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Brilhante é o mínimo que se pode dizer da atuação do CRB na final da Copa do Nordeste.

Tão brilhante quanto o desempenho do time foi a postura da torcida, que proporcionou o maior público nos últimos seis anos no Trapichão: vibrante e entusiasmada, em momento algum deixou de se manifestar num jogo que contrariou a incredulidade de muitos.

Afinal, como dito neste mesmo espaço no domingo, era uma missão (quase) impossível reverter a vantagem de dois gols que o Fortaleza conseguiu na primeira partida.

Pois o CRB foi valente, aguerrido e se superou diante de um adversário qualificado, apontado como um dos melhores elencos atualmente do Brasil.

Os 2×0 conseguidos no tempo normal não refletiram, de jeito algum, a superioridade do time alagoano – e o resultado levou o jogo para a disputa de pênaltis.

Na loteria característica da cobrança de pênaltis, o personagem foi o principal jogador do CRB: Anselmo Ramon, atacante que em pouco tempo se tornou um dos seus maiores ídolos, além de principal artilheiro e cobrador oficial de pênaltis.

Por essas características Anselmo foi o escolhido para a primeira cobrança, numa acertada medida do treinador Daniel Paulista – afinal, muitas vezes quando o melhor cobrador fica para o final, os que o antecedem desperdiçam penalidades e o especialista nem chega a participar.

Infelizmente, Anselmo perdeu a cobrança, o Fortaleza marcou todos os pênaltis e o atacante acabou responsabilizado pela perda da sonhada Copa do Nordeste.

Entretanto, o que poderia ser um drama para ele se transformou em solidariedade – dos companheiros de equipe, dos dirigentes e da torcida do CRB.

Afinal, há de se reconhecer que perder pênalti não é “privilégio” de Anselmo Ramon: nomes consagrados no futebol, como Zico, Baggio, Messi e tantos outros ilustres passaram pela amarga experiência, também em jogos decisivos .

Joãozinho Paulista, grande ídolo do CRB, quando atuava pelo Atlético Mineiro viveu a desagradável sensação de perder o último pênalti em cobranças numa final de Campeonato Brasileiro contra o São Paulo, em pleno Mineirão, o que garantiu o título ao clube paulista.

Anselmo é mais um nesse grupo de ilustres e, além do muito que tem feito, tem ainda muito a contribuir para a sequência que se avizinha.

O CRB assume posição de destaque no cenário nacional pelo bom desempenho neste primeiro semestre de 2024: tricampeão alagoano, vice-campeão da Copa do Nordeste, classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil e credenciado para uma boa campanha na Série B do Brasileiro.

O banho de bola que o time deu no Fortaleza é apenas a imagem final do respeito que passou a ter o futebol alagoano, em termos técnicos e de resultados.

Acima de tudo, certamente o chão de Alagoas deixou de ser aquele recanto em que os times vinham, venciam e iam embora festejando.

Os tempos são outros.

 

 

 

 

 

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