Uma das histórias mais comoventes da Segunda Guerra Mundial, para mim,  têm como personagens “as mulheres das ruínas”. O episódio ficou assim conhecido porque foram elas, as mulheres, que reconstruíram Berlim no pós-guerra. Ou seria assim, ou não aconteceria. Os homem adultos estavam mortos, presos ou desaparecidos; só restavam os velhos, as crianças (meninas, principalmente) e elas, “as mulheres das ruínas”. Recompondo pedra sobre pedra se tornaram o símbolo de um novo tempo.
 
 
Pois bem: a Justiça de Alagoas vive a pior crise da sua existência, não tendo chegado, felizmente, à situação de ruínas. Mas a destruição que se espalhou exige uma ação de coragem e determinação, como aquela que fez das alemãs as reconstrutoras de um país.
 
  
Não se trata, aqui, da crença tola  de que um gênero é mais ou menos capacitado para uma determinada tarefa (essa bobagem, sim, vai se desmanchando qual ruínas. Éclaro que na biologia a história é outra). Mas o fato é que a Justiça de Alagoas, pela primeira, vez é dirigida por uma mulher – a desembargadora Elizabeth Carvalho Nascimento-, que se soma à segunda magistrada a ocupar o posto mais elevado do Judiciário – Nelma Padilha.
 
 
As duas, ao lado dos homens dignos da Justiça de Alagoas – e afastando os indignos –, podem muito bem ajudar nessa reconstrução. Ou ainda melhor: a construir um Judiciário transparente, atuante e que respeite, como nunca acontecido, o cidadão comum – que paga o salário de todos (inclusive os tais atrasados).
 
  
Da desembargadora Elizabeth Carvalho Nascimento, comenta-se – e não sem razão -, que ela fala além do que seria sensato para quem ocupa um posto tão alto em um dos poderes; assume uma postura, aqui e ali, autoritária – talvez porque não tenha ainda entendido a dimensão de que ela “é a instituição” (Guimarães Rosa, em Grandes Sertões…, refere-se ao momento em que “a mão é mais rápida que a cabeça”).
 
  
Não há porque procurar chifre em cabeça de cavalo. Se existe algum plano para destruir o Judiciário de Alagoas, ele foi engendrado, inconscientemente, pelos seus próprios integrantes. Aqueles que não merecem dele fazer parte, que sejam encaminhados a algum lugar mais compatível com a ética de banheiro que vivenciam. É “tragar a dor e engolir a labuta” (Chico Buarque).
 
  
Ou como mais apropriadamente diria o Barão de Itararé: “Feio não é mudar de ideia; feio é não ter ideia para mudar”.      
 

 

fomos todos iguais nessa noite
MP recebe relatório do CNJ e forma comissão para análise
  • Edinaldo Marques

    Caro Ricardo, biologicamente as mulheres são diferentes dos homens. E para melhor. Elas têm percepção mais apurada, são mais intuitivas, e isto é explicado por terem mais conexão a nível de corpo caloso – fibras que ligam os dois cérebros: esquerdo (racional) e direito (emocional)…

  • Edinaldo Marques

    …As mulheres têm uma vantagem competitiva sobre os homens. A inteligência intrapessoal e interpessoal, que juntas compõem a inteligência emocional é, em geral, melhor do que nos homens. A boa notícia para nós, homens, é que isso pode ser treinado…

  • Edinaldo Marques

    …O marido vai com a mulher numa festa e ela consegue captar mais coisas do que ele. Exatamente por causa da percepção que é mais apurada. A CIA, Serviço de Inteligência Americana, está contratando mais mulheres do que homens. blogdoprofessoredinaldo.blogspot.com

  • Edinaldo Marques

    Quem exerce um cargo de comando deve optar pela escolha da liderança. Para isto é preciso coragem e valores pessoais próximos aos princípios. Essa é uma oportunidade para que a desembargadora Elizabeth deixe a marca feminima na administração do judiciário alagoano.

  • Luiz Carlos Godoy

    E por falar em mudar de ideia, oportuna (penso eu) é a observação de monsieur Victor Hugo: “A opinião de um homem pode mudar honrosamente, desde que a sua consciência não mude.”

  • João Carvalho

    Desembargadora Elizabeth reconstruir o poder judiciário? é ruim..

  • Mateus

    Plano para destruir o judiciário? Não existe. na verdade assim como no executivo e no legislativo, tudo é movido a $$ e $$ do povo. Quando eu nascer de novo vou querer ser atuante no legislativo, executivo ou mesmo no judiciário…

  • José Silva Filho

    Rapaz !!! Eita medo dos magistrados. Se essa história fosse com outra categoria o nobre jornalista metia a malha, como é bom ser autoridade.O boglista foi buscar uma história muito bonita para poder não falar mal do judiciário – ATENTO

  • Paulo Chancey

    Sinta-se aplaudido de pe, meu caro Ricardo Mota, pelas suas sempre sensatas e corajosas palavras!

  • Wilson Sales

    Parabens Ricardo Mota! Há, quanta falta faz Dênis Agra, Freitas Neto e jornalistas comprometidos com valores morais e éticos!

  • Vitor

    Parabéns Ricardo, é exatamente isto q deve ser feito no TJ, não ficar procurando fora os culpados por seus próprios problemas, só permita-me discordar de uma coisa: Não será a “autoritária” Presidente do TJ q irá mudar esse quadro. Falta-lhe preparo.

  • ELE

    Quem seriam as “almas sebosas” que querem desestabilizar a nossa mais alta corte de justiça? Porquê os nomes não aparecem?

  • marcony

    seus comentário são marmore esculpido com metal de ouro. quero ver agora o grande Procurador Geral de Justiça( dignissimo Eduardo Tavares Medes) esses procurador pode entarna história de Alagoas como a pesonalidade da História de Alagoas.

  • Antonio Carlos

    Dignificando a Justiça,concordo que as mulheres citadas são esperança para todos os alagoanos. Convém lembrar dois grandes homens presentes hoje no TJ, Desembargadores José Carlos Malta e Tutmés Airan.

  • JULIANO CARDOSO

    Depois de ler sua coluna fiquei com o pensamento de que tem rato com o rabo preso na ratoeira! Por que? e a musica na cabeça… ” QUEM TEM MEDO DO JUCIÁRIO, JUDICIÁRIO, JUDICIÁRIO? Em alusão aos maravilhoso conto infantil ” OS TRES PORQUINHOS”

  • FERNANDO ARAUJO

    RICARDO,PARABENS PELA SUA CORAGEM E PELA SUA COERENCIA AO ANALISAR A SITUAÇÃO DO NOSSO COMBALIDO ESTADO DE ALAGOAS.

  • Ubiratan

    Esta senhora Elizebeth, é a mesma da história do nepotismo? – a qual declarou a um reporte do fantástico “se eu não colocar um parente para exercer um função de confiança em quem posso confiar?” Ubiratan

  • Bruna Dias

    Acredito que a Dra. Elizabeth junto com os magistrados dignos, farão o CNJ esclarecer todas as mentiras. Vocês precisam assistir um pleno do TJ e ver que estão confundindo coragem em dizer a verdade, com falar demais. Firmeza de caráter com arbitrariedade. Vitor, procure conhecê-la melhor.

  • COM CIÊNCIA

    Lembra da emenda contra o nepotismo? Ela foi “combatida” na prática pela nomeação de “amigos” que aceitam dividir o “soldo” para contemplar parentes que não podem se fazer mais fisicamente presentes nos gabinetes. Quem faz isso, não ergue ruínas, aprofunda-as!

  • COM CIÊNCIA

    Gosto muito de vc, sempre tão sensato, isento e, sobretudo, honesto. Mas querer empurrar goela abaixo dos seus leitores Elisabeth Carvalho como alguém capaz de contribuir p/ a reconstrução do judiciário, é inaceitável e desrespeitoso com os seus leitores, que como vc, não são tolos.

  • xpto

    Mais importante do que modifica o Judiciário está o rateio da verba mensal que nunca sobra para o mês seguinte, é muito dinheiro e o olho gordo se manifesta a cada dia. O judiciário precisa trabalhar mais e pronto…

  • Maria Amélia Gianet

    Ricardo, Sinceramente, você realmente acredita nisso …?

  • Bernadete Aguiar

    Meu carissimo Ricardo, parabéns, Esta foi a “pancada” mais inteligente e brilhante que li nos últimos tempos. Chaplim já dizia que atrás do humor escondiam-se as grandes verdades O texto foi arrasador, pena que nem todos entenderam.

  • Adelia Buarque

    Bernadete está coberta de razão. Reconstrução, kakakakakakaka

  • Rui Mendes Palafito

    Ricardo Mota, Não me canso de ler seus artigos ( E divertir-me com eles também). Seu humor tem inteligência, tem espiritualidade. Voce realmente é um grande gozador.

  • Ana cecília melo

    Oh, “Estrela Radiosa” que pena, Ainda não vai ser dessa vez

  • estelita palmeirense

    Oia só pra tu Betinha, Que moral. Gostei mesmo. Estelita

  • Guilherme

    Caro Ricardo, seus leitores não entenderam a piada sutil mas continue assim.

  • tania

    Ricardo, a dra. Elizabete precisa medir as palavras.. em entrevista no Pajuçara Manhã ela falou q nas fazendas de dr. João Tenorio ninguem diria nada nem deixaria fotografar como foi feito por um servuntuario da justiça… A fazenda de dr.João´foi comprada com o dinheiro dele e o Forum

  • JOÃO SEM TERRA

    Ricardo, pergunta ao CNJ se o dinheiro do TJ pode pagar cachês altíssimos cobrado por sua excelência Maitê Proença. Fez de fato uma grande diferença pra o jurisdicionado alagoano os “subsídios intelectuais” fornecidos pela artista aos juízes. É uma VERGONHA!

  • O Chato!

    Falar em dividir é uma afronta aos bons princípios morais. Some-se a isso, o 13° salário integral, 1/3 das férias, e se der bobeira a restituição do IR. Eles querem tudo. TUDO! E a vc. só é devido 400 reais. Cadê o CNJ?

  • Copelia do Jambalaia

    Feio, muito feio tbm foi o Governador Téo numa entrevista concedida ao jornalista Sr. Nelson Ferreira, falar a seguinte frase: ” as mulheres que PEGA BUCHO”… foi exatamente como escrevi q escutei. AAAFFF, Governador pelo amor de Deus, nem 1 analfabeto se expressa assim. (canal 100-jet com)

  • Carlos Nepumoceno chaves

    José Silva Filho em 30/05/2009 02:55 Lendo os comentários como os do José Silva Filho em 30/05/2009 02:55, lamento muito,como as pessoas andam com o coração envenenado,não procuram saber a verdade,(alguns), outros é pura má fé, parabéns Rcardo Mota.É assim q se faz jornalismo

  • Bruna Dias

    E tem mais, ouvi dizer que a Dra. Elizabeth pretende trazer, Alberto Cury, Lya Luft, Jabor, entre outros. Vocês precisam conhecer os trabalhos socias já desenvolvidos pela Presidente do TJ: Cidadania e Justiça nas Escolas, DNA para paternidade, vários eventos de Justiça Itinerante.

  • Bruna Dias

    Todo mundo gostou quando a Dra. Elizabeth não voltou os taturanas para a Assembléia. Gostava quando a Dra. orientava sobre trânsito no programa do Ricardo Mota. Gostava quando a Dra. decretava a prisão de bandidos. E agora, por conta de um jornaleco, a dra. virou bandida? Isso é uma injustiça!

  • Desconfiado

    Bruna Dias, não precisa se expor tanto pra bajular a Dra. Os magistrados que comprem os livros de Lya Luft, Jabor e outros. O que eles precisam mesmo é palestra com Nelson Nery, Ada Pellegrini que são juristas que têm algo a ensinar a eles, que tanto precisam…

  • Desconfiado

    Quanto as “obras” da Dra no TJ, todas essas ações já existiam há muito tempo no tribunal. Até para defender o que não tem defesa, precisa se estar bem informado pra inventar os argumentos. É melhor vc estudar pra não depender de puxar saco de ninguém pra ganhar dinheiro.

  • Bruna Dias

    Desconfiado, você é um ignorante. Vc assistiu a palestra da Maitê? Viu quando ela falou que não cobrou cachê? E tem palestras com grandes juristas também na Esmal. Mas cultura geral é muito importante, sabia? A Dra. Elizabeth deu continuidade aos grandes projetos.Isso tudo é inveja?

  • Bruna Dias

    Desconfiado eu não estou bajulando ninguém. Mesmo porque não preciso. Eu quero ver você ter coragem de postar essas mensagens dizendo o seu nome. Se esconder no anonimato é muito fácil. E depois fica caluniando as pessoas de respeito e honradas.

  • Bruna Dias

    Desconfiado, isso tudo só pode ser fruto de inveja. Como é que a Dra. Elizabeth está sendo difamada desse jeito? Até um dia desses, todos vocês elogiavam a coragem dela para prender todo tipo de bandido, de falar dos poderosos,defendendo os oprimidos. A Justiça Divina virá.