Quantas e quantas vezes nos achamos tão engraçados que acabamos fazendo piada de tudo e isso pode ser um verdadeiro problema, principalmente quando perdemos a medida entre o bom humor e o desrespeito. Uma vez aprendi que sempre que uma brincadeira constrange o outro, tal atitude pode ser considerada como algo invasivo e desagradável, sendo assim percebida como desnecessária.

Por vezes o nosso bom senso pode ser comprometido com a ausência de feedbacks externos e a prática do autoconhecimento, isso nos conduz a sermos levianos com o sentimento dos outros e por vezes insensíveis as dores daqueles que estão diante de nós. Como muitas vezes não conseguimos nos balizar, tendemos a nos exceder e passar dos limites, constrangendo e expondo as pessoas que estão a nossa volta, atitude essa desprezível e pouco aceitável.

Mas você pode estar se perguntando como perceber que está sendo desnecessário e deselegante, o exercício é fácil, basta ouvir o que as pessoas estão falando para você: “que brincadeira chata, não gostei…”, “nossa, que sem graça você foi…”, “que piada desnecessário isso que você falou…”, são em comentários como esses que muitas vezes não damos a devida atenção e continuamos a ser chatos e insuportáveis.

Quando não aprendemos a ouvir as pessoas tendemos a agir como um carro desgovernado, sem controle e com um alto poder destrutivo. Existe uma magia toda especial no discurso dos outros e quando entendemos isso podemos crescer bastante. Se estiveres atento aos detalhes poderá compreender como o silêncio pode ser recompensador, experimente!

Existem pessoas que são mais sensíveis a determinadas brincadeiras e por vezes não entendemos isso, o que nos leva a brincar ainda mais. Que possamos entender que os limites, em sua grande maioria, foram feitos para serem respeitados e com isso cabe a cada um de nós entendermos o nosso papel no jogo e praticarmos a empatia.

Essa é uma reflexão necessária para que possamos ter uma boa convivência com aquele que amamos.

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