Punição pedagógica atingiu quem já aprendeu – Blog do Marlon
CRB seca Juventude e foca ‘dever de casa’ para se manter na Série B
A estratégia que começou com a Ponte e só terminará contra o Paysandu

O clássico foi disputado há mais de uma semana mas um ruído continua forte no segmento esportivo. Por determinação do Ministério Público as baterias utilizadas pelas torcidas foram proibidas.
Entendo que a medida é pedagógica e visa atingir simbolicamente coisas que orgulham os integrantes das organizadas. No entanto a medida foi generalista e atingiu grupos de torcedores que já haviam aprendido o comportamento a seguir dentro e fora dos estádios.
Grupos como os Bravos Regatianos e Resitência Azul foram proibidos de levar sua alegria para as arquibancadas. Grupos mais tradicionais, como a Charanga do Zé Emílio ou uma ação individual, como a Buzina do Seu Manoel também foram atingidas, na intenção do Ministério Público atingir a Mancha Azul e Comando Vermelho.
Alias como comandante do Policiamento do clássico, um dos momentos mais difíceis foi informar ao “Seu Manoel da Buzina” que ele não poderia entrar com o instrumento para incentivar o seu clube. Cidadão de bem, homem respeitoso com determinaçãoes, ele deu meia volta, entrou no carro e foi embora. Ás vezes cumprir decisões nos traz momentos de muita dificuldade. Fiquei com a cena do Seu Manoel voltando para casa na cabeça.
A medida punitiva é um recado para os vândalos, pois até o clássico estava tudo liberado: camisa, faixas, bateria. Mas a selvageria pós jogos CRB x Coritiba fez o MP mudar a postura e atingir em cheio no ‘orgulho’ das organizadas.
Uma pena que outros também foram atingidos. E os atingidos foram justamente aqueles que já haviam aprendido a lição.

  • VALMIR CARVALHO SILVA

    Medida no mínimo infeliz… Os instrumentos não causam danos a sociedade, esse não é a causa raiz da questão. O responsável por tal medida não gosta de futebol. Não perde só quem faz uso de algum instrumento musical, perdem todos. Perde o futebol, perde o clube mandante, perde o espetáculo. Mais uma forma errada de se tratar um problema antigo. O MP precisa se aprimorar nos estudos sociais, e propor medidas socioeducativas.

  • Joao paulo

    Sou joao paulo sou torcedor do csa e fica muito triste os jogos sem a bateria por conta de poucas pessoas que não são torcedores prejudicam os verdadeiros torcedores isso server pra todos falo como um cidadão porque papel de torcedor é ir pro estadio torcer csa x crb pela paz

  • LIBIO PIMENTEL DA ROCHA

    O questionamento busca problematizar a questão no sentido de que se possa refletir se tememos mais deixar um culpado impune ou punir um inocente? Penso que questionamento é fundamental para que se façam entender todos os discursos garantistas que buscam a efetivação das garantias fundamentais com a defesa das formas processuais. Todos abominamos a impunidade. Ninguém deseja ver impune alguém que cometeu um delito, mas, certamente, não desejamos cometer uma injustiça de se punir um inocente. Não se elimina a impunidade fomentando injustiça, ou seja, não haverá redução de impunidade se punirmos um inocente, muito pelo contrário, pois faremos injustiça e deixaremos culpados impunes.
    Fica a reflexão. Abraço.

  • Irving

    Parabéns pelo texto e pela excelente oportunidade de colocarmos nossa opinião.
    Não é silenciando o estádio de futebol e proibindo as manifestações sadias do torcedor de bem que os problemas que acontecem na grande maioria das vezes “fora do estádio” serão resolvidos.
    Também não é de um gabinete ou ouvindo pelo rádio e assistindo pela TV o que aconteceu que são tomadas as decisões mais acertadas.
    O incentivo à volta das famílias ao estádio, a identificação e punição severa aos verdadeiros vândalos, o respeito ao torcedor, essas são algumas medidas que devem ser colocadas em prática imediatamente e não medidas que afastam o verdadeiro e hordeiro torcedor.

  • Thiago Mendonça de Souza Almeida

    Parabéns coronel pelo texto. Todo tipo de generalização é burrice e é isso o que o MP está fazendo. A medida é punitiva porém não resolutiva, o que falta é justiça para punir os vândalos que se envolvem em confusão e depedram o patrimônio público. Nada tem haver as bandeiras, faixas e baterias. Não são estes itens que afastam a família. Fui ao jogo Vila Nova x CSA no Serra Dourada, num estado com histórico complicado de problemas com as torcidas, nem por isso os adereços estavam proibidos. Muito pelo contrário, além de serem liberados, lá a cerveja é servida em bandeija por garçons nas cadeiras. Os responsáveis pela segurança nos estádios tem que se preocupar com o que realmente importa. Caso contrário, que o MP proíba a BOLA dos jogos de futebol, que com certeza, impedindo este item, resolverá o problema de uma vez por todas.

  • Maior Campeão de Alagoas

    Parabéns pelo posicionamento, o MP possui imagens, filmagens em que é possível identificar e punir os indivíduos infratores, mas prefere tomar medidas arbitrárias e genéricas de proibir instrumentos musicais de pessoas que não tem absolutamente nada a ver com o episódio. Pune os inocentes que torcem na paz e deixa impunes os verdadeiros infratores, é a justiça pra inglês ver. Prejudicam a sociedade, que deveriam protejer, além de prejudicar os clubes que representam o nosso estado Brasil afora. Acho que o lema “eu sou mais Alagoas” deveria ir além das 4 linhas e todas as áreas se unirem pelo bem do nosso estado, ver outros estados com venda de bebida, bandeira com mastro, bateria, show pirotécnico e tudo e não podermos fazer nada aqui, é covardia e injustiça cometida contra nós mesmos.

  • Max Luiz MR

    Parabéns Marlon pelas sábias palavras, palavras de quem conhece o futebol por todos os ângulos, inclusive e principalmente do assunto em questão.
    Fica claro e evidente, ao meu ver, que os torcedores que continuam a frequentar o estádio, são os maiores prejudicados, pois apenas querem demonstrar o verdeiro sentido de torcer. Tive a oportunidade de ler todos os relatórios e súmulas da Série B dos dois clubes e não há sequer uma vírgula que desabone as torcidas azuis e vermelhas. Os chamados brigões foram atingidos pelas medidas de outrora, pois os raros casos que ocorrem são fora do eatadio a, talvez justamente por esses que não mais vão aos estádios.
    Por Alagoas, peço que seja revista essa decisão que parece punir justamente os bons torcedores.

  • E. LIMA

    Parabéns pelo texto Marlon!
    Eu sou totalmente contra esses tipos de proibições, que infelizmente tiram o brilho e a alegria das arquibancadas, local de lazer (para os mais humildes, um dos poucos lugares que podem ir se divertir) e muita emoção. Essas proibições são lamentáveis por vários motivos, primeiro pq não resolve o problema da violência, que é um problema social e não do esporte. Segundo pq proibir as organizadas de adentrarem o estádio com adereços, bandeiras, faixas, bateria, entre outros; não tira o vândalo do estádio. A punição generalizada só serve para beneficiar o vândalo, uma vez que este continua frequentando os estádios, arrumando confusões dentro e fora das partidas e prejudicando os times. As duas maiores organizadas do estado ficaram anos proibidas e nada mudou, continuaram cantando músicas das torcidas no mesmo lugar onde ficavam antes, continuaram promovendo festas, confusões, crimes e etc. A punição precisa ser individual, afastando os vândalos, assim como em SP que em dias de jogos os torcedores que foram pegos em confusões, devem se apresentar em delegacias e não podem ter acesso ao estádio. Proibir uma camisa, faixa, bateria ou a organizada não resolve nada, só mostra a incompetência do estado diante da crescente violência.

  • Emerson

    Vale ressaltar que a determinação não foi exatamente do MP, mas do STJD, que deferiu o pedido da promotoria. Acho também que a promotora que solicitou a medida exagerou no pedido quando pediu proibição dos itens em questão até o fim da série B. O que me surpreende é ter sido acatado pelo STJD, que, em tese, deveria ponderar melhor o pedido, limitando-o ao clássico. Proibir bateria no estádio não tem efeito prático nenhum sobre a violência praticada nas ruas por membros de “torcidas organizadas”.

  • Caio

    Como mencionado no comentário abaixo, diante de tantas proibições, melhor mesmo impedir o uso da bola, cessando assim todos os problemas relacionados ao nosso futebol. Triste acompanhar os jogos sem esses instrumentos, é como se faltasse algo para completar o espetáculo e de fato realmente falta.

  • Willams azulino

    A pergunta tá que não quer calar ,quantos torcedores que participaram das confusões no jogo ,CRB x Coritiba , e CRB x CSA . Foram punidos ?

  • Carlos Omena

    BOM DIA!
    AGUARDANDO ATÉ AGORA A RESPOSTA DA PERGUNTA FEITA PELO Sr WILLAMS AZULINO!

    COM A PALAVRA O ÓRGÃO M.P.

  • azul e branco

    O mp AL e os juízes do nosso querido estado devia fazer um reciclagem.. Pra vc te uma ideia a europa e os estados da Federação pode em bandeiras e tudo . Como os juízes de Alagoas são muito evolutivo e aqui e estado desenvolvido kkkkkk ai proibi tudo . … Que vergonha mp al…. devia combater os funcionários contratados q existi nos forums do interior q são muitos….

  • Gatuso

    Texto muito lúcido. Talvez para o MP seja mais fácil punir a todos ao invés de agir com a inteligência da polícia para identificar os verdadeiros culpados. É como pegar um idoso de 80 anos que fuma desde os 14 e querer que ele pare de fumar.

  • adeildo santos

    caramba,muita gente querendo aparecer, mais que o futebol, por isso que o futebol ta chato pra c…………………

  • Ranulfo Paranhos

    Lendo o post eu tenho que vim aqui testemunhar , o quanto você é diferente na crônica esportiva, visão , posição , Credibilidade não se compra se adquire , continue assim e não é por acaso que você é o “Comentarista que o Povo Comaenta “ . Ressalto que não esperava que tornar-se essa referência na imprensa alagoana . parabéns ⚽️⚽️👏👏

  • GOULART

    Me lembro dos anos 2005, 2006, quando ambas as torcidas foram extintas, proibidas de fato, pra sempre. Não adiantou. Pelo contrário, só piorou. Quando você tira as camisas, bandeiras, faixas de uma torcida, você não atinge os vândalos, mas sim aqueles que buscam fazer as coisas direito, que vêem na torcida uma forma de apoiar seu time. Vimos, no próprio clássico em 2018, que não adiantou de nada estas proibições, pois tivemos brigas generalizadas, no meio da rua (e não foi nem possível dizer que eram membros de torcidas organizadas, nem de quais, uma vez que estavam descaracterizados).

    A pergunta é: Desde a briga no clássico master em 2005 (quando as torcidas estavam EXTINTAS) até o último clássico em 2018, quantas pessoas foram presas, proibidas de ir ao estádio ou tiveram o mínimo de pena a cumprir? Pois é…

  • Bruno

    Não adianta punir o espetáculo com as baterias e bandeiras, pois vocês estão transformando o futebol Alagoano em teatro. Já há a proibição da cerveja dentro do estádio, e mesmo assim as brigas tem aumentado, inclusive com mais casos de mortes… enquanto isso os lombreiros estão consumindo droga e a polícia não vê e nem tem capacidade de proibir.

    O que vocês alegam como precaução ao homem de bem/família e punição as organizadas, é o fim para os clubes, pois imagine um jogo zero a zero e sem pelo menos a agitação das torcidas nas arquibancadas, cada uma cantando música de incentivo aos seus times?!

    Sinceramente, vocês podem punir essas torcidas organizadas desgraçadas no dia a dia. E deveriam fazer mais… porque não procuram o tal do vereador Silvio Camelo, que doou a sede da torcida do csa, mesmo sabendo que existem duas sedes das torcidas do CRB a pelo menos 500 metros ? O MP deveria convidar esse cidadão a se explicar e o punir severamente. Além de ajudar maloqueiro, ainda caracteriza troca de favores, inclusives eleitorais, a quais o elegeram no “bambo” a deputado estadual.

    Vasculhem no dia à dia… todas as sedes. Não esqueçam do interior do estado também, pois a minuscula torcida do asa tem marginais também e vocês fecham os olhos.
    Garanto que irão achar algo e ou até intimidar essas desgraças seja do CRB, csa, asa ou o que for.

    O erro no jogo CRB e CUritiba foi da própria PM, pois não tinha nenhuma viatura na praia. Vocês sabiam que a torcida do csa estava no jogo e certamente algo iria acontecer. E como tradição aconteceu a covardia, mas se bem que o cidadão tava no meio de amigos errados, onde os mesmos o deixaram pra trás. Covarde os que bateram em um só e os que fugiram!

    Enquanto isso o torcedor de bem é proibido de assistir seu time do coração e tomar aquela Cervejinha gelada, pois no teatro é um silêncio depressivo!

    PM e MP punam os marginais, sejam mais competentes. Futebol tem batuque das baterias, torcidas cantando os 90 minutos e o torcedor com direito a comprar sua cerveja e assistir seu clube do coração;

  • Denis

    Verdade, acredito que o maior penalizado sempre vai ser o torcedor de bem e ao futebol que perde uma de suas essências pois é muito triste e deprimente acompanhar um jogo sem poder ouvir a bateria, Lamentável.

  • NUNES

    Resumindo a medida extrema: Mata-se o boi para acabar com o berne. Eu acho que, na verdade, os vândalos estão vencendo, pois estão cada vez mais afugentando os verdadeiros torcedores dos estádios, que só levam alegria para os jogos. Conforme já foi perguntado por outro leitor, será que quem determina essas medidas entende e gosta de futebol??? Não seria um erro crasso colocar na vala comum, bandidos fantasiados de torcedores e os verdadeiros apreciadores do futebol?

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