Cortar na carne e fazer provocações – Blog do Marlon
Quem contratou melhor? CSA ou CRB?
Um recado ao presidente Rafael Tenório e aos perus de plantão

Com certificado na mão, fotografei ao lado de todos os árbitros: domingo especial – Foto: Divulgação

O domingo foi bem diferente. Recebi um convite para participar da pré-temporada da arbitragem alagoana. O desafio proposto era dialogar com os árbitros selecionados para o Alagoano do ponto de vista da comunicação.

Foi enriquecedor. Durante a palestra abordei os nossos problemas em relação a arbitragem. É preciso admitirmos que temos uma rejeição a autoridade do árbitro. Isto fica evidenciado com a celebre frase ‘está querendo aparecer’, quando em muitas oportunidades, o árbitro apenas está exercendo sua autoridade no comando da partida. Também ficou claro que pré-julgamos os árbitros, levantamos suspeitas ao invés de avaliarmos o trabalho após os noventa minutos. Ainda dentro do ‘cortar na carne’ em relação ao comportamento da crônica, o mais grave é desconhecer as regras. Existe um estudo que apenas 1% dos brasileiros já leram as regras do futebol e como formadores de opinião, o desconhecer as regras nos traz o pior cenário: desinformar.

 

O mundo das redes sociais: caminho importante para arbitragem está inserida – Foto: Divulgação

Mas também foi um momento de apresentar sugestões e plantar ideias para uma reflexão dos árbitros, da comissão e do sindicato. Mesmo entendendo a orientação de árbitros evitarem redes sociais é preciso que a arbitragem está conectada com o ‘mundo que está ai’. É preciso que exista um canal para defender os árbitros, que possa ser mostrado os acertos, que se valorize as tomadas de decisões corretas. Recebo a cada jogo erros de arbitragem em vídeos, isso até durante a própria partida. Porque não, serem enviados os acertos, os lances difíceis?

É preciso criar parcerias, criar estratégias para os árbitros. É preciso levar conhecimento. As palestras feitas anualmente nos clubes podem ser ampliadas também para a crônica, com um workshop envolvendo as associações de classe. Também se faz necessário a contratação de uma assessoria de imprensa para o sindicato que possa aproximar, municiar a mídia de informações. Alguém sabe, por exemplo, quem são os árbitros com os melhores índices nos testes físicos?

Mas a provocação, a reflexão mais importante foi posta como um projeto futuro. Todos falam no futebol. Crônica, dirigentes, jogadores, técnicos, torcedores. Por que o árbitro não fala?

Sei que isto encontra resistência junto a comissão nacional, aos árbitros mais antigos mas já imaginaram uma coletiva do árbitros explicando suas decisões? Expondo seu ponto de vista? Imagino que um projeto neste sentido poderia partir de Alagoas, durante um Alagoano, por exemplo. Sermos pioneiro e vermos o resultado, levando isso para o Brasil. Óbvio que isso implica em situações até mesmo junto aos tribunais esportivos, mas anotem que este é o futuro. O árbitro, peça fundamental na engrenagem do futebol, vai ter que falar. Tudo se encaminha para isso. Este dia vai chegar.

A troca de conhecimentos foi muito positiva. O feedback, as intervenções, as cobranças feitas pelos árbitros foram positivas Queria realmente agradecer a Comissão Estadual de Árbitros de Futebol, ao Sindicato, a cada árbitro e árbitro assistente e ao jornalista Alberto Oliveira, que prestigiou a apresentação.

O domingo que começou diferente foi muito enriquecedor.

  • Jr Malafaia

    Marlon, eu acho que a própria classe de árbitros e auxiliares não tem interesse nessa interação toda. Nessa publicidade toda de dados e informações. Eles gostam mesmo é de manter essa barreira. De se sentirem deuses. É tipo ministro do STF: gostam de viver por cima dos “meros mortais”, que, fazendo a analogia entre justiça e futebol, o meros mortais somos nós torcedores, imprensa e até mesmo dirigentes e técnicos.

  • José A de Oliveira

    Marlon estou querendo saber mesmo, como está a formação do time e as contratações do CRB, já está com mas de uma semana e não foi anunciado nada.

  • Marcos Vanderlei

    Parabéns Marlon por essa abordagem no tocante a arbitragem.