A triste realidade do futebol de base em Alagoas – Blog do Marlon
Aguardem! Vem aí “Minha pelada está na rede”
“Necessidade de vitória” versus “Dificuldade para vencer”

Clássico Sub20: futebol nas divisões de base precisa ser discutido - Foto: Alberto Oliveira

A divisão de base é o núcleo mais importante de uma equipe de futebol. Claro que isso não é uma regra, existe exceções e modelos diferentes.

Os poderosos gigantes europeus tem uma base, mas na hora de formar os times usam milhões de euros, contratam grandes estrelas, recuperam parte do investimento em ações de marketing e faz a roda girar desta maneira.

Mas para a maioria dos nossos times, a base é fundamental. O futebol é uma maquina de moer dinheiro que torna-se um ciclo vicioso. Também não estamos mais na época de um “salvador da pátria” que chega, descarrega um caminhão de dinheiro e resolve todos os problemas da equipe – mesmo que temporariamente.

Surgiram modelos novos e na nossa realidade podemos exemplificar o Corinthians Alagoano. Durante um década, o Corinthians criou seu patrimônio, revelou, projetou e negociou atletas e tornou-se referência no país. Isto sem um mecenas e sem apoio público. Mas a fonte esgotou.

O Corinthians foi engolido pela legislação vigente no país. A Lei Pelé destruiu projetos e modelos de administração. Jogando dinheiro fora, o Corinthians dobrou-se a formula antiga: juntou-se a uma prefeitura com investimento público, reduziu despesas e manteve-se na ativa. Hoje a base não é mais prioridade e o Corinthians passou a comprar jogadores em time menores e já formados.

Historiei esta situação para dizer que o futebol de base em Alagoas é falido. Temos diferentes formas de trabalhar as divisões de base e todas elas apresentam erros e equívocos.

O ASA até tentou um modelo inovador com um grupo de investimento. Alguns jogadores foram revelados, negociados, mas a relação entre os integrantes de grupo de investidores e os membros da direção executiva. Jogadores começaram a escassear e o trabalho passou a ser questionado.

O CRB também optou por trazer uma empresa para administrar sua base. Logo de cara negociaram o atacante Lucas Fernandes com o Fluminense. Neste jogada, a empresa lucrou – nada mais justo – mas o CRB foi quem menos teve recursos, pois parte do valor devido ao CRB foi repassado para um outro dirigente que também tinha participação na formação do jogador. Também existe um problema que o CRB forma bons jogadores, mas nem consegue vende-los, nem consegue coloca-los no time principal. Portanto, o trabalho acaba diluído e indo por água abaixo.

Por fim falo do CSA. A visão é arcaica. No time azulino dirigente pensam na base como uma ferramenta para conquistar títulos. A cada virada de categoria, o CSA sobe uma enorme quantidade de jogadores. No ano passado, o CSA conquistou um titulo no Sub20 e na virada da temporada nenhum, absolutamente, nenhum jogador foi aproveitado.

Nossas divisões de base são inexistentes. O trabalho está atrasado por falta de profissionais qualificados e dirigidos para formar jogadores. A base somente é usada para discurso, mas na prática pouco funciona. Nosso momento é de repensar, reorganizar e modernizar nossa forma de agir e ver a base como uma grande solução para o nosso futebol.

  • Humberto Silva

    Clubes alagoanos não investe nas categorias de base, não investe em outras modalidades é uma falta de visão fora do comum. No Recife temos três grandes clubes e se destacam nas bases e em outras modalidades amadoras, exemplo no FUTSAL, onde Pernambuco é o 1º no Ranking nacional no Sub-15 masculino. Em Alagoas CSA, ASA, CRB, CSE, são clubes filiados no futsal que no passado não distante se destacavam na modalidade, hoje fracassam no profissional e inexiste no amadorismo.

  • Marcio vilela

    Em qualquer segmentos e necessário pessoas capacitadas, a concorrência não permite colocar pessoas s/ qualificação no mercado. ( infelizmente passado s/ qualificação não tem mais espaço )

  • Ridiculo

    Não acredito que a Lei Pelé é o causador do problema na base do futebol brasileiro. Acho que voce deveria estudar mais sobre futebol antes de se dispor a escrever num blog desse porte. O problema do futebol está nos clubes que investem dinheiro em pessoas sem o minimo conhecimento do futebol. Enquanto isso, centenas de profissionais (leia professores de edf) que se dedicaram a estudar o futebol estão fora do mercado. Vivemos na terra do QI, pois vale mais ter um amigo influente que se ter um bom curriculo. Reveja seus conceitos.

  • Humberto Silva

    Lei Pelé e o outras Leis estudadas e criadas por oportunistas como os citados acima, realmente causaram a desgraça do esporte no Brasil. Antes de criticar, primeiro deve se identificar, ou se esconde no marasmo de criadores de Leis indecentes.

  • Ridiculo

    Primeiramente peço desculpa pelas palavras utilizadas no post anterior. Para que se haja um debate é preciso primeiro que se tenha educação.
    Segundo, continuo acreditando que o problema não está na lei pelé. Os clubes são os grandes responsáveis. Terceirizar o futebol de base é um tiro no pé. Quantos atletas da equipe sub 20 estão no elenco principal do crb? Precisamos voltar os olhares pra base, pois assim teremos atletas melhores formados e mais bem preparados para se tornar um profissional.
    Enquanto o futebol de base for apenas for visto como um fardo nas costas dos clubes continuaremos nessa mazela.