Uma das principais testemunhas do caso Fábio Acioli, o jovem assassinado brutalmente, em agosto último, está indo embora de Alagoas. Ele foi incluído no Programa Nacional de Proteção a Testemunhas – o Provita. O processo foi longo e, como sempre, pleno de dificuldades, mas agora ele deixa o estado e a vida que tinha para trás.

Ele é considerado uma das peças principais para montar o quebra-cabeça sobre o bárbaro homicídio. Garçom, que trabalhava num dos bares da região onde aconteceu o crime, seu testemunho foi considerado fundamental para que as delegadas que presidem o inquérito chegassem aos acusados de autoria material.

No novo endereço, ele muda de identidade e deve cumprir um rigoroso programa estabelecido pelo Provita, que exige, entre outras coisa, a restrição de contatos com familiares e amigos. Só depois de uma preparação, com questionários detalhados, ele pôde ser aceito no Programa de Proteção a Testemunhas – do Ministério da Justiça.

Novo inquérito

O que motivou a medida? Ele teria sido ameaçado por um policial civil ligado a um dos personagens investigados no crime – e que já depôs no inquérito (ele teria, inclusive, um histórico de violência no interior do estado).

Por causa disso, a Polícia Civil vai abrir um novo inquérito para apurar a atuação do agente no caso. Esta deve ser uma das novidades anunciadas pelas delegadas Rebeca Cordeiro, Fabiana Leão e Lucy Mônica.

A entrega do inquérito parcial, ao juiz Geraldo Amorim, está marcada para hoje. As investigações, entretanto, continuam – com a expectativa de que as provas técnicas que estão sendo produzidas com a ajuda da Polícia Federal poderão apontar indícios mais fortes sobre o mandante (ou mandantes, já que também há esta possibilidade). É um trabalho demorado, mas a polícia acredita que vai chegar à autoria intelectual.

Até porque a cobrança continua chegando de todos os lados – agora principalmente da família da vítima.

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