A precipitação e as consequências no trabalho – Blog do Marlon
Porque a FAF parou no tempo?
A evolução do CRB e um resultado desenhado
Ronaldo Bage tem trabalho qualificado - Foto: Alberto Oliveira

Ronaldo Bage tem trabalho qualificado – Foto: Alberto Oliveira

Temporada começando, resultados normais e os torcedores de CSA e CRB fazem questionamentos aos trabalhos dos técnicos Ronaldo Bage e Ademir Fonseca.

Entendo que o torcedor faz avaliações precipitadas, põe pressão no trabalho de formação da equipe e pouco auxiliar o próprio treinador e principalmente na construção do time.

A primeira situação aconteceu com o absurdo de alguns torcedores do CSA irem ao Mutange no ambiente de trabalho, exibir faixa e até mesmo discutir com membros da comissão técnica. Isto em nada contribui e cria uma situação desconfortável para os profissionais que ali exercem o seu trabalho. Local de cobrar e nas arquibancadas.

Continuo afirmando que no meu modo de ver futebol, Bage escalou a equipe errada contra o CEO, mas é um treinador com credito. Sua forma de jogar privilegia a busca pelo gol. O CSA fez quatro no ASA em Maceió, fez outros quatro em Arapiraca, fez três no Santa Rita, fez um em Palmeira dos Índios e um em Maceió contra o CEO, mas nestes dois jogos, criou outras inúmeras chances de gol.

Bage tem um trabalho qualificado com a implementação das principais tendências táticas do futebol moderno, mas essencialmente ainda lhe faltam peças, portanto, o problema apresentado pelo CSA não vem do treinador e sim da diretoria.

Foi a diretoria azulina que ainda não trouxe todas as peças pedidas e que demorou a regularizar jogadores já contratados e isto não pode ser debitado da conta do técnico.

Ademir Fonseca qualificou time do CRB em pouco tempo - Foto: Alberto Oliveira

Ademir Fonseca qualificou time do CRB em pouco tempo – Foto: Alberto Oliveira

No caso do CRB, Ademir Fonseca fez o time evoluir em um curto período de tempo. O time que eu vi contra o Coruripe e contra o Globo foi um time totalmente diferente contra o Bahia e isto tem dedo do treinador.

Durante o jogo contra o tricolor, Ademir postou o time em busca de vitória quando fez as modificações. Soltou o time para ganhar o jogo, mas não aconteceu. Você imagina se ele faz três zagueiros ou se coloca um volante, o que iriam dizer? A cobrança no CRB também tem que ser em cima da direção que não deu os atacantes até agora.

Em sua paixão, o torcedor cega e culturalmente transfere todos os problemas para o técnico, que as vezes mesmo sem condições, cria e busca o melhor, mesmo considerando que nem sempre, o que ele pensa vai dar certo.

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