Quando eu era criança via muitas pessoas dando ossinhos aos cães e achava natural que eles comessem esses ossos, pois não sabia que, a depender do estado dele, o mesmo poderia fazer mal ao pet, ocasionando lesões internas. Conversei com a médica veterinária e zootecnista, Valéria Bentes, especializada em alimentação natural e ela explicou com mais detalhes sobre a maneira que devemos dar os ossinhos aos nossos cães.

Segundo Valéria Bentes, os canídeos e felinos selvagens consomem exclusivamente os ossos 100% crus. Os ossos fervidos ou cozidos, mesmo que de forma leve, não devem ser ofertados, uma vez que essa ação causa modificação na estrutura molecular do colágeno dos ossos, causando ressecamento e enrijecendo, tornando eles armas afiadíssimas, deixando de causar um bem a saúde e se tornando um perigo eminente. “Tanto os cães como gatos, tem a herança milenar em roer ossos, com mais costume os cães, é isso traz diversos benefícios à saúde deles, fortalecimento da musculatura facial e cervical, redução do estresse e da ansiedade, auxílio na saúde bucal. Para esta oferta, se faz necessário certos tipos de cuidados, como na escolhas dos ossos e formas de ofertas. Temos a caracterização dos ossos ofertados aos pets como sendo, os ossos carnudos e/ou recreativos”, explicou.

Ossos carnudos – são pequenos e mastigáveis, como as asas de frango, pescoço de peru e partes de coelho, rã e codorna. São ricos em cálcio, fósforo e muito bons nutricionalmente, assim enriquecendo a composição da dieta dos pets. Esse tipo de osso se torna muito eficiente em valor nutricional e não tendo tanta valia em relação à saúde bucal quando se trata de limpeza e nem distrativa para controle de ansiedade e estresse.

Ossos recreativos crus – são grandes, não mastigáveis e são mais rígidos. São eles: joelho bovino, joelho suíno (sem o excesso de carne) e osso da bacia bovina. Para os felinos, os ossos carnudos entram como recreativos, sendo estes: cabeças de frango sem bico, pés de frango, asas de frango ou um bom pedaço de pescoço de peru.

São mais utilizados para enriquecimento ambiental, para controle de ansiedade e estresse dos animais e tão auxilia na saúde bucal, uma vez que vão ser roídos lentamente e auxiliando na distração dos animais e raspar o “tártaro” acumulado nos dentes e fortalecer os músculos envolvidos no ato. Esses ossos podem ser adquiridos em açougues, bancas de feiras, mercadinhos, através da compra de peças grandes (onde se deve evitar ossos serrados longitudinais). Você utiliza a carne para consumo e tem um belo exemplar de osso recreativo para seu pet. A oferta é opcional.

Bentes complementa que os ossos vão entrar na dieta do pet, de acordo com a escolha do tutor. “Mesmo assim, necessitam de um acompanhamento de profissional, seja este zootecnista ou médico veterinário. Desta forma, você garante a segurança alimentar com a profilaxia necessária do alimento utilizado de acordo com os padrões e normas de segurança do RIISPOA (documento legislativo que reúne as boas práticas para inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal), segurança na orientação do tamanho, tipo e forma de oferta desses ossos, assim garantindo a saúde do seu pet, de forma a não desbalancear sua dieta e enriquece o seu dia a dia”, finalizou.

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