Erros de lado a lado – Blog do Marlon
O novo já nasce velho
Primeiros nomes

O CRB venceu ontem o Sampaio Corrêa na despedida da Série B em casa diante do seu torcedor. Mesmo com uma vitória de virada, o assunto que marcou o jogo foi a decisão do presidente Marcos Barbosa em afastar Zé Carlos, artilheiro da Série B, da partida.

Não vejo vencedores no processo. Entendo que o derrotado foi o CRB. Após ter ouvido os dois lados, os argumentos do presidente Marcos Barbosa e a explicação de Zé Carlos, conclui que os dois erraram.

Zé Carlos errou por negociar uma renovação durante uma competição. O processo correto é negociar ao final da disputa ou informar que não ficaria no clube. Não participei da negociação, mas entendo que Zé Carlos deva ter pedido luvas, algo que os outros clubes estão lhe oferecendo e que o jogador tem o direito de procurar algo melhor para ele, afinal de contas, o jogador já tem 30 anos e precisa fazer algo positivo pensando na sua família.

Marcos Barbosa errou ao colocar-se como maior que o clube, pois a decisão foi apenas uma decisão pessoal. Em qualquer clube com uma visão profissional, nenhum funcionário concentra e depois é retirado de um jogo nestas condições. O presidente do CRB personifica uma decisão por ter ficado chateado em função de Zé Carlos não ter cumprido com o que prometeu ou de não ter renovado com clube.

Também entendo que houve erro do presidente ao expor o jogador revelando que tirou o jogador de competições de peladas onde receberia R$ 300 para jogar e depois afirmar que traria um atacante melhor que o Zé Carlos para a próxima temporada.É preciso lembrar que Zé Carlos ajudou muito o CRB e que quando ficou no clube, deixando uma proposta do Goiás, também pensou no CRB. Se o jogador tivesse saído naquele momeno, seria “mercenário” na visão do torcedor.

Faltou orientação ao Zé Carlos para tomar a decisão certa e faltou ao presidente ser mais racional e menos passional, pois decisões passionais não funcionam bem em um ambiente tão profissional, como é – ou deveria ser, o futebol.

Entrevistado por Bruno Protasio, após a partida, o atleta Clebinho teve outra postura disse que não conversa sobre renovação enquanto joga e que o clube tem que o procurar e não ele procurar o clube.

Em outros dois casos, Marcos Barbosa teve posições opostas. No caso de Paulo Comelli, a situação foi semelhante e após o técnico ter revelado que deixaria o CRB, ele sequer ficou para fazer um clássico. Já Everton Luiz seguiu no clube, mesmo após ter anunciado, sua despedida do clube.

O castigo dado a Zé Carlos, que desejava jogar as duas partidas, marcar, oferecer gol ao presidente e ser artilheiro da Série B, fato inédito para o clube que nunca teve um artilheiro em uma competição nacional, prejudica o próprio clube.

  • Abrahão Lincoln Marinho Wanderley

    Marlo,
    Bom dia!
    Ênio Oliveira estar bem? Continuo orando por ele e toda família.
    Sobre o comentário acima, fiquei surpreso quando liguei o rádio para escutar o jogo na voz de César Pita e comentário de Marlon, e a primeira notícia foi que o nosso artilheiro não iria jogar. O maior bem do CRB, é sua torcida, logo, merecemos respeito. Entendo o lado do Presidente Marcos Barbosa e entendo o lado do Zé Carlos, faltou sabedoria para ambos, mas, o CRB estar acima de tudo isso. Zé Carlos pode jogar em qualquer clube, pois, queremos no CRB atletas que estejam felizes em vestir a camisa do maior de Alagoas, como falou o treinador Marzola Júnior, que eu admiro muito seu trabalho. No meu ponto de vista, o atleta e artilheiro (Zé Carlos) jogaria as duas partidas que restavam, e depois, conversaria sobre renovação ou não de contrato. Um forte abraço e fiquem com DEUS.
    ABRAHÃO PAI DO DAVI.

  • PAULO LOPES

    MARLON FALE DO RANKING DO ALAGOANO