A forma de ver futebol mudou. Quem não quer ver? – Blog do Marlon
Alegria, o CSA deu alegria e isso é muito bom
Após 3 derrotas, CRB precisa ‘estrear’ na Série B

O futebol mudou. E com a mudança do futebol, mudou também o jeito de ver o futebol, mudou a maneira de analisar, mudou a maneira com que se cobra e discute o esporte de maior projeção no planeta.
As mudanças trouxeram em anexo novas nomenclaturas, estudos teoricos, maneiras de facilitar a compreensão da nova maneira de ver o futebol. Os estudos mostram que ligar diversos assuntos a figuras, representações acessíveis a todas as classes culturais e sociais, facilitam o aprendizado, o entendimento.
Ainda existem resistências, mas todos estão aderindo as novas nomenclaturas e até mesmo se apegando a identificação de momentos do jogo, situações táticas e posicionamentos em campo, as figuras geométricas.
Sempre que posso, quando surge um tempo, gosto de buscar informação, ouvir companheiros, avaliar pontos de vistas diferentes dos meus e da equipe onde trabalho. Esta semana tive a oportunidade de ouvir uma discussão na Rádio Correio AM quando Alberto Oliveira, comentarista e Walmari Vilela, âncora do programa Jogo da Verdade, debatiam sobre o jogo feito pelo CRB contra o Vila Nova. Fiquei feliz em ouvir Walmari Vilela, um dos mais importantes nomes do rádio esportivo de Alagoas, homem que me trouxe para o rádio, que meu deu oportunidade de comentar futebol,falar sobre o posicionamento do CRB pelos lados do campo se referindo a triangulo invertido, vértice e tudo mais.
Isto mostra a evolução e o nível de discussão elevado que tem a nossa crônica. Recentemente tivemos um encontro com Jota Júnior, Mauricio Noriega, Felipe Brisola e integrantes da nossa crônica, o próprio Alberto Oliveira, Bruno Protásio, Henrique Pereira e falavamos do futebol com um nível bastante aprofundado com estes ícones do jornalismo esportivo nacional.
É comum vermos por aqui, vindo de pessoas da imprensa, expressões como ‘quebra de linhas’, ‘transição em alta velocidade’, ‘jogadores que pisam na área’, ‘defesa em linha de cinco’, ‘compactação. Tudo isso, inclusive, está acessível ao nossos ouvintes, leitores, telespectadores, porque estas nomenclaturas estão sendo incorporadas com naturalidade no vocabulário futebolístico.
Ainda existem os que são contrários mas mesmo que inconsientemente, até eles, usam o mecanismo de associação para facilitar a compreensão. Expressões como ‘futebol é jogado naquele quadrado’, se referindo ao campo – que não chega a ser um quadrado e sim um retângulo ou ainda ‘tem que saber bater na redondinha’, referindo-se a bola que é um círculo, mostram que não existe nenhuma invenção de termos, nem que as usas é melhor ou mais estudioso em comparação aos que desconsideram isso, isso só nos mostra aquilo que está muito, mas muito claro: os tempos mudaram e exigem a atualização de nomenclaturas e conceitos. Temos uma geração de internautas, ouvintes, telespectadores que recebem tanta informação que são tão informados quanto qualquer um de nós que exercemos a profissão e dependemos da comunicação. E eles exigem que pelo menos tenhamos o nível de informação e as nomemclaturas que eles já dominam.
Aqueles que não tem tanto acesso estão aprendendo em cada programa, em casa debate, em cada transmissão, em cada jogo que assistem, como sempre o fizeram, mas com outros olhos e com uma nova maneira de ver.

  • Professor Pasquale

    Resumindo, novas nomenclaturas para coisas que já existiam. Mas isso não é uma crítica a busca de conhecimento, apenas explicando que o futebol em si não mudou (de modo geral, já que o encanta o mundo já era praticado por nós, brasileiros, a tempos atrás, tanto que Guardiola fala que sua maior influencia foi o nosso futebol da década de 80!), o que mudou como citado por você, que as nomenclaturas mudaram para que haja um entendimento mais abrangente.

  • ANTONIO MARTINS

    Só mudou a nomenclatura. O futebol em si já não é tão prazeroso.

  • Luciano

    Colocar menos propaganda na hora do jogo rolando tbm ajudaria mt !!!! Narrador tbm tem q se adequar às mudanças ! É o time indo p ataque pisando na área e o cara falando em águas verdes mares e massaguerinha .. kkkkk

  • ivo

    A partir de agora vou assistir ao jogo de cabeça pra baixo, pra enxergar essa mudança.Amigos, sou do tempo de Silva Cão, Valmir, Espinosa, Ênio Oliveira, Paranhos, Roberto Menezes, Gilmar o cavalheiro negro, Soareste. Romel e Peu, será que algumas dessas fera era titular em algum time do Brasil hoje?Meu caro comentarista, o que mudou mesmo foi a bola jogada.

    • Marlon Araújo

      Grande Ivo muito legal sempre suas opiniões , obrigado por sempre interagir conosco . As visões divergentes só acrescenta mais conteúdo ao debate .

      • i

        Meu caro Marlon, agradeço pelo comentário, sei que você conhece do riscado, não sou saudosista, nem arredio as inovações, apenas vi jogadores que chamavam a bola de você, e eram os verdadeiros artistas. Não havia técnico no mundo que mudasse a maneira de um Zico jogar, vai colocar um jogador assim marcando atrás?Os caras que correcem atrás dele. Hoje eu entendo que na falta de qualidade e com medo de perder o emprego os técnicos criaram formulas mirabolantes para compensar a pobreza técnica dos jogadores e a imprensa acompanha essa mediocridade chamando de evolução.

      • ivo

        Saiu truncado, ao invés de i, diga-se ivo.

    • Sérgio Menezes

      Bom dia, Caro Ivo tive o prazer de ver esta turma jogando, inclusive sou sobrinho de Roberto Menezes, uma das coisas que mudaram foi o amor pela camisa, hoje são raras as exceções!

  • Marcos Pacheco

    Futebol a antiga dava mais prazer, sem as frescuras de hoje.

  • Jesualdo

    Torcedores do CRB, a fase que o galo está passando é reprise, em todas as participações da série enxergamos a diretoria e o Marco Barbosa, com a mesma filosofia de fazer futebol, sempre contratando jogadores com deficiência técnica e física. A politica de fazer futebol é a mesma, o time não evolui, vem passando humilhação por onde passa. Queremos resultados satisfatório como qualquer torcedor, não é favor da diretoria colocar um time competitivo no campeonato.

  • José Elias da silva

    Caro Comentarista , é fato que sua chegada a crônica esportiva ditou a mudança , sua inteligência seus estudos marcaram uma nova era , não existe espaço mais para quem não se prepara , você trouxe : corredores , linhas de 4 ,3 , transições , reativo , performance , comportamento tático , por isso sei que muitos não chegam para te falar , mas ouço rádio há 49 anos e hoje temos uma crônica que tem muita gente de qualidade , parabéns eu sou seu fã.

  • Luiz R S Filho

    Acompanho futebol como torcedor há exatos 52 anos. E nesse tempo ocorreram mudanças evidente vez que evoluímos em todos os sentidos. Mas o que mais na atualidade me deixa triste e frustrado com esse esporte fascinante, emocionante, diferente de qualquer outro, é o seguinte:

    1) o futebol tornou-se negócio financeiro envolvendo interesses monetários vultuosos que sufocam a sua essência e interferem na beleza de sua arte.

    2) os praticantes profissionais deste esporte – os jogadores, há muito tempo deixaram de ser atletas, ou seja, a preparação física correta e equilibrada conjugada com uma alimentação balanceada deixou de ser interesse do próprio jogador.

    Duas curiosidade acerca desse item 2 que cito, são:

    a) O Romário (nosso craque campeão do Mundo) logo depois de ter encerrado a carreira, numa entrevista nas páginas amarelas da Revista Veja deu a seguinte afirmativa:
    “Deixei de ganhar mais (ser maior vencedor) no futebol porque fui jogador sem nunca ter sido atleta”.

    b) Temos visto vários jogadores jovens de 16/18 anos (antes ou logo após se profissionalizarem) daqui do Brasil, chegarem na Europa e nos exames médicos e avaliação física serem reprovados e não contratados. Outros são aceitos com restrições e com uma programação intensa de preparação que alguns desistem e pedem pra voltar para o Brasil.

    Marlon, é como enxergo as mudanças ou forma de ver o futebol na atualidade.

  • Sampaio

    Concordo com o Ivo e Luis R S Filho, quem manda hoje no futebol e na consciência da crônica esportiva é o capital dos investidores.

  • AZULINO JACARECICA

    Bom dia. Finalmente, alguém teve ousadia para tocar na ferida. O futebol que se é praticado no Século XXI mudou, está mudando e vai continuar mudando.Os narradores, repórteres, comentaristas e todos que fazem a cobertura jornalística também precisa mudar e adotar as novas nomenclaturas do futebol moderno. Essa mudança é irreversível. Mudou-se a forma de como um elenco é preparado no dia a dia para enfrentar um adversário, mudou-se a logística, mudou-se a recuperação dos atletas e tudo que cerca um time de futebol. Com o advento das novas tecnologias, mais cedo ou mais tarde, isso iria chegar ao futebol. O que eu vejo como torcedor e alguém que gosta de futebol é a resistência de alguns sobre as novas nomenclaturas. O futebol é um esporte dinâmico, talvez o mais dinâmico de todos, e precisava passar por essa sútil mudança. Até a forma que nós torcedores temos para cobrar um time ou um jogador mudou, com a chegada das redes sociais tornou-se mais fácil realizar essas cobranças.

    Infelizmente o que não vai mudar no futebol são os erros de arbitragens, um apitador tendencioso como aquele que marcou um pênalti inexistente contra o CSA. Podem colocar um bilhão de câmeras que os apitadores de preto ou amarelo irão continuar errando. O que não via mudar é a pressão de presidentes de clubes sobre os apitadores e todo mundo sabe que isso acontece. Parabéns Marlon pelo excelente texto.

  • Ivanaldo

    Comparando o futebol praticado no momento no brasil com o de antigamente;mudou nao só a nomecratura como futebol pra pior.isso é claríssimo no futebol atual…

  • ivo

    Azulino, a bola sempre será redonda na pratica do futebol, dominar no peito e rolar a bichinha no chão é para os diferenciados e isso não muda, erro humano, voluntário ou involuntário na arbitragem sempre irá acontecer, imagina você assistir uma partida de futebol onde tudo fosse previsível, é um saco, nem precisaria de comentaristas,e temos visto nos dias de hoje esse futebol sendo praticado, afinal a qualidade técnica caiu tanto que os melhores times do mundo nós contamos nos dedos, e valem uma soma astronômica, pra se ter uma ideia, no Brasil em tempos atrás tinhamos muitas equipes recheada de craque, hoje dá dó.

  • Igor Neiva

    Marlon, venho aqui parabenizá-lo pela coluna com uma abordagem totalmente diferente do usual à crônica esportiva alagoana, você, Alberto Oliveira e outros jovens estão capitaneando este movimento muito benéfico!! Triste será assistir hoje no Sportv, já que moro em São Paulo, Madson Delano e Antônio Torres com total falta de profissionalismo ao não saberem os nomes dos jogadores do próprio CSA e abordagem tática nula!! Após os elogios, me permita fazer uma crítica: dá uma revisada no texto antes de postar, as vezes a ideia fica um pouco truncada com alguns equívocos ortográficos e de concordância!! Parabéns pelo trabalho!!

  • ivo

    É um desse!Igor, a coluna é para quem entende de futebol,aula de português é em outra sala.Meu caro ao expressar sua opinião a respeito de algum profissional, seja ético, não cite nomes.

  • Ronaldo

    Marlon, tenho percebido que o futebol nacional tem mudado a maneira de gerir e pensar o futebol. O esporte tem sido jogado também fora de campo, na figura de excelentes gestores, projetos a longo prazo, continuidade, marketing, tecnologia etc… Como exemplo times como Corinthians, Grêmio, Palmeiras e até o CSA aqui em Alagoas mudaram a forma de gerir futebol, pensando o clube com um visão empresarial de resultados. Isso cabe uma excelente discussão.