Uma derrota sentida pois o CRB poderia ter melhor sorte – Blog do Marlon
Sem jogar bem, CRB consegue vitória importante
Uma vitória que superou obstáculos e quebrou um tabu

O CRB foi derrotado pelo Juventude em jogo disputado em Caxias do Sul – Foto: Arthur Dallegrave / E.C.Juventud

O CRB estreou na Série B sendo derrotado de virada pelo Juventude por 2 a 1. O resultado poderia ter sido melhor, pois o time regatiano, no mínimo, poderia sair com igualdade no marcador.
Após a virada, o CRB reagiu, chegou a criar algumas chances para o empate, teve dois lances de arbitragem que prejudicaram a equipe, em um pênalti não marcado e em um gol anulado.
O time chegou a competir mesmo com quatro desfalques importantes, mas precisou usar algumas peças que mostraram um rendimento bem inferior aos jogadores titulares. É tentar recuperar os jogadores e buscar uma vitória reabilitadora no primeiro compromisso em casa.

O jogo tático

CRB não conseguiu conter o impeto ofensivo do time gaúcho – Foto: Arthur Dallegrave / E.C.Juventud

CRB veio com quatro desfalques para a partida, mas a Série B exige que você teste seu elenco. Dos quatro jogadores que atuaram, Léo Príncipe discreto , Waschinton ,o melhor, Thiaguinho regular e Xandão. O zagueiro teve um dia totalmente infeliz, cometeu pênalti, desviou a bola para o gol de empate, tomou cartão, muito abaixo do que a gente está acostumado a ver do jogador.
Mas a partida começou com tudo aquilo, que um treinador, que uma equipe precisa quando vai atuar fora de casa. Com um minuto e meio, o CRB constrói uma jogada que começa no corredor direito , circula pelo corredor central e finaliza pelo corredor esquerdo para assistência do Erik trocando da perna esquerda para de perna direita fazendo o cruzamento e Léo Gamalho cabecear para fazer o gol. Era tudo que o CRB precisava para ter tranquilidade, marcar baixo e jogar reativo. Depois do gol, o time ainda teve algumas jogadas pelo corredor direito mas depois a linha ficou muito baixa. O time também apresentou um distanciamento entre Diego Torres e Léo Gamalho mostrando a distância entre uma primeira linha e a segunda linha de quatro.
O Juventude começa a pressionar até que aos dez minutos consegue a penalidade. Victor Souza vence o duelo com Renato Cajá defendendo a cobrança. Mas o corredor esquerdo de ataque do Juventude ganhava o duelo com o corredor defensivo direito do CRB. Breno e Helder faziam tabelas e garantiam vantagem na velocidade. Foi com essa jogada que surgiu o lance do pênalti e Também do gol de empate. A bola foi cruzada pelo Helder, o Igor tentou cortar para fora da área, mas cabeceou para trás Erik tentou afastar, mas colocou no cone do gol , que chama o funil do gol, Renato Cajá chutou, a bola desviou em Xandão e venceu o goleiro Victor Souza. O gol já fazia justiça ao melhor momento do time gaúcho. Era a equipe que já possuía mais finalizações e que terminou o primeiro tempo em nove contra duas do CRB. Justamente a segunda finalização, que Erik tentou criar e finalizar, tomou a decisão errada pois poderia ter rolado para Léo Gamalho, que empurraria para o gol e o CRB terminaria o primeiro tempo na frente.
Veio o segundo tempo e brilhou a leitura do técnico Pintado. Ele trouxe para o jogo, o volante João Paulo, deslocou o Marcel mais à esquerda, Diego Bispo centralizado e João Paulo mais à direita. Retirando o Tarta, tirou o Dalberto de nove e fez ele ser o extremo direito e colocou o Renato Cajá de falso nove, tirando a incumbência dele em marcar e ficando mais próximo do gol, desorganizando a marcação e tirando as referências dos zagueiros. Dalberto e Breno ficavam livres para atacar os espaços, deixados pelo falso nove, vindo em diagonal. Assim em um lance de displicência do Diego Torres, Renato Cajá roubou a bola, deu a assistência acionando Breno, que atacou o espaço e finalizou com precisão para fazer 2 a 1 para o Juventude.
Marcelo Cabo resolveu agir na parada técnica, chamou atenção dos jogadores, fez as mudanças dos jogadores que não entregam noventa minutos, Magno Cruz e Diego Torres e trouxe Bill e Felipe Menezes e ainda abriu mais o time tirando Thiaguinho e colocando João Carlos e ainda Hugo no lugar do Igor Cariús. Com isso, o CRB passou a jogar com 1-4-2-4. O CRB conseguiu atacar, teve uma penalidade não marcada, quando Bill é derrubado dentro da área e o Joao Carlos chuta para defesa do goleiro do Juventude, mas o árbitro precisava dar a penalidade, se o João Carlos finaliza e marca o gol, tudo bem, mas se não, precisaria marcar a penalidade. Depois Erik recebe uma bola em condição legal, Ricardo faz o gol mas o assistente indica impedimento. Portanto, o CRB poderia ter tido uma melhor sorte e conseguir no mínimo, um resultado de igualdade. Mas o Juventude foi melhor nos dois tempos da partida pois no segundo tempo, Pintado conseguiu conter as ideias de Marcelo Cabo.
Craque do jogo: Renato Cajá (Juventude)
Melhor goleiro: Victor Souza (CRB)
Melhor treinador: Pintado (Juventude)

  • José A de Oliveira

    No futebol sorte é eficiência, equipe que seus jogadores não tem tranquilidade e eficiência não tem sorte. Quero torcer que alguns jogadores suba de rendimento, outros não irão subir porque no campeonato Alagoano que o nível técnico é mais fraco eles não renderam, imagine numa série B. A cada jogo a tendência é as outras equipes irem crescendo e antes da décima rodada, vamos saber quem vai brigar na parte de cima, e quem vai ficar brigando na segunda parte da tabela para não ser rebaixado. Essa equipe do CRB foi campeão Alagoano, temos um técnico inteligente que sabe disputar a série B, mas acho que CRB deixa muito a desejar para quem almeja está entre os quatro de cima. Gostaria de estar errado mas o CRB não tem aquele ataque que encaixou, como no ano passado, mesmo assim não subiu por causa do rendimento em casa que não foi bom. Vamos ver, mas acho que boas contratações deviam serem feitas o mais rápido possível.

  • Jurandir Carvalho

    Infelizmente essa pandemia foi prejudicial no esporte também, principalmente no futebol. Essa maratona de treinar um dia e jogar em outro é massacrante aos atletas e comissões técnicas. Mesmo com 5 substituições ainda há o risco de contusões, fora que os atletas cansados não conseguem ou conseguiram entrar no ritmo total de jogo. Bom para clubes que tem capacidade financeira de manter elenco reserva com mesmo nível do titular, assim podem dar uma “folga” ao time considerado titular sem penalizar fisicamente.

    No CRB já antes da parada era notório a necessidade de atletas nessas posições: Lateral Direito (Léo Príncipe muito fraco); Lateral esquerdo( O Hugo pode compor elenco, mas é muito verde para uma campanha nacional; Igor tem vindo com futebol morto e precisa de uma sombra pra alertar pra jogar futebol de verdade); Um zagueiro pra jogar com firmeza ao lado do Gum; Um volante estilo Olívio, pois Claudinei é um bom jogador, mas tá tendo dificuldade com a saída de bola e as vezes parece meio disperso ou cansado; Um ou dois centroavantes de verdade, porque não podemos esperar pelo futebol lento de Léo Gamalho (que é praticamente nulo na partida) e sem condições de contar com João Carlos. Por inc´rível que pareça, preferia Zé Carlos e Neto Baiano. Fazem raiva, mas tinham faro e atitude de matadores. Mas é claro que é apenas uma citação para criticar o fraco futebol dos nossos centroavantes.

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