CSA compete com o Vasco mas perde o jogo em erros de tomada de decisão – Blog do Marlon
Absoluto CSA vence performando alto e CRB sofre terceira derrota seguida sem competir

CSA compete com o Vasco, mas não consegue tomada de decisão correta – Foto: Morgana Oliveira – ASCOM CSA

CSA com a coragem do Mozart, a utilização da ciência no futebol que precisaria entender o desgaste dos jogadores e assim ele trouxe o CSA com cinco mudanças e estas mudanças não trouxeram nada diferente no seu modelo de jogar , e sim, um time mais forte para competir contra uma equipe que passou uma semana inteira apenas trabalhando para enfrentar o CSA.

O primeiro tempo reflete o que foi um jogo de muita disputa, muita competição e pouca qualidade, principalmente técnica com as equipes tendo competência defensiva. O CSA mostrou essa competência ao impedir que Nenê tivesse condições de criar algo e o Vasco tratou de dificultar que o time azulino tivesse facilidade para ter a posse de bola, tirando o conforto da saída de bola do CSA.

O CSA saía mais em contra-ataques e foram duas vezes. Em uma delas após um escanteio sobra para Marco Túlio que encontrou o Lucas Barcelos, ele era a novidade, pois jogou de 9, como centro-avante e ele é um jogador velocistas, jogadores de atacar profundidade e fez isso muito bem. É sempre ele que arrastava, pois o passe não chegava para ele dentro da área, percorrendo espaços e carregando a bola. Mas visivelmente, ele tem deficiência na tomada de decisões. A gente só olha este erro, no lance capital do primeiro tempo, que é uma puxada de contra-ataque e que ele tem só o Yuri de defensor e o Yuri tem uma leitura tática perfeita que é de não atacar o portador da bola, temporizar, de ficar entre ele e o outro jogador, que era o Didira, para fazer o gol. No que ele fez isso, o Lucas Barcelos ficou na dúvida e quando foi finalizar, a bola ficou muito próximo do pé dele e ele fez a finalização de forma deficiente, facilitando a defesa do Thiago Rodrigues.

Logo em seguida, ele teve mais uma e aí não foram dois contra um e sim, uma situação de três contra três, situação esta que no treinamento se faz com tocar a bola e movimentar para arrastar a marcação e encontrar espaço para o finalizador e mais uma vez ele toma a decisão errada, tenta arrastar e finaliza bloqueado.

Os 45 iniciais se resumiu em duas finalizações no gol para cada lado. As finalizações contra o CSA foram uma bela falta cobrada por Nenê e Marcelo Carné fazendo uma defesa excepcional e em outra oportunidade com Lucas Dias cabeceando para a defesa do camisa 31 do Azulão.
Primeiro tempo termina pobre ofensivamente, mas de muita qualidade na parte defensiva.

No segundo tempo, era necessário que o Vasco se arriscasse, saísse mais para o jogo, Logo aos dois minutos, Marcos Túlio finaliza com perigo assustando Thiago Rodrigues. Depois disto o jogo voltou a ter a disputa com mais eficiência defensiva. O jogo continuava muito igual até que Geovane se machucou. O Vasco trocou Andrey por Juninho, jogador com mais qualidade e ofertando mais consistência no corredor central. Também entra Figueiredo, que entra bem para o jogo e cabeceia, depois o Pec também finaliza e de novo, Carné faz a defesa. Mas claramente era um Vasco mais forte ofensivamente.

Mozart fez trocas, buscou fortalecer o corredor central, trouxe o Igor para jogar com o Giva, mas Giva já estava altamente desgastado, aliás, se o Mozart pudesse fazer sete mudanças teria feito, tirando o próprio Giva e o Lucas Barcelos que já não entregavam nada.
Mesmo assim, o Lucas Barcelos recebe uma bola no contra-ataque e ele tenta fazer o cruzamento , nisto é bloqueado e gera um contra-ataque, o Palácios teve muita liberdade, ninguém diminuiu a marcação, ele encontra o Figueiredo no corredor central, que chuta, a bola explode na trave, e no detalhe, o Gabriel Pec empurra para o gol, fazendo o gol do Vasco.
CSA ainda teve uma jogada com Dalberto e que Thiago Rodrigues faz uma nova grande defesa e parou por ai. O jogo que prevaleceu quem finalizou com maior eficiência, CSA teve tudo para sair na frente com o participativo, lutador, Lucas Barcelos mas na função que ele exerce, é estritamente necessário que ele toma decisões corretas e ele não consegue fazer isso.

Dono do jogo: Anderson Conceição (Vasco)
Melhor treinador: Zé Ricardo (Vasco)

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