Se você já fez algo por alguém esperando receber, esse texto vai gerar uma grande identificação com sua história. Quantas vezes já fomos gentis com as pessoas e esperamos no mínimo que os outros nos correspondessem? Lembra das vezes que amamos alguém e não fomos amado? Se recorda quando você deu bom dia ao entrar no elevador e  ninguém respondeu? Pois é, hoje vamos falar sobre reciprocidade.

Os pesquisadores chegaram a conclusão que a reciprocidade é natural e inerente ao ser humano, um movimento o qual não precisamos exigir do outro, ele simplesmente acontece. Eu entendo que seja difícil acreditar e acolher isso, mas você consegue compreender que sempre que alguém faz algo por nós, acabamos nos motivando a fazer pelo outro. Imagine comigo a seguinte situação: Quando alguém no transito nos dá a passagem à vida sempre nos permite uma oportunidade para darmos a passagem para alguém. Quando estamos chegando em casa exaustos e nosso vizinho segura o elevador para nos, acabamos por segurar a porta para outra pessoal no futuro.

Eu entendo que a depender das nossas experiências de vida podemos ter uma certa  dificuldade de acolher isso, mas vamos nos esforçar  um pouquinho. Conheço pessoas que acreditam que o mundo gira em torno delas e que as pessoas fazem o que fazem por obrigação e não se sentem a vontade para devolver nada, afinal de contas elas não pediram. Entende que existem pessoas e pessoas e que isso não apaga o fato que a reciprocidade é natural da humanidade?

Por vezes estamos em um relacionamento onde não existe mais reciprocidade, amamos e não somos amados, tentamos conversar e a outra parte não está interessada, desejamos a presença, mas é na distância que o outro se sente confortável, as vezes queremos algo sério, mas o outro só quer curtir a vida. Quero lhe estimular a ampliar seu conceito de reciprocidade, nosso nível de entrega nas relações precisa ser equilibrado, senão a balança sempre ficará desigual. Um dos grandes problemas na vida a dois é quando decidimos amar pelo casal, mas alguém pediu isso? Por não enxergarmos nossa carência acabamos atropelando as pessoas e não respeitando os limites.

Como só temos uma vida vale vive-la com responsabilidade e muito amor próprio, onde não existir reciprocidade não se demore.

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