Vasco 1 x 3 CSA; vitória onde a ousadia perdeu para estratégia – Blog do Marlon
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CSA segurou o Vasco e com estratégia e competitividade perfeitas, vence em São Januário – Foto: Rafael Ribeiro/Vasco

O CSA venceu o Vasco com autoridade em São Januário por 3 a 1. Em todos os sentidos que possam ser observados, o CSA competiu com o Vasco. O time foi contundente na marcação, pressionando a saída de bola do Vasco com agressividade, ataque ao homem da bola e em muitas oportunidades, tendo até seis homens no campo defensivo vascaíno. Isto tirou o Vasco da zona de conforto ao construir seu jogo de saída apoiada.
O CSA também não sentiu as adversidades do jogo. Com 20 segundos, o Vasco já finalizava e Thiago Rodrigues fazia um milagre, mas o CSA também respondia com Iuri Castilho. Bem no jogo, o CSA chega a abrir o marcador, mas na análise do árbitro de vídeo, o lance tinha uma irregularidade e o gol foi anulado.
Logo depois, o Vasco chegou ao gol. Em uma jogada com Ernandes, o atacante Cano é tocado dentro da área, prossegue no lance e depois desaba. O árbitro nada marca e depois é chamado pelo árbitro de vídeo para reavaliar. O lance foi muito contestado pelo CSA, mas o pênalti foi confirmado e Cano abriu o marcador.
Sem se assustar com a adversidade do placar, o CSA chegou ao empate cinco minutos depois. Falta cobrada por Renato Cajá, a bola pegou um efeito, L ucão, goleiro do Vasco, foi surpreendido e o CSA empatava: 1 a 1.
A tônica do 1º tempo foi de competitividade e equilíbrio. O Vasco tinha um pouco mais de ações ofensivas, finalizações e posse de bola, mas não conseguia ser efetivo na construção ofensiva.
Na etapa final, o Vasco trouxe mais agressividade. Fernando Diniz voltou com um 4-2-4 (tendo Léo Jabá no lugar de Gabriel Pec e Daniel Amorim no lugar de Andrey). O corredor central tinha Bruno Gomes e Marquinhos Gabriel. Já o CSA tinha Tonini, Geovanne e Yuri, contra dois do Vasco, dando ao CSA superioridade numérica em um setor decisivo. O CSA seguiu sem desorganizar seu modelo de jogo e esperou o Vasco se expor mais.
Diniz tentou criar uma mecânica que com dois meias e flutuar um dos quatro atacantes para tentar superar o corredor central do CSA, utilizando os atacantes para ocupar as costas dos volantes . Mas Mozart trouxe as trocas que rejuvenesceu a equipe em todos os setores. Saíram Ewerton para entrada de Giva Santos, no corredor central Cajá para Tonini , no lado direito Gabriel para Clayton e no esquerdo, Iury Castilho para Marco Túlio e Ernandes para Kelvin.
Com a atitude de Mozart o CSA manteve seu modelo, mas com mais rejuvenescimento. O time azulino aproveitou ao desespero e a desorganização do Vasco para aproveitar dois lances em que Dellatorra marcou e definiu a partida.
Em uma partida de forte jogo coletivo do CSA, destaques para Lucão, Yuri, Renato Cajá, Thiago Rodrigues e Dellatorre.
Craque do jogo: Dellatorre
Grande noite tática de Mozart frente a um gigante do jogo ofensivo, Fernando Diniz. Lição do jogo é que ousadia sem equilíbrio pode ser um suicídio.

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