Se tem uma coisa que precisa ficar muito clara pra gente é o nosso papel na relação, essa não será uma reflexão sobre gênero e sim sobre combinados. Costumo dizer para os casais que atendo que sempre que conseguimos combinar as coisas, evitamos problemas futuros e consequentemente mal entendidos. Quando os papeis estão bem definidos ninguém fica sobrecarregado e ambos conseguem cooperar para uma relação saudável e estável.

Só quem se relaciona sabe o quando é desafiador viver uma relação pacífica, afetuosa e amorosa. Vivemos dias tão intensos diante desta pandemia que muitos de nós foram submetidos ao limite de seu equilíbrio emocional. Muitos casais já se divorciaram, outros estão à beira do divórcio, mas alguns seguem firmes e mais fortes. O que diferencia cada casal desse? Tudo vai depender a história de colaboração construída, se ambos se ajudam, se juntos conseguem resolver os problemas de forma assertiva e se aprenderam a respeitar os limites uns dos outros.

Quando falo sobre a definição de papeis, estou querendo falar sobre a organização que ambos terão ao longo do dia, quem cozinha, quem lava a louça, quem retira o lixo, que leva os filhos pra escola e os cães pra passear. Por vezes nos achamos tão bons em quase tudo que não damos a chance do outro fazer as atividades no tempo dele (a). Quando passarmos por cima da iniciativa do outro acabamos por nos excedermos, desvalorizar o movimento realizado e passamos um recibo que somos melhores do que aquele que está ao nosso lado, mensagem essa a qual tenho certeza que você não deseja passar.

Tente criar uma listinha de coisas que vocês possam fazer juntos e outra que vocês devem fazer separados, não preciso dizer que a construção desta organização deve ser baseada nas competências individuais adquiridas ou a adquirir. Foco na força do outro e não na fraqueza, isso quer dizer que não podemos cobrar o que não existe, mas que tal motivarmos nosso parceiro (a) a evoluir?

Caprichem e depois me contém se deu certo 😉

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