Luz própria ou sombra do pai? – Blog do Marlon
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CRB vence mais uma com altos e baixos
Felipe Feijó assume presidência da FAF - esperança de mudanças - Foto: Jailson Colácio

Felipe Feijó assume presidência da FAF – esperança de mudanças – Foto: Jailson Colácio

Felipe Feijó é o novo presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF) de fato e de direito. O mais novo presidente da FAF assume os destinos do futebol alagoano com duas características. A primeira é ser filho do ex-presidente da casa, Gustavo Feijó. A segunda é aos 24 anos ser o mais novo dirigente de federação do futebol brasileiro.

Experiência no ramo, Felipe não possuí. Mas ele acompanhou momentos do pai no comando do futebol alagoano e como um garoto inteligente deve ter aprendido alguns caminhos. Felipe também precisará responder – com ações – se terá luz própria ou ficará na sombra – e com encaminhamentos – do pai durante os quatro anos de mandato.

O pouco que conheço de Felipe Feijó tenho como um rapaz atencioso, ligado e inteligente. Tem o DNA do esporte, seja do pai, Gustavo ou do tio, João Feijó. Acredito que Felipe tem condições de marcar seu nome no futebol de Alagoas. Tudo dependerá da sua postura a frente da entidade.

Imagino que Felipe – até por ser filho de Gustavo, precisa dar sequência ao bom legado deixado pelo seu pai. Feijó – o pai – deu ao futebol de Alagoas uma cara mais profissional. Trouxe a transmissão de TV como uma grande conquista. Isto valorizou o mercado do futebol em Alagoas. No comando da FAF, Gustavo também projetou e qualificou a arbitragem de Alagoas. Também foi dele a iniciativa de vender o campeonato, pagar taxas em dia e fazer com que o futebol de Alagoas tivesse subido no ranking da CBF com acessos de ASA e CRB, um vice campeonato do Nordeste para o ASA e um vice campeonato Brasileiro do CRB. Tudo isso precisa ser valorizado e aproveitado por Felipe e até mesmo ampliado.

Mas Felipe Feijó vai precisar mudar as coisas que seu pai não conseguiu implementar ou até mesmo errou no comando da FAF. Os principais erros de Feijó foram no aspecto organizacional. Campeonatos confusos, uma falta de planejamento para utilização positiva de datas, frequentes mudanças na tabela, envolvimento de funcionários da casa em situações de pouca moralidade e duas situações que ficaram caracterizadas após o ex-presidente assumir a prefeitura de Boca da Mata: ser político e tentar agradar a todos – fato, que desagradou a quase todos – .e o fato de Feijó ter largado o futebol de Alagoas a um segundo plano, futebol que ele mesmo reergueu e com o pique e a determinação dos primeiros anos, poderia ter alçado voos ainda maiores.

Ouvi declarações do novo presidente da FAF que me trouxeram uma certa confiança. Ele quer valorizar mais o futebol de base, com intuito de revelar novos talentos e também dar apoio ao futebol feminino. Entendo que a juventude de Felipe pode trazer o ímpeto, a vontade de modificar característico dos jovens. Boa sorte ao novo presidente da FAF e que o futebol de Alagoas possa experimentar um novo período de crescimento.

  • junior

    MINHA GENTE ISSO NÃO PODE EXISTIR, PAI SAI E DAR O LU8GAR PARA O FILHO, ISSO SÓ EXISTE NA MONARQUIA.KKKKKK, ISSO SÓ EM ALAGOAS !!!

  • Camorim

    Essa é a prova, de que o futebol, há muito tempo, deixou de ser um esporte de apaixonados e se tornou um comércio, onde dirigentes se aproveitam da inocência e burrice de alguns torcedores, para enriquecerem.
    Em Alagoas, virou um negócio hereditário, passado de pai para filho, se fosse ruim, o pai não deixaria essa herança para o filhinho.
    Me lembra a história de um tal João, que foi embora e deixou a herança para o filho, um tal de Pedro, que também foi embora e deixou, também, a herança para o filho, que também era Pedro, e hoje tá aí o resultado.
    Se dependesse de mim, essa federação já tinha fechado, juntamente com os times que lhe dão suporte.