Os efeitos de uma derrota no clássico não podem cair no senso comum – Blog do Marlon
CSA detona Coruripe no 1º tempo e administra jogo na 2ª etapa
CSA vence clássico com Canindé inspirado, atrapalha CRB mas é 'eliminado' pelo Itabaiana

Todos sabem que o clássico entre CSA e CRB é um jogo diferente. Uma vitória exalta trabalhos, técnicos, jogadores, dirigentes. Uma derrota leva ao ‘inferno’ causando questionamentos em todos os atores citados anteriormente.

Nas redes sociais torcedores detonam tudo no CRB. São questionamentos a jogadores e até uma lista de dispensas circula nos dirigentes virtuais. O técnico Léo Condé também é questionado e até mesmo a dupla Marcos Barbosa e Alarcon também são questionados.

O senso comum não cabe para a imprensa. É preciso explicar, justificar e mostrar para a apaixonado que sofre com a ressaca – e as gozações – pós derrota, que nem tudo acabou.

Recentemente defendi que o técnico Oliveira Canindé precisava de tempo e teria mais condições de trabalho quando tivesse todas as opções em mãos. Mesmo a contragosto de alguns corneteiros, Rafael Tenório manteve o treinador.

A derrota para o CSA não é para afirmar que o CRB é terra arrasada. Claro que o resultado preocupa. Vitórias encobrem situações exacerbadas nas derrotas.

O CRB apresenta problemas na linha de três. Há falta de mobilidade, dificuldade de recomposição e ausência de inspiração. A formação desta linha com dois meias e um atacante poderá sofrer alterações. Condé poderá testar a linha com dois atacantes abertos e apenas um meia. É uma alternativa.

Outro problema no lado vermelho são os volantes. Os dois, Adriano e Yuri, tem a mesma característica e não conseguem participar do jogo ofensivo. O melhor momento do Galo no clássico – dez minutos no 2º tempo – surgiu quando os dois participaram do jogo ofensivo.

Alternativa para isso poderá ser o recuo de uma meia para fazer a função de um segundo volante, dando qualidade na saída de bola, mas talvez isso faça o time perder solidez defensiva, uma característica mostrada desde o início da temporada.

E se o torcedor estiver questionando os dois atacantes de referência, Neto Baiano e Elias, é bom lembrar que no jogo contra o CSA, a bola não chegou. Isso dificulta por demais as chances dos jogadores serem ao menos participativos. É necessário que sejam criadas condições para que os jogadores funcionem.

Não vejo o CRB como ‘terra arrasada’. Vejo que o time precisa de ajustes e que Condé precisará se reinventar no próximo clássico, mas o time está no caminho certo e buscando o equilíbrio entre defesa e ataque, algo que será necessário trabalho, inspiração e rever conceitos para ser conseguido.

  • Antonio Vieira

    ..perfeito Marlon, ví essa mesma dificuldade contra o ABC…venceu mas não convenceu!!
    Vem aí uma série B difícil e como está não vai longe!!
    No clássico é testado também a vontade de vencer vindo do torcedor por se tratar do maior rival…porém nos três jogos não vi isso, infelizmente!!

  • Jose Demerson Silva

    Lendo o post , fiz questão pela vez primeira comentar.Marlon não é por acaso que você hoje é o mais comentado analista esportivo do estado.Você vai alem de apenas opinar sobre futebol, você nos fornece condicoes de analises do jogo que a tento nao se via por aqui, seus colegas de imprensa incosiente ou não ja adotaram o seu vocabulario , intensidade , Linha de tres , linha de 4 , dobras de laterais ,saida em linha de 3 , corredores laterais e central.Parabéns voce orgulha a todos que admiram o futebol local.

  • José Oliveira

    Bom dia Marlon e leitores, CRB perdeu a grande chance de já está classificado e agora nem o empate serve mais na copa do Nordeste, não sei o motivo da queda de rendimentos da equipe, contra o ASA venceu mais pelo futebol era pra ter sido derrotado e esse jogo contra o CSA foi dominado do início ao fim, vitória justa dos azulinos, sabemos que o CRB não tem centroavante tem dois bonde inútil que se enrrola nos momentos de definir, não iria fazer muita diferença mesmo que a bola chegasse a eles. Agora uma pergunta: com esses jogos sem renda, como está o salários dos jogadores, está em dia?

    • Joao

      Kkkkkkk… rapaz façam suas palavras as minhas.e aew? Não sei até quando o “competente” e dirigente do cerreber vai bancar esse “atacante” neto baiana.que não aparece com o seu futebol na hora que mais precisa e sim com sua maloqueiraje e viajem em partidas decisivas.

  • luiz

    Continuo otimista com relação ao atual plantel do CRB, apenas acho que o erro foi a escalação do Mailson, que mal treinou com bola, como também a escalação de Elias no lugar do Neto Baiano.
    Taticamente, mesmo não conseguindo fazer gols, o Neto é mais útil que o Elias, pois sempre é uma preocupação para as zagas adversárias, além de voltar para ajudar a defesa.
    Acho muito cedo para julgar tanto o trabalho do treinador Léo Condé, como dos dirigentes do Galo.
    Vamos aguardar o jogo contra Itabaiana….

  • Henrique Moura

    Nem o CRB é terra arrasada, nem o CSA é a 8ª maravilha do mundo. Jogadores como Soares, Clayton, Potiguar, Daniel Costa e Everton Heleno precisam melhorar o nível de jogo, visto o potencial que todos tem. A zaga precisa ser melhor trabalhada ainda no quesito posicionamento. Há evolução sim, há boas surpresas como Dawan, Celsinho, Rayro bem melhor, Jacó, enfim, há espaço pra melhorar muito ainda.