O que você faz para inspirar as pessoas?

IMG_0280“…Redefinir o feminino é não ter mais um passado nostálgico, já repudiado, ao qual se referir, nem tão pouco um modelo masculino ao qual aderir. reconstruir o feminino é destino do movimento das mulheres (…) Porque a verdadeira igualdade é a aceitação da diferença sem hierarquias. (Oliveira, 1999)

Esse trecho foi do Estudo Vozes Femininas da Poesia Latino Americana – Cecília  de Jacicarla da Silva, essa citação ela traz exatamente o que eu penso, ser mulher é buscar  os direitos e a igualdade de gêneros na carreira, no emprego, no trabalho e no salário. Não é copiar a forma de ser do homem, pelo contrário, é mesmo diante dessa desigualdade conseguir se desenvolver, mas mantendo a essência  feminina. E que essência é essa?  Cada uma tem a sua e isso deve ser respeitado.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Datafolha, só em 2016, 403 mulheres apanhavam por hora, como pode em 2017, já amparada pela Lei Maria da Penha, tantos casos de agressões? Um terço dos homens gostariam que suas esposas não trabalhassem fora de casa. As mulheres ganham 73% do que os homens ganham. Tem um estudo dizendo que só vamos conseguir igualar os salários em 2095. E aí? Olha que chocante, nós não estaremos aqui em 2095, vamos esperar esse tempo todo para virar esse jogo? O que tudo isso nos aponta?  Velhos problemas, mas infelizmente sempre atuais: desigualdade de gêneros, violência contra mulher e machismo.  E você vai ficar parada?

O discurso da atriz de Harry Potter, é tão atual e sua motivação é tão genuína, que traz uma certeza que cada um de nós, não importa se homem ou mulher temos a liberdade de escolha, ela diz que o feminismo não deve ser visto como um sinônimo de ódio aos homens, mas deve ser uma bandeira de luta para os dois gêneros, já que, mesmo que em intensidade diferente, não apenas as mulheres sofrem com a desigualdade de gêneros, mas os homens também.

“Porque até hoje, eu vejo o papel do meu pai ser menos valorizado pela sociedade. “…Já vi jovens homens sofrendo de doenças, incapazes de pedirem ajuda por medo de que isso os torne menos ‘machos’.” “…Se homens não tem que ser agressivos, mulheres não serão obrigadas a serem submissas”. A convocação tem motivo. Nenhum país do mundo de hoje pode dizer que alcançou a igualdade de gêneros, e talvez isso aconteça porque a luta de gêneros só vem de um lado.

Estava num grupo de aproximadamente 30 mulheres ministrando um workshop de empoderamento feminino e lancei as seguintes perguntas para as mulheres:

1- o que é ser uma mulher extraordinária?

2- o que elas precisam ter para serem mulheres extraordinárias?

Para a primeira pergunta, as respostas foram inúmeras: ser uma mulher extraordinária é ser líder, é ter caráter, é ser ao invés de ter, ser engajada, ser comprometida, ativa, atuante, ser feminina, ser presente, cuidar da família, cuidar da equipe, se preocupar com o seu desenvolvimento, ajudar ao próximo e ser feliz. Para a segunda pergunta a melhor resposta foi: ” não precisamos de nada, pois já somos”. Longe de mim ser arrogante, como não se pode ser considerada extraordinária, quando é preciso que nós mulheres tenhamos que fazer num só dia 3 jornadas, ficar bonita, ser amorosa, boa amante, mãe impecável, e ainda cuidar da carreira?

Esse tema tem tanta relevância que o Great Place to Work criou a lista Mulher, que premia as melhores empresas para as mulheres trabalharem. O Prêmio será dia 9 de Maio em São Paulo, e tudo está sendo liderado pela Daniela Diniz, diretora da área de Conteúdo e Evento do GPTW Brasil, faz questão de lembrar que as inscrições para a lista de 2018 já estão abertas, no site: www. gptw.com.br

Segunda Lina Nakata, pesquisadora e faz parte da área de Conteúdo do GPTW Brasil, possui um estudo de 2015 que mostra que as 10 melhores empresas com  mais de 100 funcionários estão fazendo práticas para desenvolver lideranças femininas para corrigir essa distorção. Conclui-se que nas grandes empresas, quanto maior o nível de senioridade, maior a diferença de salários entre gêneros. Nas 130 empresas premiadas na lista nacional, mulheres, além de menor número, também ganham um menor salário na média. Então, fica esperto pessoal de RH e começa a criar práticas para transformar a sua empresa em uma empresa excelente para trabalhar para as mulheres.

Para discutir esse desafio, ABRH AL chama você mulher e homem para conversarmos sobre política, carreira, gestão, emprego, cultura, futebol, liderança e arte. Vamos discutir os desafios atuais para mulher e como poderemos ser mais atuantes e ativas no movimento para um justo salário, reconhecimento e ações. Contaremos nessa discussão com as seguintes mulheres reais que são inspiradoras: Gilka Mafra – jornalista, apresentadora e blogueira do TNH1, Adriana Toledo – Pedagoga, Assessora especial de Direitos humanos da cidade de Maceió e Presidente do PSDB Mulher, Isabelle Rocha – Vice coordenadora do Curso de Dança da Ufal e Bailarina que nos presenteará com a dança Sapatos Vermelhos que tem como tema a libertação da mulher, Telma Ribeiro – Diretora regional do Senac Alagoas, falará de gestão e liderança feminina e Pollyana Fonseca – Gestora administrativa da Agremiação Sportiva Arapiraquense – ASA, graduada em marketing e falará de sua atuação nesse universo que antes era tão masculino.

Quero fazer o convite a cada um de vocês, o evento acontecerá no Shopping Maceió, em frente ao cinema, às 10h do dia 30 de Março, nesta quinta-feira. Vamos bater um papo com essas mulheres empoderadas e trocar experiências, todo momento é momento de sermos atuantes, cada uma de nós podemos fazer diferença em nossa comunidade, bairro e trabalho.