Resistência sem apoio é enfraquecida – Blog do Marlon
A solução precisará vir de cima. Alô, CBF onde está a decisão?
Essa é a hora da resistência pelo estadual ser implementada

 

A Federação Alagoana de Futebol (FAF) vive um grande dilema neste momento: ajudar os clubes ou se ajudar. Isto porque o dinheiro enviado pela CBF para a FAF poderia servir para ajudar os clubes que não receberam nada na ação da própria CBF na semana passada. No entanto, a própria FAF também precisa de apoio neste momento.

Jornalisticamente falei com o presidente Felipe Feijó. Em meio da pandemia da COVID-19 usamos um aplicativo de mensagens para conversarmos. Algo importante a ressaltar é que mesmo sendo questionado e até criticado, o presidente da FAF não se ‘esconde’.  Ele respondeu às perguntas feitas e a seguir exibo a entrevista feita com o presidente da FAF.

 

Blog: O dinheiro que veio da CBF será dividido com os clubes?

Felipe Feijó: Não, esse recurso será usado para a sobrevivência da FAF, assim como todos, também temos despesas e as receitas estão zeradas, vamos usar o recurso para nossa manutenção e continuar ajudando dentro da nossa capacidade todos que estão a nossa volta, inclusive os clubes.

 

Blog: O movimento de mais repasse da CBF, agora para clubes fora dos Brasileiros, é algo concreto ou apenas uma ideia das federações?

Felipe Feijó: Ainda é uma conversa, estamos falando com a cbf, mas não tenho como garantir, mas seria uma forma de fortalecimento dos campeonatos estaduais.

 

Blog: Sem recursos, os clubes dos estaduais suportam mais quanto tempo sem jogos?

Felipe Feijó: É difícil precisar, mas quanto mais tempo passa, mais difícil fica, tendo em vista que em condições normais o planejamento de todos era pra ter recurso até no máximo final de abril, e sem dúvida houve perda de receitas nesse período

Blog: Qual é o valor da folha da FAF?

Felipe Feijó: Essa é uma informação que eu não me sinto confortável de passar, mas pra você ter uma ideia, os 120 não pagam dois meses de custos fixos (folha, terceirizados como jurídico, contabilidade, aluguel, impostos etc). E o principal problema é que existem adiantamentos pra vários clubes e não tá havendo reposição do dinheiro nessa parada.

 

As respostas do presidente da FAF merecem algumas observações.

Lamento que os recursos vindos não possam ser voltados para apoiar os clubes neste momento de dificuldade, mas entendo que a FAF tem suas necessidades e que ao longo desta temporada já fez adiantamentos aos clubes e ajudou de maneira significativa na realização da Copa Alagoas. Mesmo assim, a ideia defendida no manifesto em defesa dos estaduais passa diretamente pelo socorro aos clubes e sem isso, estamos encaminhando um desfecho de não continuidade da competição.

O próprio presidente da FAF fala sobre desconforto ao se referir ao valor da folha de pagamento da entidade. Lamento que em tempo de lei de informação o assunto ainda seja um tabu, uma dificuldade. A revelação dos valores ajudaria a entender – e, até mesmo a apoiar a própria FAF – a diferença entre a atitude da FAF e da Federação Paraibana de Futebol. Na Paraíba, todo o recurso oriundo da CBF foi dividido com os clubes que disputam a 1ª Divisão. Mesmo entendendo e fazendo uma ressalva que a atitude na Paraíba atende um caráter político e de pouca praticidade, pois coube a cada clube R$ 12 mil. Mas não consigo compreender que a federação paraibana tenha uma folga ou uma estrutura mais concreta que a alagoana.

Por fim, ressalto que o cenário de indefinições vai de encontro a desastrosa campanha de marketing sobre a resistência. O momento atual é de fragilidade do clubes que não suportarão uma ampliação de prazo, como também da própria FAF que não consegue segurar o período sem recursos, com uma brutal queda de receita e que a resistência proposta ficará apenas na ideia. Como na série La casa de papel baixas irão acontecer, mas diferente da série haverá mais baixas do que apenas uma personagem.

  • Luciano Carvalho

    Outra “caixa preta” em Alagoas. Que motivo teria um gestor de esconder suas despesas ? Outra decepção, esperava mais desse camarada, principalmente que não fosse igual ao pai.

  • Verdadeiro e justo

    Isso só prova o quanto ele é incompetente, para a função que execi, afinal se não fosse por questão política ele nunca estaria nesse cargo, e ainda mais aí tem coisa errada…ou seja, (d…u). Entendedores entenderão…

  • João Caldas

    A CBF tinha um monte de corruptos que saíram correndo dos EUA e alguns não conseguiram e foram presos. As federações só seguem o exemplo da sede.

  • Maxwell Pontes de Lima

    Se não me engano, a CBF enviou a verba para ser repassada aos clubes que irão disputar a Série D do Campeonato Brasileiro e a FAF “abocanhou”. Será que teve o consentimento dos Clubes envolvidos?

  • Luiz R S Filho

    Marlon e Amigos……. vou apenas repetir as palavras que encerrei o t´´opico anterior sobre “esta é a hora da resistência”

    Esta RESISTÊNCIA é ao NADA…….NADA FAZEM E NADA FARÃO !!!!!

  • ivo

    Em qualquer esfera que tenha jogo politico a corrupção campeia no Brasil. Porque seria diferente no futebol? A começar pela mãe, quem consegue abrir a caixa preta da CBF? Nós, os mortais, fazemos apenas papel de perus, ficamos dando as nossas peruadas. As “ARTURIDADES” fecham os olhos pra todas as falcatruas do futebol brasileiro. Quem não sabe como funciona os bastidores do futebol? Nunca houve empenho de quem de direito para resolver essas questões, segue-se uma escala: Hoje sou eu, amanhã, é tu, essa é a regra e o futebol cada vez mais pobre, isso no campo…

  • Luiz Gustavo

    Verdade amigos, isso reflete direto no nosso futebol . Nível baixo, altos salários e pequeno públicos. Federações e CBF com caixas pretas…

  • AZULINO MARECHAL DEODORO

    Para que que serve a FAF mesmo? Isso não é nenhuma novidade! Um discurso esdrúxulo e vergonha alheia é pouco. A CBF nunca ajudou financeiramente os clubes de futebol brasileiro, diferente do que acontece nas grandes ligas de futebol da Europa. A FAF é uma instituição falida há muito tempo e só serve para servir de cabide de emprego para os sanguessugas. Somente para exemplificar, a CBF até agora não fez nada para modernizar o futebol brasileiro após o 7 a 1 em 2014. Não mudou em nada e nunca vai mudar. Por isso que eu falo, 7 a 1 foi pouco!