O juiz Maurício Brêda, da 7ª Vara Criminal da Capital, marcou para o próximo 14 de dezembro, em Maceió, o depoimento do ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante sobre o assassinato do Cabo Gonçalves, crime ocorrido em maio de 1996. 

O ex-militar, que está preso no Rio de Janeiro, vai depor, agora, na condição de réu no processo. Ele é acusado de ser um dos autores materiais do bárbaro homicídio – o Cabo foi morto com doze tiros, num posto localizado na Serraria. 

Mas ele já prestou um depoimento, no ano passado, ao mesmo magistrado, na presença de advogados, promotores e juízes, sobre o caso – como produção antecipada de provas. 

Então, ele apontou como mandantes do crime os deputados estaduais João Beltrão, Antônio Albuquerque e o federal Francisco Tenório. Segundo o próprio Cavalcante, o assassinato do Cabo Gonçalves foi planejado na fazenda de Albuquerque, em Limoeiro de Anadia. 

A parte do processo referente aos parlamentares está no Tribunal de Justiça. A expectativa é de que o ex-militar, chefe da gangue fardada, confirme as suas declarações, detalhadas, feitas em juízo no ano passado. E que resultaram na Operação Ressugere, que prendeu e indiciou os dois deputados estaduais acusados de encomendarem o crime.

Essa ação da Polícia Civil, em parceria com a PF, colocou a cúpula da Defesa Social como “inimiga imperdoável” dos deputados João Beltrão e Antônio Albuquerque. As declarações recentes de ambos são contundentes na demonstração do sentimento dos dois parlamentares em relação aos dirigentes da Defesa Social.

Mim, Tarzan

Ontem, aliás, os juízes da 17ª Vara Criminal de Capital ouviram o vereador Tarzan, de Carneiros, um dos acusados na Operação Primavera, que resultou em várias prisões em Olha D’Água das Flores.

Ele, entretanto, permaneceu calado no depoimento. Mas manteve todas as declarações já feitas em juízo e que lhe deram direito à “delação premiada”. Tarzan confessou que participava de fraudes em várias prefeituras do Sertão alagoano. Seu depoimento ainda está sendo a base de investigações do Ministério Público Estadual.

Interessante: ele preferiu voltar a Carneiros e exercer normalmente o mandato de vereador. Poderia, se quisesse, sair do estado de Alagoas.

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  • ALEXANDRE RODRIGUES DA SILXA

    esses 2 tem que ir para CADEIA!!

  • Felipe

    Como um alagoano de bem vota em deputados com esse perfil de corrupção e violência,basta de taturanas e politicos violentos.

  • Anônimo

    Acredito que para economia poder-se-á usar da
    vídeo-conferência (pela informática) ao invés
    de trazer o réu preso no Rio de Janeiro, haverá
    maior segurança para ambos preso x Juiz (que é
    meu amigo, pelo qual desejo sua proteção de Deus).
    A vídeo-conferência é o meio mais rápido e bara-
    to para oitiva do réu preso.

  • Anônimo

    Cavalcante agora está vendo quem é e era seu amigo do peito. Na época do auge se sentia o poderoso do Estado e atendia os ¨AMIGOS¨ politicos para matar, cobrar, roubar, julgar a pena de morte etc. Quando arrancaram o bigode e rasparam a cabeça, Cavalcante caiu a fixa, aí notou que os ¨AMIGOS¨ politicos sumiram e ainda lhe chamaram de BESTÃO. Agora é a hora de abrir o jogo, falar a verdade e tirar a lã de cordeiro que cobre as cobras de pernas que se acham santos, MAS SANTO NÃO É? SERÁ QUE ADVINHAS NÃO SABES QUEM É? os alagoanos e as policias sabem, mas a IMUNIDADE NÃO DEIXA TOCAR. ARTUR

  • Movimento Caras Pintadas

    Em uma nação onde a Justiça funciona esses Taturanas e seus comparsas já estariam na Cadeia.Até quando á impunidade vai reinar em Alagoas!

  • José Monteiro da Silva Filho

    Preparem-se para assistir às reprises dessa novela. Cavalcante vem e depõe, cavalcante acusa fulano e beltrano, cavalcante vai embora. Nada acontece…Cavalcante volta para depor, repete o que disse da vez passada, vai embora. Nada acontece… Cavalcante velhinho, alquebrado, quase sem puder falar, vem para depor, não consegue falar, então, ler-se os autos, com muita dificuldade ele consegue ouvir a leitura, confirma tudo com gestos de cabeça, terminada a leitura, cavalcante vai embora, e…