O ajuste fiscal é uma característica positiva dos governos tucanos. No Rio Grande do Sul, mesmo em condições adversas e sob múltiplas denúncias de corrupção, a governadora Yeda Crusius está arrumando a casa, e  promete virar o jogo nos últimos anos de governo. Não está sendo diferente em Alagoas. O ajuste fiscal – equilíbrio entre receita e despesa – vem sendo feito com sucesso, e até além do que se poderia esperar.

 

Desde que teve início, anuncia o governo, o programa de Modernização da Gestão Pública aumentou a receita em mais de R$ 186 milhões, e reduziu despesas em R$ 76 milhões.(Ao final de quatro anos, o governo Vilela pretende dispor de R$ 372 milhões para investimentos próprios). Claro que a sobra do dinheiro não está nos cofres do Estado, mas há, sim, em caixa, o suficiente para investir em áreas essenciais – e que cobram ações urgentes. A segurança pública – e não só ela, é verdade – clama por socorro. E pode engolir a popularidade que Vilela, segundo as pesquisas palacianas, vem conquistando.

 

Ocupando a quinta posição no país quando o assunto é vencimento, a PM de Alagoas vive o primitivismo tecnológico. Não dispõe, por exemplo, de um localizador de veículos, equipamento acessível a todas as polícias militares do país, praticamente. É possível, com ele, evitar que duas viaturas circulem no mesmo ao lugar ao mesmo tempo – o que hoje não acontece, para desespero da população. Os investimentos – historicamente – beiram a zero, o que permanece no atual governo. O comando da corporação estima que R$ 5 milhões/ano, mantendo-se a regularidade dos recursos investidos, permitiriam um salto de qualidade na prevenção à violência.

 

Na Polícia Civil o quadro também é desesperador. A cada mês, diz a direção da instituição, sobram apenas R$ 40 mil para investir em coletes, equipamentos, obras de reforma de delegacias etc. É alvo bem próximo a nada. Mais de 90% dos recursos para a Segurança Pública são destinados para pagamento de pessoal – e ainda assim, os policiais civis e militares ganham mal, o que é, ressalte-se, um problema nacional.

 

O que está aqui exposto é resultado de conversas com dirigentes da PM e da PC. Eles enxergam algo de positivo no modelo de controle de gastos do governo: hoje pagam o que devem – mas não gastam o que, minimamente, precisam. Não dá para esperar o “bolo crescer” para depois dividi-lo. O resultado dessa história a gente já conhece.

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  • fernando bezerra de souza

    Caro Ricardo Mota, realmente o Estado consequi equilibrar as suas contas, mas em ternos de vencimentos é uma vergonha, sou servidor da secretária de saúde, nível superior, estou com mais de dez anos que não sei o que é um aumneto salarial. E os COMISSIONADOS senhor Governandor?

  • João

    Esses “superávits” são sensacionais. Equivalem a um pai de família que se vangloria perante a família por ter feito uma boa poupança, que repousa em algum cofre.Mas em casa faltam água, eletricidade,muro,grades, remédios,livros,alimentos, roupas etc.Chega dessa frieza numérica.

  • Glauco

    é uma pena que essa economia de 372 milhões sejam pra o governador se alto promover na proxima campanha… ele sabe que o problema na segurança publica é deficti de quase 10.000 homens da PM, e por isso prometeu 1.000 homens por ano de mandato e ate agora nada…

  • Glauco

    …e esse pessoal da reserva tecnica da PM ai pronto pra ajudar na segurança publica contra a criminalidade e ela só vai convocar quando for de interesse dele.

  • Mariá

    Superavit ou lucro isso ficou para o campo privado, pois a sociedade inventou o Estado não para lucrar e sim pra atuar em todas as frentes, investir especialmente nas áreas mais carentes. Isto é o verdadeiro superávit

  • Edinaldo Afonso Marques de Mélo

    Promover o ajuste fiscal é uma decisão responsável e correta de qualquer governo. Porém, é preciso, além de garantir a eficácia do ativo orçamentário-financeiro, cuidar dos demais ativos: o físico – equipamentos, instalações; e o humano – servidores. Edinaldo Marques

  • jodivan barros

    Só espero que esta sobra de recursos não custe a vida de milhares de alagoanos.

  • Roberto Morais

    Todo Estado que é governado pelo PSDB, os servidore passam o maior aperto salarial. Para se conceder um aumento de verdade é só diminuir os cargos comissionador em 40% e sobrará dinheiro, tem muita gente recebendo sem trabalhar.

  • vigilante

    Seria cômico se não fosse trágico, sabermosq um “dep baixo clero” ganha R$130.000,00 mês, enqto nós servidores ganhamos migalhas! Ricardo, responda: qtos anos leva um assalariado, p/ ganhar o q esses bandidos ganham em 1 mês? Nesse parâmetro em tela.

  • lima

    Se tirar um poquinho dos comissionados, dá pra contratar “os concursados” que estão na reserva tecnica da educação, PM, CBM e PC. Não é, governador.

  • BASTIÃO

    Como é do conhecimento de todos,até do analfabeto dos grotões,o planeta está inexoravelmente enfer- mo e febril;assim sendo,até quando a peneira resis- tirá ao crescente calor do sol?