Repetição – Blog do Marlon
Alagoanos duelam em decisão na Espanha
CRB inverte vantagem. E a culpa é de quem?
CSA e Coruripe disputaram decisão para buscar a final - Ilustração: Marlon Araújo - Tatical Pad

CSA e Coruripe disputaram decisão para buscar a final – Ilustração: Marlon Araújo – Tatical Pad

A expectativa era para um desfecho diferente, mas a repetição foi a tônica. O Coruripe novamente na decisão do título estadual, representando Alagoas na Série D e na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil em 2016. Já o CSA para novamente no quarto mês do ano e só retornará a atividades oficiais em 2016.

Não adianta dizer, afirmar ou questionar que o CSA irá parar por mais uma temporada, que isso é prejudicial ao futebol de Alagoas e a gigantesca torcida azulina, pois isso é uma realidade. O reflexo de administrações desastrosas, de rebaixamentos são reflexos diretos desta situação já vivida. Sua torcida não merece este sofrimento, pois em plena 2ª feira, dez mil torcedores compareceram ao Rei Pelé.

É inegável que o CSA já teve mais força. Imaginar o time do CSA precisando de uma vitória simples contra o Coruripe, no Rei Pelé e tomar 2 a 0 é o retrato do atual momento. O desespero para reação foi apenas a agonia final de um time que em poucos momentos passou segurança ao longo da competição.

Mas é preciso ressaltar a força – dentro da limitação – do time do Coruripe. Uma equipe que foi massacrada pelo calendário imposto pela federação. Ainda enfrentou o CSA sem quatro jogadores considerados titulares. Foi uma chegada épica e com um poder de superação fantástico.

É preciso parabenizar três profissionais do Coruripe. Lourival Santos que chegou e em pouco tempo fez o grupo comprar suas ideias. Rodrigo Albuquerque que com o massacre físico imposto ao grupo fez os atletas correrem e superarem um desgaste desumano e a Jaelson, que montou o grupo e optou por sair após uma sequencia de resultados negativos, mas tem muito mérito na formação desta equipe.

Jogo tático

O Hulk bem postado e quando tinha posse de bola  só avançavam os três meias e o atacante é apenas um lateral por vez - Ilustração: Marlon Araújo - Tatical Pad

O Hulk bem postado e quando tinha posse de bola só avançavam os três meias e o atacante é apenas um lateral por vez – Ilustração: Marlon Araújo – Tatical Pad

A equipe do Coruripe veio no modelo de jogo definido no 4-2-3-1 , com marcação forte no seu campo e saídas verticais no contra ataque. Foi assim contendo o ímpeto do CSA , que se apresentava de forma desorganizada , que o Coruripe “comeu o jogo pelas beiradas”. O CSA apresentou-se desorganizado, inqueito, intranquilo. A equipe azulina apresentava falas principalmente na transição ofensiva, onde o time se lançou todo à frente , com os laterais e volantes subindo sem nenhuma proteção de cobertura e mesmo assim não criava nada para finalizar em gol.

Com os dois volantes Elyeser e Marcos Antonio que no modelo de Nedo Xavier , tem a chegada de surpresa , como o diferencial na transição. Ambos faziam uma péssima partida e após sofrer o 1º gol o treinador escolheu Marcos Antonio, para sair e entra Zé Paulo. A intenção foi tentar com três atacantes quando de posse de bola , abrir as linhas do hulk , mas sempre o Coruripe tinha coberturas próximas e impediram as criações de espaços na 1ª linha de defesa

Mesmo pressionado, Coruripe segurou o resultado: time mostrou competência defensiva - Ilustração: Marlon Araújo - Tatical Pad

Mesmo pressionado, Coruripe segurou o resultado: time mostrou competência defensiva – Ilustração: Marlon Araújo – Tatical Pad

E aos 11 minutos numa bela triangulação de Luiz Mario , Tiago Lima e Djalma, o Hulk fez o gol de Djalma. O CSA sentiu o gol e trocou de peças foi de 4–3-3- com Aidar e Zé Paulo , mas o baque veio aos 33, quando Aurélio livre de marcação e com muita tranquilidade ampliou o placar, 2×0.

A partir dali, com enorme vantagem o Hulk era só administrar e conter o adversário. O 1º tempo finalizava com o visitante vencendo por 2 a 0. No 2º tempo , mesmo tendo tomado um gol do zagueiro Samuel, após cobrança de escanteio batido por Elyeser, aos 11 minutos, o Coruripe não demoveu de sua estratégia e calava o Rei Pelé . Rafael Granja ainda tentou alguns chutes na reta final da partida, mas parou nas defesas do goleiro Carlos. Final de jogo, Coruripe 2 X 1 CSA e, o Hulk está mais uma vez na final do Campeonato Alagoano.

O melhor em campo foi Djalma (11) do Coruripe. A arbitragem deu uma aula de como se arbitra: r nota 10. Como detalhes: o jogo foi cercado de um clima pesado depois de sábado, seguiu com um clima dramático pela derrota que o CSA estava sofrendo e não houve sequer a aplicação de um cartão !

  • MARCIO ROBERTO

    kkk, O CSA E A FEDERAÇÃO ALAGOANA È PURA FALTA DE ADMINISTRAÇÃO.
    ATÉ 2016 AZULÂO DO MUTANGE E MASSA AZULINA.