Faria a mesma coisa que Cabo fez, mas o futebol é magico por isso – Blog do Marlon
CRB chega a um lugar que nunca havia chegado
Sem repertório, CSA sofre virada para Ponte com falha de Cajuru

Léo Gamalho chegou aosi seis gols na Série B: 100% da aproveitamento – Foto: ASCOM CRB – Gustavo Henrique

O título do post colocado em primeira pessoa mostra o quanto o jogo entre CRB x Vitória reafirma o quanto o futebol é mágico e imprevisível. Tendo 2 a 0 de vantagem, com o controle do jogo e com os problemas que o elenco tem apresentado, eu como técnico, faria a mesma coisa que fez o Marcelo Cabo: retiraria Léo Gamalho e Diego Torres pensando no que viria pela frente na quarta-feira.
É bom lembrar que o CRB já tinha Claudinei, Igor Carius, Ewerton Páscoa todos machucados com problemas musculares graças a maratona estabelecida desde o retorno do futebol, além disto Xandão e Magno Cruz também sentiram no jogo contra o Vitória, era prudente e necessário, sacar os dois principais homens da linha de frente. Pensar o contrário é o senso comum, é pensar como o torcedor apaixonado vai pensar. O técnico – e, falo isso, não para defender Marcelo Cabo, mas porque estudei , me formei como treinador e experimentei isso na prática – dispõe de ferramentas que não são acessíveis a torcedores e a nós da imprensa de saber o limite físico de jogadores, do seu time e ponderar variáveis de uma partida como minutagem, dados fisiológicos, circunstâncias de jogo e tratar o futebol de maneira ampla, não no ‘achismo’, não observando a fala fácil para agradar o torcedor ou encontrar um culpado, o time o CRB apagou com o controle do jogo na mão e nem um grupo tão experiente como este, reagiu, impediu que o jogo seguisse.
A bola pune. O Vitória acreditou, teve mérito e buscou a igualdade. Que isto sirva de lição até mesmo para a próxima quarta-feira, onde o CRB tem uma vantagem confortável, mas não pode entender que já está classificado antes do árbitro determinar o fim do confronto.

O jogo tático

Detalhe Tático CRB x Vitória – Durante a transmissão de ontem chamei a atenção para o repertório de ataque do CRB , Ativando os 3 corredores , veja na comparação gráfica , como o vitória utilizava muito mais o jogo lateralizado onde o corredor direito sobressaiu frente os demais . O CRB praticamente utilizava a mesma proporção nos corredores . O legal é depois constatar que aquilo que você visualizou no jogo , reflete nos detalhes táticos – Imagem: @sofascorebr_oficial

O CRB começou o jogo com Erik no banco, com dois volantes que vem jogando, com Washington e Thiaguinho que ocupam bem o corredor central, começa o jogo o CRB tem o controle, teve uma cabeçada de Léo Gamalho que havia assustado, tinha desenvoltura para atacar por ambos os corredores, notadamente pelo corredor direito, onde o Vitória veio com uma dobra para conter o bom momento do Reginaldo, com o corredor direito travado, o Galo tinha Diego Torres finalizando aos 18 minutos, com Ronaldo fazendo uma boa defesa. O time regatiano mostrava que alternava os corredores com eficiência, mostrando repertório até que aos 46 minutos, Diego Torres faz o que se pede se um meia, faz a bola nas costas da defesa, Léo Gamalho busca o duelo com o lateral, o mais baixo do sistema defensivo, ele chapa, faz CRB 1 a 0, Galo vai para o intervalo em vantagem, criou pouco, mas na chance que teve foi eficiente e Léo Gamalho comprovava seu grande momento fazendo mais um gol na Série B, o quinto dele e o quinto do CRB na competição.
No intervalo, Magno Cruz sentiu – o CRB já havia perdido Xandão por contusão, e também teve que deixar o campo, com a chegada de Erik. Eu falava que o time iria aproveitar os espaços que o Vitória deixaria, o Erik vive um grande momento e voltou a desequilibrar, antes da jogada do pênalti, fez a jogada correta, não foi egoísta, podia ter chapado, mas encontrou o Luidy na marca do pênalti e Luidy furou. Em seguida, ele foi derrubado na entrada da área, um passo fora da área, o árbitro viu penalidade, errou na marcação, Léo Gamalho não tinha nada a ver com isso, bateu com categoria, fez CRB 2 a 0.
Quando ampliou a vantagem, o CRB conseguia dominar o jogo e mesmo com as peças ofensivas que o Vitória havia colocado , o Galo dominava as ações e o técnico Marcelo Cabo já havia perdido Xandão e Magno Cruz e com o controle total do jogo, resolveu tirar os dois jogadores que são diferentes, no momento de terço final do campo, no que tirou esses jogadores, entrou Carlos Jatobá no corredor central e entrou João Carlos para manter a referência a frente e tentar segurar a bola e manter a modelação, porém, o CRB sofre um apagão, o Vitória tem o mérito de acreditar, de não achar que o jogo tá acabado, que já estava perdido, o Vico em posição irregular faz o gol e o árbitro validou e restando os cinco minutos regulamentares, o Vitória vem em busca do empate e em uma bola, que o Guilherme Hand acha o Marcelinho livre, o Erik desiste de acompanhar, levanta a mão pedindo impedimento, que não existiu, e Marcelinho faz o gol do empate, mantendo um tabu de 10 anos que o CRB não vence o Vitória.
O gol traz uma lição para o CRB, inclusive para o treinador Marcelo Cabo, levando em consideração que eu faria a mesma coisa, principalmente quando você já tinha perdido dois jogadores por questões musculares, mas o CRB com a experiência que tem , com Gum, com Washington, Carlos Jatobá, que já jogou na Europa, faltando quatro minutos para o fim da partida, não pode ter mais jogo, não pode deixar o jogo seguir, sabia que o Vitória vinha para o abafa, era só posicionar evitando que o Vitória fizesses o que fez, mas aconteceu o empate.
O CRB deixou de permanecer no G4, estava vencendo o rubro negro baiano com autoridade e de forma merecida, mas o futebol é isso, premia quem acredita e pune quem não tem a responsabilidade de terminar a partida como controlou o jogo todo. O futebol tem destas coisas e é mágico por isso. É bom que o CRB tire uma lição até mesmo para quarta-feira, que não existe vantagem até o juiz apitar o termino da partida. O CRB teve o controle de 98% da partida, o Vitória acreditou e com 2% empatou a partida.
Melhor jogador em campo Léo Gamalho (CRB)
Garçom: Diego Torres
Melhor treinador: Marcelo Cabo

  • José A de Oliveira

    Marcelo Cabo errou feio, dessa vez ele repetiu a mesma burrice do Marcelo Chamusca no jogo contra o próprio Marcelo Cabo contra o Vila Nova ano passado, CRB vencia por 2×0 colocou atacantes e cedeu o empate, até concordo que poderia tirar Léo Gamalho mas nunca colocar o inútil do João Paulo, jogador indicado era alguém pra fechar a defesa. Quando houve a paralisação por causa da Pandemia Carlos Jatobá deixou o futebol na cidade onde mora? Depois do retorno não está jogando nada, nem defende bem muito menos apoia com eficiência. Aquele lateral que em vez de ir pra marcação levantou a mão pedindo impedimento é o Hugo? Tem que aprender muito, bola lançada viajando em direção do lado dele, ele em vez de ir pra marcação queria ir pra o ataque, quando viu que não dava mas levantou a mão. Erraram no primeiro gol do Vitória quando os volantes ficaram parados, e inacreditávelmente no segundo gol.
    Creio que sirva de aprendizado, é errando que se aprende. Agora elogios, Magno Cruz e Diego Torres evoluíram muito e tudo indica subiram de produção, Luigy sempre arisco e perigoso só está faltando voltar a fazer também aquela jogada eficiente que fazia, cortar pra dentro e mandar um foguete pra redes.