É possível ainda salvar o atual mandato dos deputados estaduais(taturânicos ou não)? Um grupo de parlamentares, sob o fogo cerrado da opinião pública, aposta que sim. Eles vêm se reunindo, desde ontem, quase que ininterruptamente, para montar uma estratégia que evite que o moribundo vire defunto. Passo 1: Alberto Sextafeira assume de fato e de direito a presidência da Assembléia. Passo 2: ele anuncia um conjunto de medidas que mitiguem a ira do alagoano, a começar pela redução do duodécimo do legislativo. Passo 3: a Casa de Tavares Bastos volta a funcionar dentro da "normalidade" possível, com sessões, votações e pagamentos aos credores que se acumulam. Passo 4: Antônio Albuquerque fica a falar sozinho(ou por um grupo minoritário),não representando mais a voz dos tais 24 deputados.
               Começando pelo último ponto, o presidente afastado da Assembléia já perdeu pelo menos- explicitamente- dois aliados: Marcos Ferreira e, agora, Isnaldo Bulhões Júnior – coincidência(?), ambos com origem eleitoral em Santana do Ipanema. Os dois se recusaram a assinar o documento em que Albuquerque exigia solidariedade absoluta, até o último estertor político do grupo. O entendimento geral, a essa altura, é que a crise foi pessimamente conduzida pelo ex-presidente, que tomou para sí a responsabilidade de enfrentar PF, MP, Judiciário, população. Deu no que. Ele encarna, hoje, o símbolo dessa Assembléia repudiada pela população.Todos preferem, agora, o silêncio que o segredo de justiça lhes faculta.
                A nova mesa, a ser eleita consensualmente- oposição e situação-, visa salvar o coto dos dedos que ainda restam(até as bijuterias se foram). Sextafeira precisa, no entanto, que o governador Teotônio Vilela deixe de ignorar olimpicamente o que se passa na Associação Comercial. A impopularidade da Casa de Tavares Bastos, por uma lado o ajuda, por outro já o contaminou. A inteferir na crise há que ter posição: ou forma com seu líder na Assembléia, guindado à presidência, ou compõe no coro dos que pedem- oficialmente- intervenção na Assembléia. A terceira alternativa é comer a maçã dada a Branca de Neve e esperar que a princesa "paz" lhe acorde do pesadelo. 

 

Gerente do Bradesco depõe e dá detalhes sobre empréstimos
Assembléia vive dias de caos
  • AlbertoSaldanha

    Você tem toda razão Ricardo, não existe outra opção para o governador Vilela e os seus aliados: ou formam uma nova Mesa Diretora ou assinam, juntos com o procurador geral de justiça, o pedido de intervenção federal na Assembléia Legislativa.Vamos lá,coragem governador!