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Integrantes mais antigos do Partido dos Trabalhadores não admitem abertamente, por razões óbvias, mas não se conformam como vem sendo conduzida a gestão política no terceiro mandato presidencial de Lula.

O grupo se queixa do fato de Janja, a primeira dama do país, ter ocupado funções anteriormente exercidas por profissionais da politica.

ED isso deve ter repercussão na próxima eleição presidencial, como revela o jornalista William Waack:

“Lula 3 é uma permanente confusão política. Que impossibilita ao presidente cumprir a promessa feita logo que foi eleito: trazer previsibilidade, estabilidade e credibilidade.

Mexer via MP, como o governo fez esta semana (mais uma vez), no sistema tributário, causando severo impacto financeiro nas empresas, liquida a previsibilidade. A estabilidade fica comprometida pela incessante bagunça na articulação política, que amplia a já distorcida relação entre Executivo e Legislativo.

Quanto à credibilidade, seu aspecto mais preocupante é a percepção negativa que agentes econômicos manifestam sobre política fiscal, taxa de juros, inflação e dívida. Até aqui a “fórmula” lulista – expansão dos gastos públicos gera consumo que gera crescimento da economia – teima em não se materializar em ganhos político-eleitorais.

O que existe ainda de ‘velha guarda’ atuante do PT manifesta séria preocupação com as perspectivas eleitorais de 2026. O partido cresceu como agremiação dirigida por uma elite de quadros profissionais e experimentados na política, boa parte deles vindos de estruturas sindicais sólidas, atrelados ao carisma, personalismo e ao que se possa chamar de sabedoria política de Lula.

São exatamente esses dois aspectos – o profissionalismo no topo e a liderança de Lula – que estão se esvaindo. A “velha guarda” se ressente abertamente do fato da mulher do presidente ter ocupado funções anteriormente a cargo dos profissionais da política, condição que eles não reconhecem nela. E de Lula não mais ouvi-los, ou não como fazia antes.

A ausência de um plano além da expansão de gastos sociais e das fórmulas fracassadas de pouco tempo atrás é um dos fatores que comprometem as oportunidades que se abrem para o País. Um outro está na enorme lentidão para fazer reformas infraconstitucionais e melhorar o ambiente de negócios – o que inclui as ‘lições de casa’ regulatórias sem as quais vamos ver passar o bonde, por exemplo, da transição energética.

É óbvio que, num país ainda tão miserável e desigual como o Brasil, políticas assistencialistas mantêm relevante peso eleitoral. Mas as transformações sociais das últimas duas décadas colocaram outros temas no processo de formação do voto – segurança pública e conjuntos de valores – e nenhum deles se resolve facilmente, mesmo abrindo os cofres públicos.

Lula 3 perdeu tempo em fazer a economia crescer vigorosamente e em ampliar a reduzida margem de votos que lhe deu a vitória em 2022. Frente a um adversário inelegível tropeçando em si mesmo, neste momento o caminho para 2026 deveria surgir bem delineado. Ao contrário, o cenário nunca esteve tão aberto.”

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