Alagoas proporciona menu clássico de aberrações no Alagoano Sub-20 – Blog do Marlon
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Quarteto agredido de maneira covarde em Coruripe – Foto: Divulgação

 

É impressionante como a Federação Alagoana de Futebol não consegue realizar uma competição das divisões de base com a devida lisura e organização. Os problemas se avolumam e não há resoluções. São jogadores irregulares e que os dirigente ficam com ‘cartas na manga’ para denunciar de acordo com a conveniência. Times que tem ligações, treinam juntos, tem a mesma comissão técnica e que surge uma goleada por 17 a 0 e tudo, segundo o Tribunal de Justiça Desportiva, foi absolutamente normal, não houve nenhuma punição. É uma equipe do porte do CSA que repete erros de usar jogadores irregulares e que o presidente do clube admite que vai investigar que a equipe tenha entregado um resultado durante a competição e para aumentar o menu de aberrações, um quarteto de arbitragem é agredido, em um jogo sem policiamento e o árbitro indica que foi pressionado a dar o jogo sem policiamento por pessoas da própria entidade e por pessoas da comissão de arbitragem.

A hastag ‘o novo já nasce velho’ volta a se encaixar. O Júlio César Farias, árbitro CBF, poderia ter tomado a decisão de não dar o jogo. Ele tinha o poder da decisão, mas em meio a uma arbitragem rachada com grupos de árbitros que tem diferenças que não foram resolvidas, em meio a uma troca de comando na Comissão Estadual e em meio ao iminente risco de retaliação, o árbitro sucumbiu e assumiu para si o problema.

Imagem do Boletim de Ocorrência feito pelo árbitro Júlio César Farias – Reprodução: facebook

 

O problema gerado em Coruripe é uma crônica de uma morte anunciada. Aqui no Rei Pelé já houve animosidade entre as equipes do Santa Cruz e do Coruripe. Não ter nenhum policiamento para um jogo decisivo é no minimo suspeito ou no mínimo irresponsável. E olhe que estamos falando de uma cidade com o vice-presidente de futebol da própria FAF, com um Deputado Estadual, com um prefeito que faz parte da mesma família. Isto poderia ter sido evitado mas parece que era necessário que as coisas funcionassem daquela maneira.

A Comissão de Arbitragem tem integrantes que claramente criticaram a gestão anterior e agora usa um expediente deste tipo, expondo o árbitro a esta situação? As respostas que ouvi e li de dois membros da comissão, Charles Hebert e George Alves Feitosa, colocam em xeque o que denuncia o árbitro Júlio César Farias. A primeira justificativa para o problema é que o regulamento não obriga a presença do policiamento. E como fica o acordo feito entre os clubes no arbitral? Não tem validade? A ata da reunião não funciona como se fizesse parte do regulamento? E se em outros jogos, inclusive do próprio Coruripe teve policiamento, porque neste não houve? Além do mais um superior hierárquico falando com um árbitro e argumentando sobre o motivo pelo qual ele não daria o jogo não é por si só uma forma de intimidar, de questionar a autoridade do mesmo?

O jovem – e que sempre apostei que pela juventude iria quebrar com diversos vícios no futebol alagoano, presidente Felipe Feijó ainda não conseguiu limpar práticas antigas na FAF. Dirigentes da FAF com ligações diretas com clubes é uma delas. Claro que existe uma suspeição, um choque de interesses. Todos sabem que dirigentes na FAF não assinam como presidente de determinados clubes, mas tem poder de mando, são as pessoas que determinam o que fazer nas suas equipes. Ainda não se conseguiu implementar uma sistema que evite jogadores irregulares.

O Tribunal de Justiça Desportiva também tem a possibilidade de quebrar essa série de aberrações, mas deixou uma clara impressão bem diferente. No caso da goleada do Sete de Setembro, algumas atitudes foram tomadas, fez-se inquérito, denúncia, processo, mas que optou-se por não punir ninguém passando uma clara impressão de um acordo para não ‘tocar’ ou ‘incomodar’  pessoas ‘intocáveis’. Está tudo errado. Não sou, nem serei o arauto da justiça, mas se continuam entendendo que tudo isso que está acontecendo é normal, que sigam desta maneira.

O que eu sinceramente lamento é que estamos falando das divisões de base, divisão de formação e que todos , dirigentes, técnicos, jogadores, seguem num ciclo vicioso de problemas, ingerências, favorecimento, relacionamentos duvidosos, interesses conflitantes e tantas outras coisas nos bastidores que levam para os atletas os vícios das piores coisas existentes no futebol.

Após o ocorrido, o normal é imaginar, cobrar e querer punição para o Coruripe, atletas e comissão técnica, isto é importante, mas o ambiente criado para a competição deixa no ar que por atitudes que não foram tomadas no início de tudo trazem a sensação de que ‘tudo pode’ e lamentar pois tivemos uma agressão covarde, contra quatro pessoas indefesas e deixar o alerta que hoje poderíamos estar lamentando uma tragédia, com perca de vidas por conta disto.

  • Rogerio Barboza da Silva

    Caro Marlon,
    Precisamos deixar bem claro que a FAF foi e é uma entidade suspeita. É dirigida de fato por uma pessoa investigada e denunciada por prática de corrupção, que é o Sr. Gustavo Feijó. Esse menino que colocaram na presidência é um garoto cheio de “dengo”, um aprendiz da bruxaria patriarcal. Ouvi desse rapaz numa entrevista á Radio Gazeta que por motivos de contenção de gastos alguns jogos do sub 20 não tiveram policiamento, o que por si só é uma aberração, porém, não falta dinheiro para suas viagens, sob a desculpa de acompanhar clubes e jogos promovidos pela CBF. Suas despesas nesses eventos, que não são pequenas nem tampouco republicanas são prontamente supridas. Na verdade a bandalheira continua no comando do futebol alagoano também. #o novo é aprendiz do velho

  • Caetano2013

    Queremos acreditar e dar um voto de confiança as pessoas que comandam nosso futebol. mas fica muito difícil diante destes fatos.