Na primeira conversa entre os dois, o senador Fernando Collor apresentou a conta do seu apoio a Ronaldo Lessa, na disputa pelo governo do Estado: Euclides Mello seria o vice. O ex-governador rechaçou, argumentando que a chapa ficaria enfraquecida. Foi uma conversa franca, mas cordial. Lessa resiste, ainda, a disputar o governo. Acredita que suas chances, até pelo que demonstram as pesquisas, são bem maiores se for em busca de uma vaga no Senado. Mas é aí que Collor entra com mais força: o compromisso dele é ajudar a reeleger o senador Renan Calheiros, que lhe deu visibilidade depois de uma início medíocre na Casa dos Horrores. Renan presenteou-o com a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado; Collor retribui com um empurrão na pesada recandidatura de Renan Calheiros.

Em nova rodada de conversa, após as pressões de Brasília para que Lessa vá para o embate com Teotônio Vilela Filho, o ex-presidente apresentou sua nova proposta: Ada Mello para vice-governadora na chapa encabeçada pelo pedetistas. O ex-governador, mesmo pouco animado a entrar na briga pelo Palácio República dos Palmares, não opôs resistência. A atuação da suplente de senadora tem como base os setores mais conservadores do conservador clero alagoano, a quem Collor tem dado grande visibilidade na mídia. Pode não lhe dar votos, mas também não tira – pelo menos em tese. 

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  • Thiago Barbosa

    Quem diria, Collor, Lessa e Renan juntos. Que trio parada dura! Mais uma vez temos a oportunidade através do voto de não eleger esses indivíduos que sempre jogaram na lama o nome do nosso Estado. Espero que tenhamos vergonha na cara como cidadãos.