O que você faz para inspirar as pessoas?

giftwork

 

Aprendi que as pessoas vão esquecer o que você disse. E as pessoas vão esquecer o que você fez. Mas elas jamais esquecerão como você as fez sentir.” – Maya Angelou

Quando alguém é contratado não se pode assegurar que o indivíduo consiga manter o brilho nos olhos e o sorriso estampado em seu rosto, mas qual é o Líder que não quer liderados engajados? Isso depende do Recursos Humanos ou do Líder? Engana-se que tudo é trabalho do RH, o líder tem que colocar a mão na massa, tem que ralar, tem de criar as condições para que isso aconteça e permaneça. O Great Place oferece um treinamento chamado Journey- Giftwork – treinamento para líderes, e eu participei, além de mim estavam presentes uns 10 RH’s, empresas dos ramos financeiro, farmacêutico, informática, construção e educação. Todos apontaram confiança, acolhimento, transparência, como pontos fortes de um bom líder. Um outro ponto comum é como os gestores terceirizam a liderança. Todo Gestor é um gestor de pessoas, e essa máxima faz diferença na vida dos colaboradores.

Robert Levering, fundador do GPTW, descobriu em suas pesquisas, que tão importante quanto saber o que fazer, é saber como fazer. Não existe uma palavra que traduza esse conceito, mas ele pode ser entendido como um presente no trabalho, um mimo. Pode até parecer utópico à primeira vista, mas acreditem visitei muitas empresas aqui em São Paulo que já praticam o Giftwork e o que mudou para elas? Vantagem competitiva. Já pensou que em tempos de crise sua empresa pode ter uma rentabilidade de 11,1%, pois é, isso acontece para as empresas que estão entre as 100 melhores empresas para trabalhar, elas conseguem gerar maior retorno anual aos acionistas, enquanto as empresas sem o conceito do Giftwork geraram um retorno de 3,8% segundo Russel Investiment Group – Estudo 1998-2010 – EUA. A performance das empresas com alto nível de confiança conta com o aumento de: produtividade, procura e nível de funcionários, qualidade do produto, inovação, capacidade de assumir riscos, colaboração e satisfação do cliente. E a diminuição de Turnover, resistência à mudança, custos relativos à saúde e número de acidentes de trabalho. Parece muito abstrato o conceito de Giftwork, talvez por ser uma palavra em inglês, ou pela falta de tradução, mas de maneira muito simples, pode-se dizer que é gerar gentileza a partir de um mimo para o seu liderado com baixo custo e significado para quem está recebendo.  Existe um ciclo para o Giftwork acontecer, com as seguintes etapas:

1.   Perceber (Giftwork do funcionário)

2.   Selecionar (uma oportunidade para o funcionário)

3.   Elaborar (a prática do Giftwork)

4.   Apresentar (a prática com o espírito Giftwork)

O mais legal dessa cultura é que o tempo todas as pessoas ficam pensando em como podem tornar o dia do outro ou uma situação mais especial, e isso é possível. Imagine agora essa cultura na sua empresa, o que poderia melhorar? Na BB Mafre uma executiva foi chamada a sala do diretor para ser comunicada de sua promoção, ficou muito emocionada e disse que era de uma família humilde e que era única que tinha chegada a ter carreira e por isso queria muito que a mãe dela tivesse lá naquele momento. Anos depois, ela foi novamente promovida, mas quem deu a notícia foi a sua mãe. Seu diretor convidou a mãe da executiva, pois sabia o quanto aquilo significaria para ela. Como vê, o diretor percebeu o que era importante para a funcionária, o que tinha valor e o que iria trazer grande satisfação e gerar um sentimento de muita felicidade ao receber. O máximo que esse diretor gastou foi o valor do táxi referente ao transporte da mãe a empresa. Mas o que ele gerou tem preço?

Que possamos cada vez mais gerar esse ciclo virtuoso dentro de nossas organizações, já pensou o que você pode fazer?