Opinião: "Decisões monocráticas, como a de Dias Toffoli, podem nos recolocar na rota do populismo"
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Completaram-se, no último 27 de abril, os 250 anos do assassinato, em 1874, de Josepha Martha de Lima, na cidade alagoana de Pilar – na véspera, 26 de abril, havia sido assassinado seu marido, João Evangelista de Lima.

O acusado pelos crime foi um escravo conhecido apenas por Francisco, que entrou para a história como o último condenado à pena de morte no Brasil, que foi executada em 28 de abril de 1876.

Segundo o jornalista Carlos Madeiro, no portal UOL, o processo foi enquadrado como sigiloso, de acesso permitido a apenas poucas pessoas, e foi “reencontrado” há dois anos graças ao “trabalho de recuperação de arquivos do Centro de Cultura e Memória e da Comissão de Gestão da Memória do TJ-AL (Tribunal de Justiça de Alagoas)”.

Mestra em Direito, Hilda Monte leu todo o processo, de 275 páginas, e revela que a morte do casal seria, na verdade, resultado de uma rebelião em que os negros escravizados protestavam contra a degradação a que eram submetidos, inclusive através de violência física e fome, além de condições precárias de vida.

Hilda Monte está preparando um livro sobre o caso.

 

 

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