Não faz muito tempo, o chefe político municipal, sendo o prefeito de fato e/ou de direito, determinava a vitória para todos os cargos nos seus redutos – fosse no Legislativo, fosse no Executivo. Esta realidade mudou quase que radicalmente. Hoje, o apoio de um prefeito, em qualquer região do estado, vale muito nas disputas proporcionais; mas vale pouco ou nada nas eleições para o governo.

Em 1998, o então governador Manoel Gomes de Barros tinha a adesão, quase que integral, dos prefeitos alagoanos, o que não impediu sua derrota, até com facilidade, para Ronaldo Lessa. Quatro anos depois, eles se aliaram, em sua imensa maioria, ao ex-presidente Fernando Collor – nova vitória de Lessa.

As últimas eleições foram ainda mais contundentes na constatação da perda de controle dos chefes políticos municipais sobre os seus respectivos feudos, quando a disputa foi para o Executivo estadual. Os prefeitos, em massa, apoiaram o então deputado João Lyra, que amargou uma sonora derrota.

Entretanto, os candidatos a deputado estadual, principalmente estes, conseguiram transformar em votos o compromisso-pacto que firmaram com seus parceiros municipais. As alianças político-eleitorais também serviram, em proporção menor, para eleger os representantes de Alagoas no Congresso Nacional.

O recado da população interiorana, ao final, parece ser objetivo: o deputado é do prefeito, mas o governador é do eleitor. É como se aquele primeiro voto pouco valesse – e pagasse a “dívida” para com o dono da chave do cofre municipal. A “onda” que define o vitorioso ao Palácio do Governo, no entanto, arrasta os eleitores de todos os recantos do estado e não pode ser contida nem mesmo pelos chefes do lugar.

Os próprios prefeitos se adaptaram à nova realidade. Perder a eleição para o futuro chefe do Executivo estadual já não parece tão grave quanto a derrota, por exemplo, do seu candidato à Assembleia Legislativa. Afinal, no último caso, o que pode estar em jogo é sua própria vida.

Os "homens de bem" do deputado Sérgio Toledo
O guerrilheiro do ócio e do ofício
  • RICHARD WAGNER MEDEIROS CAVALCANTI MANSO

    Valerá o nosso dinheiro desviado e não recuperado. Onde estão à certeza de se ver as punições aos corruptos e aos bandidos assassinos. Vou esperar em Deus e por Deus. Penso que não mais tem solução Alagoas. Só se o Povo souber escolher seus novos políticos nos próximos anos.
    Richard W. M. C. Manso.

  • Valdeck Gomes de Oliveira Junior

    Pelo que Ricardo Mota relata, isso me faz lembrar as eleições americanas onde o voto do povo pouco tem valor ante o número de votos dos condados. Assim é Alagoas, onde a aliança é mais importante do que o voto do eleitor, até porque o voto dos eleitores são de redutos eleitorais, para não dizer, curral eleitoral, relembrando o coronelismo que insiste em se manter na terra de Zumbi a tripudiar do povo e dilapidar o erário público.
    Meu nome é: Valdeck Gomes

  • jose marcelo bezerra peixoto

    Por aqui, não acredito em mais nada. É muita roubalheira e jogo de interesse.

  • Anônimo

    O texto elaborado pelo eminente bloguista,apesar de
    ser esclarecedor e atualizado é superficial e sucin
    to,creio eu,ocasionado pelo fugaz espaço midiático
    dispensado à interação entre internautas,porém que-
    ro ressaltar que, pelo andar da carruagem,há pris -cas eras foi abolida a realização de eleições ho –
    nestas neste país,principalmente em Appallosa,a nú-
    mero um em FARSA e outros pecados eleitorais.

  • Anônimo

    Depende do bando que elle comanda. Aquí em Delmiro, foi a preço de bananas devido ao desgaste dos prefeitos nas garras do bando que comandam a câmara. Os dois que nen chegaram a concluir o mandato, caíram no canto da sereia e entregaram o ouro antes da hora e por isso foi de graça o retorno do chefe. Agora, ninguém se atreve desafiá-lo.

  • Domingos Arabutan Correia da Rocha

    Depende do seu CURRAL ELEITORAL, se tiver uma boa boiada, os votos BOIS & VACAS valem uma grana alta, é assim que determinados políticos do MAL tratam os seus eleitores.
    ELEITOR, VOTE CERTO em 2010.

  • Maria Paula

    Collor não vai precisar depender do apoio de prefeitos (claro que não é ruim ter apoio). A melhor propaganda para a eleição de Collor em 2010 é e foi o atual governo do cara de buraco.

  • Maria Paula

    Collor não vai precisar depender do apoio de prefeitos (claro que não é ruim ter apoio). A melhor propaganda para a eleição de Collor em 2010 é e foi o atual governo do cara de buraco.

  • Anônimo

    Lessa não vai disputar o governo do Estado, Vilela fez um péssimo trabalho durante seu governo. O caminho está aberto para volta de Collor que tem muito a contribuir para o desenvolvimento de Alagoas.