O deputado Cícero Ferro parece ter encontrado, longe do exercício do mandato, um insuspeitado talento: o de fenômeno da Comunicação moderna, um marqueteiro de si próprio. Nas últimas semanas, a cada dia, vem ocupando amplos espaços na mídia pelo que diz, pelo que faz, e até pelo que resmunga. Ressalte-se, os microfones, sites e jornais têm se mostrado bem mais atentos ao parlamentar do que quando ele tinha direito à voz (e continua) e voto na Assembleia.

 

Tudo parece cuidadosamente preparado e dosado para que não falte matéria prima, para o  dia seguinte. Deixa sempre algo no ar, e o sinal de estará de volta ao amanhecer de um novo dia – pode-se aguardá-lo. Até a sua prisão recente guarda a verossimilhança de um plano bem engendrado, tamanho o dramatismo com que a cobrava diariamente.

 

Agora, é bem verdade, o deputado apareceu com algo bastante sério: uma parte do inquérito policial sobre o assassinato do vereador Fernando Aldo, que teria "desaparecido" do relatório final. Não é nova a história, que já circulava pelos bastidores da polícia e do judiciário alagoano desde o ano passado. Chego a apostar que onze em cada dez advogados criminalistas bem situados conhecem o conteúdo da papelada. Trataria de uma das linhas de apuração da morte do vereador de Delmiro Gouveia, em que parentes da deputada Kátia Freitas apareceriam como investigados. Não sei se é conclusiva a documentação, mas esta linha existiu – como outras -, tendo sido deixada de lado quando a delegada Kátia Emanuelle fixou sua convicção sobre a participação do deputado-denunciante no crime. Mas, que bom que, enfim, o assunto vem a público! Que se apure com maior rigor e transparência.

 

 

Quanto à questão “central” para o deputado, a férrea defesa da Constituição (“deputado não pode ser preso pela Justiça comum”), vale lembrar quão generosa é a mãe de todas as leis. O texto da Carta Magna garante a todos os cidadãos brasileiros – todos, e não apenas a alguns –  o direito à Educação, à Saúde, à Vida. Que ele, na condição de parlamentar, e o Supremo, como guardião da Constituição, possam ser tão enfáticos e ágeis na apreciação dessas questões tão essenciais quanto vem sendo ao julgar pedidos de HC para parlamentares presos por crimes comuns.

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  • ALAGOANO

    ESPERO QUE AGORA A JUSTIÇA APRENDA. NÃO SE PODE DEIXAR A NOSSA JUSTIÇA ALAGOANA EXPOSTA E TÃO RIDÍCULA COMO NESTE CASO. NÃO SOU ELEITOR DO DEP CÍCERO FERRO, INCLUSIVE REPROVO ALGUMUNS FATO PRATICADOS PELO O MESMO. AGORA, O STF TEM QUE SER RESPEITADO.

  • Advogado Jovem

    O Pretório Excelso cumpre seu papel ao manter a Força Normativa da Constituição no tocante as imunidades parlamentares. Quem não cumpre sua função é a AL, no momento em que não exclui de seus quadros parlamentar que reitaradamente ofende a ética e o decoro, e moralidade pública.

  • Direito à vida

    Tenho certeza que o direito à vida o deputado ignora. Que nos digam os parentes de Fernando Aldo, Jacó Ferro e de tantos outros.

  • Roberto Morais

    O povo é o maior culpado de nós alagoanos sermos representados por esse tipo de politico. Todos os alagoanos de todas as classes sociais e todas as regiões do Estado sabem o que eles fazem, mas toda eleição eles são reconduzidos a Assembléia Legislativa.

  • Roberto Morais

    continuação… Eles simplesmente aplica ao povo o que está na Bandeira Nacional “Ordem e Progresso”, Ordem para os pobres e Porgresso para os ricos, não importa como seja o progresso, se de forma honesta ou desosnesta, acorda eleitor de Alagoas.

  • luka

    A JUSTIÇA ALAGOANA NÃO PODE AGIR COMO SE FOSSE ÚNICA.AS LEIS FORAM FEITAS P SEREM CUMPRIDAS E O POVO É QUEM ESCOLHE SEUS REPRESENTANTES.O QUE TÁ EXISTINDO É PERSEGUIÇÃO E NÃO LEI.

  • eleitor traido

    Depois da entrevista com o Dep. Ferro em 1 emissora local, aprendi q devo votar, estava propenso a ñ votar + em ninguém. Porém agora vi que o Ferro ñ se “obra” (José Maria)como outros da ALE.Ganhou meu voto, p/ menos fala sem medo. Enquanto os neo-deputados… caladinhossssssssss

  • artur

    ALAGOAS A DERIVA MORAL. DEPOIS DO AVAL DO STF EM FAVOR DOS POLÍTICOS INDICIADOS E DESPRESTIGIANDO A JUSTIÇA, NÃO MERECE COMENTÁRIO.

  • macelo

    Cícero Ferro, deboxou e desmoralizou o poder judiciário de Alagoas. Estava jurado de prisão caso pisasse na assembléia e até agora nada! Semana que vem todos os taturanas estarão em seus lugares. E aí, serão presos todos?

  • elivaldo bonfim

    tenten advinhar; quem supostamente retirou alguma papelada do processo: ( ) james ( ) orlando ( ) ester ( ) todas as respostas ( ) nenhuma das respostas.

  • artur

    ELIVALDO BONFIN,COM ESSA DICA ATÉ EU SEI, KKKKKKKKKKK……,AGORA ERRE!

  • AAraujosilva

    Grande sacada Ricardo, CIÇO é mesmo um grande marquetista; é disparado o maior auto-marqueteiro da paróquia. Sua(dele) descarada pantomima trouxe pra si todos holofotes da mídia local. Assim, tripudiou, e está tripudiando, sobre tudo e todos: ALE, MPE, TJ, MSCCs, o diabo-a-quatro …

  • AAraujosilva

    . . . No mínimo, CIÇO não se amedrontou com a pecha de taturânico e, está devagarzinho encurralando seus pares e de quebra, também, os “ímpares”!!! É mole ou querem mais ???

  • André Carneiro

    É profundamente lamentável a constante associação do termo Marketing com coisa ruin. Para a sociedade em geral, há uma visão distorcida, que distancia do seu conceito correto e também de sua prática. É comum observarmos pessoas se referindo ao marketing com um tom pejorativo…

  • André Carneiro

    (continuando)…associando-o somente a propaganda, publicidade, vendas e, o que é pior, a “enrolação” e enganação – como se o marketing fosse uma ferramenta para ludibriar as pessoas, mascarando um defeito de um produto, ajudando a eleger um candidato ruim ou induzindo o consumidor…

  • André Carneiro

    (continuando)…soluções para estas necessidades humanas. A comunição é apenas uma das muitas ferramentas utilizadas pelo marketing…

  • Evaneide

    Ricardo, o problema é que a (in)Justiça alagoana escolheu alguns culpados para pagar suas contas merecidamente, mas esqueceu outros igualmente culpados, a exemplo de Paulão…

  • Evaneide

    continuação…. além, é claro, de estar utilizando-se de “remédios juridicos” que sò atrasam a resolução da situação. Um erro não conserta o outro…