunidade para se locupletar, no caso de chegarem ao poder. A corrupção, ultimamente, parece pertencer ao DNA de cada pessoa ligada à política.

    Tudo começa em casa: com os limites aos filhos; com uma educação menos permissiva e mais esclarecedora; com o apoio e amizade dos pais; com educação caseira de boa cepa, que permita aos jovens discernir o que é certo e o que é errado.

    Mas vá dizer isso à classe que se encontra na miséria; lamentavelmente, para eles o que serve é o “cadastro” na época das eleições e o dinheiro do Bolsa. O resto, é mesno que resto e daí, não conseguiremos pelo menos localmente, mudar a situação.

  • Vivo

    Vem ano; passa ano e uma coisinha básica, que sempre é tema de debates, não tem sua solução levada a efeito: o riacho salgadinho continua lá; com suas aves exóticas (urubus) povoando as areias finas e pouco brancas da Praia da Avenida.

    Então, se uma coisa de solução palpável, que sempre é prometida em anos eleitorais não é levada a efeito, como poderemos esperar que um governo de qualquer linha ideológica faça alguma coisa correta em Alagoas?

    A miséria é o berço do voto fácil; então por que melhorar o padrão de vida das pessoas? Por que buscar investimentos que permitam a geração de empregos?

    A profundeza de Alagoas é bem maior que o Brasil profundo de seu texto.

    “Alagoas estrela radiosa …”

  • JOBSON

    A pobreza, em sua maoiria, fruto dos políticos gananciosos, que acha quanto pior melhor para si, o polvo, em sua ignorância, também tem culpa, quando recebe migalhas até agradecem.Pergunto, neste momento de tristeza,a assembleia legislativa e o tribunal de faz de conta, colaboraram com algo? creio que não,são poderes gastadores, sem retorno, e Os nossos políticos não somam em favor do povo, apenas pessam em sua família, no curral eleitoral e só.

  • Edinaldo Afonso Marques de Mélo

    Quanto mais leio sobre o tema liderança, fico mais convicto de que faltaram e faltam VERDADEIROS LÍDERES ao Estado e ao País. O termo liderança é usado em vários sentidos, mas estou me referindo a LIDERANÇA VERDADEIRA E EFICAZ, QUE SEMPRE INTERESSOU E INTERESSA AO MUNDO ATUAL: àquela baseada em princípios. O Dr. Peter Drucker, considerado o pai da administração mundial, disse certa vez: “Não existem países desenvolvidos e subdesenvolvidos. O que há são países que sabem administrar seus diversos recursos – naturais, financeiros e humanos, e países que não o sabem”.
    Edinaldo Marques
    http://www.twitter.com/edinaldomarques

  • uira

    país não é uma empresa, caro ignorante Edinaldo,o estado nacional tem renda via imposto,e não quebra,as empresas quebram,e lideres é como acreditar num individuo messianico,não existem,vc deveria saber que a organização,desenvolvimento social,passam por situações biologicas e psicologicas,não é só indução historica.tem pessoas que aceitam viverem em situações basica(casa,comida e roupa lavada)ja a minoria 10% da população ,esquizofrenica tem paixão por poder.não é diploma que vai mudar esse cenario,os medicos por expl. se formam em instituição publica e são os que mais cobram por prestação de serviço.o que existem é pessoas ambiciosas,devastadoras do desenvolvimento coletivo,centralizadoras, e que não servem para o bem comum.predadoras de sistemas,com complexo de inferioridades,espiritos inferiores que pensam que têm poderes.são verdadeiros inuteis do sistema.

  • Brutus

    Texto preciso e cristalino. Só me resta te dar os parabéns por ele.

  • fred

    O que deixa os alagoanos trantornados é que eles não tem direito, aos direitos básicos de qualquer pessoa, como; -a educação, saúde e segurança. O nosso povo vem de uma cultura de preguisa e isso vemos quando se vê uma desgraça dessas. Os nossos politicos não investem no maior patrimonio do ser humano, que é o seu maior PODER, que é O PODER DO CONHECIMENTO. O nosso povo é usado até a morte pelos politicos e nada constroi em beneficio próprio e tão pouco em prol da nossa sociedade.

  • ricardo

    Xara,sabe que fazem um(01)ano e pouco da cheia de Santa Catarina,dos milhoes prometidos,vaiver quanto chegou!Pobre Alagoas.Amem.

  • ricardo

    Xara,leu a Isto E?Sobre Lessinha candidato (Ficha Imunda)como elle pode ser candidato?Entendi mas nao compreendi.Bom jogo!

  • Edinaldo Afonso Marques de Mélo

    O comentário de Uira mostra o porquê de sermos um país tão atrasado de visão. Sem maiores comentários…
    Edinaldo Marques

  • ZÉ NINGUEM

    O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) comemorou bodas de ouro em 2009. Após 50 anos de existência, fica explícito que este Banco não conseguiu cumprir o objetivo principal de sua criação: promover o desenvolvimento econômico, social, individual e coletivo de seus países membros (América Latina e Caribe). Prova disso é que nesta região encontram-se alguns dos maiores índices de desigualdade social de todo o mundo (vale lembrar que o Brasil continua sendo um dos países campeões de desigualdade no mundo).

    Com a proposta de evidenciar que o discurso exitoso do BID de “metas cumpridas”, “lições aprendidas” e outras avaliações neste sentido é falacioso, 42 organizações da sociedade civil de 13 países latino-americanos e caribenhos prepararam uma grande mobilização em Medelim, na Colômbia, entre os dias 25 e 27 de março. Esta atividade aconteceram paralelamente à 50ª Assembléia Anual de Governadores do BID, que aconteceu na mesma cidade entre os dias 27 e 31 de março.

    Enfatizando três aspectos (crítica ao modelo de desenvolvimento; o tratamento privilegiado ao setor privado em detrimento das reais necessidades das populações; e o falso discurso populista), as demandas das Campanha contra o BID incluem:

    1 – Iniciar um processo de auditoria integral das dívidas públicas dos diferentes países da América Latina e Caribe;

    2 – Paralisar o financiamento de projetos como agrocombustíveis, energia nuclear, energia fóssil e as privatizações das empresas estratégicas e de direitos humanos fundamentais, como água, saúde e educação, dentre outros, evidenciando as dívidas ecológicas e sociais geradas por estes créditos;

    3 – O cumprimento dos mecanismos de medição de riscos e impactos sociais e ambientais;

    4 – Abrir um processo democrático de decisão e controle social frente a qualquer endividamento futuro com bancos multilaterais;

    5 – Avançar na construção de alternativas de financiamento soberano, particularmente considerando o contexto atual de crise financeira.

    Entre as atividades programadas destacou-se a realização da Assembléia de Afetados e Afetadas pelo BID, onde serão apresentados e debatidos casos exemplares do que tem significado para as populações e o meio ambiente a atuação do BID na região. Os casos confirmados até o momento são: a usina hidrelétrica de Cana Brava (Brasil), o gasoduto Camisea (Peru), AIDESCE (Via Transoceânica), o Eixo Interoceânico (Equador) e a Carretera Santa Cruz (Bolívia), dentre outros.

    Segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o caso da construção da usina hidrelétrica de Cana Brava, que atingiu 800 famílias, é emblemático porque explicita como as politicas do BID pioram as condições de vida da população. O BID aprovou um empréstimo de US$ 75 milhões para a obra, cujo enchimento do lago ocorreu em 2002. Até hoje há problemas pendentes em relação ao reassentamento de famílias atingidas.

    Através de um Mecanismo de Investigação Independente (MII) – um levantamento interno de informação adotado pelo Banco para verificar o cumprimento das políticas e normas do Banco -, apresentado por um grupo de atingidos do MAB, o próprio BID reconheceu que não cumpriu as suas políticas de reassentamento das famílias. Apesar de concluir que o Banco não tomou as medidas de cautela e de acompanhamento para evitar os prejuízos das populações e de que houve “erros de julgamento”, a Tractebel Energia S.A. (atualmente Suez Energia), que tomou o financiamento junto ao BID, quitou o financiamento para não compensar as famílias. “Isso mostra como os mecanismos do Banco são ineficientes, prova que, na realidade, não existe garantia nenhuma para as populações atingidas pelas obras financiadas por ele”, afirma o movimento. Outro problema levantado pelo MAB é a falta de transparência do BID. Com a alegação de “razões imperiosas de confidencialidade”, o Banco não divulgou o relatório do MII.

  • severino M.F

    interressante,é a atitude de certos politicos de alagoas que estiveram envolvidos nas operações taturanas,gabirus,Gautamas e outros que se envolveram em escandalos no senado ou deposto com presidente da republica com a fisionomia emotiva diante das câmeras de televisão,tentando tirar proveitos com a tragedia da tromba de água que deixou muitos alagoanos desabrigados.