Durante muito tempo fomos ensinados que a habilidade da comunicação consistia em falarmos com eloquência, objetividade e assertividade, mas esqueceram de nos dizer que ouvir as pessoas faz parte do processo de comunicação, como podemos falar senão ouvimos? É sobre esse assunto que quero falar com você hoje, como está sua habilidade de ouvir o que as pessoas têm a dizer e melhor, o que elas não conseguem dizer?

Para nós Psicólogos a habilidade da escuta é treinada desde as primeiras aulas da faculdade, aprendemos a ouvir com todos os nossos sentidos e assim acolher aquele que está em nossa frente. Desta forma conseguimos ler pessoas e auxiliá-las a perceberem o que sempre esteve diante deles.

Quem escuta tem vantagem sobrem quem fala, já dizia Leandro Karnal. Partindo deste princípio o que será que ganhamos quando aprendemos a ouvir o outro? Evitamos julgamentos, preconceitos, impulsividade, opiniões desnecessárias e falta de respeito. Vale refletir se de fato minha opinião é tão importante para a vida de alguém, por vezes não consigo praticar o silêncio e acredito que o que penso, vejo e sinto, é de fato relevante para a vida daquela pessoa a minha frente.

Ouvir com atenção, sem se preocupar no que vamos dizer depois pode salvar relacionamentos. Por vezes nosso companheiro (a) vem nos confidenciar alguma coisa e na maioria das vezes nem esperamos ele terminar de falar e já dizemos o que precisa ser feito, mas já passou pela sua cabeça que ele (a) só queria ser ouvido? Quando não exercitamos nossa escuta deixamos detalhes importantes passarem despercebidos, o que talvez isso fosse fazer uma incrível diferença em nossas vidas.

Certo, entendido a importância da escuta você se pergunta, como posso ser menos palestrantes e mais ouvinte? Quando alguém escolher você para compartilhar algo olhe a nos olhos, desconecte-se de tecnologias, esteja no momento presente e encontre a empatia que existe em você. Quando ela estiver falando não pense no que responder, simplesmente acolha o que está sendo dito. Se julgamentos, criticas ou preconceitos surgirem em sua mente, guarde-os para você. Quando a pessoa acabar, você pode responder que a compreende e que imagina como ela sente, caso seja oportuno, pergunte como pode ajudar e se ela deseja sua opinião, afinal de contas, respeito e compaixão nunca saem de moda.

Tenta colocar em prática e me conta depois ein!

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