No meio do furacão, alguns deputados estaduais já discutem a criação de uma CPI para apurar as irregularidades na folha de pessoal do estado. O fato, que já está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual, com o apoio da Polícia Federal, foi tornado público, mesmo que discretamente, pela Secretaria Estadual de Gestão Pública, na semana passada. Como consequência, o contrato com a Elógica, supostamente a responsável pelas fraudes, foi rompido e a empresa multada em R$ 135 mil.

  Do ponto de vista político, a CPI dividiria com o governo do estado as atenções- negativas, claro- da população, concetradas, hoje, na Assembléia pós-Operação Taturana. Há resistências, na bancada governista(não na mesa diretora), à criação da Comissão.

  Hoje, a Secretaria de Gestão Pública traz no site da pasta(www.gestaopublica.al.gov.br) a íntegra do despacho do secretário Adriano Soares, historiando as relações com a Elógica, desde 27 de março do ano passado, quando ele assumiu, e anunciando todas a medidas já adotadas. 

  Para mostrar a gravidade do que ele chama de "ação dolosa" da empresa, o secretário cita o fato de que na reunião ocorrrida no último dia 14(quando foi rompido o contrato) o representante da Elógica, Marcel Violet, apresentou uma senha para o sistema- como teste – que, na verdade, terminou por travá-lo.Só no sábado, 16, os técnicos da secretaria descobriram o problema, que teria sido responsável pelo atraso da liberação da folha da Polícia Civil.

  A relação conflituosa entre as partes já teria se estabelecido em junho do ano passado, quando, depois de pedir a retirada da equipe que prestava serviços- terceirizada- pela Elógica, a secretaria reduziu em  46% o valor do contrato com a empresa. Descobriu-se, então, também, que a versão utilizada no sistema estava atrasada em 16 vezes- ou seja, havia outras 16 versões mais modernas.

  Mesmo com as mudanças efetuadas, e com o a secretaria retomando o controle da folha, os problemas continuaram. O sistema apresentou vulnaribilidades gravíssimas, detectadas a partir de novembro,como o acesso indevido a senhas que seriam exclusivas de apenas quatro servidores da Superintendência de Modernização da Gestão Pública.

   A secretaria garante que, agora, após o rompimento do contrato, detém o controle total do novo sistema, que confecciona a folha de pessoal e autoriza e acompanha os empréstimos consignados.

  O tamanho do rombo da possível fraude deve ser levantado pelo MPE- com a ajuda da PF, fundamental. Só lembrando que a Elógica prestava serviços ao governo do estado há doze anos e muitas informações foram apagadas do sistema- de 2005 pra trás- antes da posse do atual governo.  

Presidente do TJ recebeu cópia do despacho da Justiça Federal sobre a Taturana
SAC do Shopping Farol está fechado há dez dias.
  • matuto doido

    KKKK QUE PIADA ! NÃO TEM MORAL MAIS PRÁ NADA. TEM QUE PRIMEIRO COLOCAR NO CONSELHO DE ÉTICA TODOS TATURANA E O QUE SOBRAR,FALA EM CPI.SÓ FALA. ISSO É SE NÃO FOREM PRESOS.

  • Alberto Saldanha

    A “Elógica” vem sendo responsável pela folha de pessoal não só do Executivo, mas da própria Assembléia e do Judiciário. Uma CPI com “cheiro” de retaliação dos deputados indiciados pela PF ao governo do Estado,não dá.Parece uma tentativa do tipo “o sujo falando do mal lavado.

  • Aparecida

    A Assembléia vai ter que se pegar com esta CPI para desviar o foco ad Taturana, aí o governo vai dizer, também que os funcionários é que faziam a folha errada sem ninguém saber. Infelizmente um escândalo só amortece com outro e não com soluções e moralidade.

  • ulisses

    Por essas e outras que o salário dos tecnicos da educação é 338,00reais sem direito a nada.isso é uma vergonha.Isso é Alagoas.

  • Rogério Terto

    O COMENTÁRIO É ARESPEITO DO LIMITE DE CARACTERES DESSE ESPAÇO PARA ENVIAR COMENTÁRIO QUE É MUITO POUCO. TERIA QUE SER NO MÍNIMO 500 CARACTERES.

  • Rogério Terto

    PARTE I O TER/AL, o MPF e ESTADUAL, tem a maior parcela de culpa pela existência de políticos corruptos, porque fecham os olhos para as declarações de bens apresentadas no ato do registro da candidatura e do valor que prever gastar na campanha.