A ausência de uma sequência quebrou o CRB – Blog do Marlon
Divergências desnecessárias atrapalham o CSA
Recordar é viver! CRB de Mazola já havia feito isto!
RB fez um bom jogo defensivo na 1ª etapa , mesmo com Ricardinho permitindo os avanços de Éder - Ilustração: Marlon Araújo - Tatical Pad

J CRB fez um bom jogo defensivo na 1ª etapa , mesmo com Ricardinho permitindo os avanços de Éder – Ilustração: Marlon Araújo – Tatical Pad

A minha curta passagem como treinador pelo CSA me serviu muito na carreira como comentarista. Nem sempre, o futebol é como a gente pensa e desejaria fazer.

Somente este entendimento me faz entender o porquê o técnico Mazola Júnior optou por modificar a formação do CRB que jogou de forma tão eficiente contra o Paysandu. Entendo que os critérios utilizados foram o retorno de um jogador que era titular e ficou fora por cartão amarelo e a utilização de um atacante que tecnicamente é mais jogador que o que atuou na partida passada.

Mas mesmo entendo os critérios e me colocando como treinador, não vejo como motivos suficientes as mudanças na equipe. O time havia encaixado o sistema de recomposição com Leandro Brasília pelo lado direito e principalmente, com Kanu pelo lado esquerdo. Mazola também tinha encontrado o ponto de equilíbrio na transição ofensiva que era Leandro Brasilia. Além de uma marcação alta que foi por mim elogiada.

Mas para enfrentar o Altético(GO) a manutenção do mesmo time poderia repetir pelo menos o encaixe da recomposição. Fisicamente abaixo dos demais, Ricardinho sobrecarregou o sistema defensivo do CRB. Gérson Magrão entrou sem ritmo e mostrou que não é passista, nem é um jogador ruim, mas que existem atletas com reações diferentes para um mesma situação.

Entendo que o CRB e o técnico Mazola perderam uma ótima oportunidade de quebrar paradigmas, como foi dito pelo próprio treinador em sua entrevista no último sábado: o CRB quebraria o paradigma de sequenciar vitórias quando gera um expectativa positiva e Mazola quebraria o paradigma ao escalar pela 1ª vez, desde que chegou, a mesma formação do CRB em dois jogos seguidos. Mas quem sabe na próxima não seja possível.

O jogo tático

Na 2ª etapa, Leandro e Ricardinho comprometiam a recomposição defensiva e os laterais mais o volante Pedro Bambu participavam do jogo ofensivo.

Na 2ª etapa, Leandro e Ricardinho comprometiam a recomposição defensiva e os laterais mais o volante P Bambu participavam do jogo ofensivo.

Um primeiro tempo bastante equilibrado e com poucas chances de gol. O Atlético-GO ficou mais com a bola no primeiro tempo. Explorava as jogadas pelos lados do campo , principalmente pela direita, local onde a ineficiência na recomposição defensiva do atleta estreante Ricardinho , facilitava as ações ofensivas do Dragão, e obrigou o goleiro Juliano a fazer duas boas defesas aos 13 minutos, em chute rasteiro de Júnior Viçosa e aos 36,numa jogada individual e finalização de Willie.

O CRB fazia um jogo interessante defensivamente e pecava na transição ofensiva. O argentino Cañete, que precisa entender que é a bola é que precisa correr, não o jogador correr com a bola dominada – isso atrapalhava muito o CRB na ligação meio campo ao ataque.

O Dragão quase marcou com que Marlon subiu livre e desperdiçou , mas aos 43,o apagado Ricardinho fez a 1ª jogada ofensiva e deixou Zé Carlos na cara do gol após tabela com Pery. O artilheiro regatiano pegou mal, isolando a bola quase na pequena área. Esta foi a grande chance do primeiro tempo. Antes de finalizar o primeiro tempo, o volante Josa saiu machucado e Glaydson Almeida entrou na equipe.

Na segunda etapa o Atlético continuou pressionando e criou boa chance aos quatro, com Viçosa, que finalizou por cima. Aos 16, brilhou a estrela de Juninho. Ele havia acabado de entrar no jogo aos 15 minutos , no lugar de Willie, e apareceu livre na área para completar toque de Arthur. Juliano, que antes fez ótima defesa em chute de Viçosa, ficou sem reação após o desvio do atacante.

O Dragão encontrou facilidade,principalmente pelos meias extremas Leandro Brasília e Ricardinho não conseguirem conter os apoios dos laterais e assim o atlético passou a finalizar com liberdade de fora da área . Eron soltou a bomba e Juliano espalmou para o meio. Viçosa escorregou e perdeu a chance de ampliar. O CRB não passou pelo bloqueio defensivo do adversário no segundo tempo e não finalizou para o gol de Márcio. Nem deu trabalho.

Aos 42, o Atlético ainda desperdiçou ótima chance com Viçosa, que recebeu livre na área e perdeu a disputa com o goleiro Juliano. Final de um jogo onde o CRB novamente tinha plenas condições de no mínimo pontuar, mas perdeu o jogo.

Detalhe para a estréia apagada do atleta Ricardinho , não foi um ponto alto ofensivamente e sobrecarregou o sistema defensivo com uma recomposição deficiente. Um CRB inofensivo no ataque finalizou 4 vezes todas fora da meta do goleiro Márcio, um espectador privilegiado da partida, dessa vez fez lembrar o inexistente segundo tempo de Santa Cruz e CRB . Arbitragem recebeu 9.0 e o destaque da partida goleiro Juliano.

  • ANTONIO MARTINS

    O CRB “esqueceu” de levar o 4º árbitro.

  • Miral

    É uma vitória e quatro lapadas! Como ganhou do Paysandu e perdeu pro Atlético, ainda faltam mais três derrotas! E com o time mudando a cada jogo, a zona de rebaixamento será realidade ao fim da próxima rodada! Parabéns ao Mazola!