Esse ditado que em sua versão original diz “antes sozinho do que mal acompanhado” parece tão banal, mas ele nunca foi tão verdadeiro. Estamos vivendo tempos de relacionamentos líquidos, algumas pessoas se interessam pelo que os outros possuem ou podem proporcionar. Os valores estão invertidos e tudo parece natural, mas hoje quero lhe fazer refletir sobre suas escolhas e renúncias.

Ao longo do nosso crescimento vamos observando a forma que as pessoas encontram para se relacionar, umas saudáveis, outras românticas, algumas intensas e existem aquelas que chamam nossa atenção por sua desordem. Aqueles casais que olhamos para eles e pensamos, “o que eles fazem juntos, será que não percebem que não se dão bem…”. Todas essas histórias são capazes de permitir que possamos criar em nosso imaginário o nosso jeito de nos relacionarmos com alguém e a depender das experiências que vivenciamos isso será muito divertido ou trágico.

A união entre duas pessoas existe para que ambos possam evoluir, crescer, desenvolver-se e então aprender a modificar o mundo a sua volta. Percebo alguns casais que estão juntos por conveniência ou que não seguiram suas vidas por se preocuparem demais com o que os outros vão achar, mas não sabem eles que a opinião dos outros é o que menos importa diante da nossa existência. A vida é muito curta e levamos algumas décadas para nos darmos conta disso.

Se nascemos para sermos felizes e desfrutar do melhor desta terra, porque nos acorrentamos a amores ingratos, não recíprocos e inconstantes? Ficamos na eminência de resgatar a bondade e virtudes daqueles que estão ao nosso redor e quando nos damos conta estamos mais perdidos do que aquele diante de nós. Não vale a pena nos despedaçarmos para que o outro fique inteiro e isso vale para todas as instâncias de relacionamentos em nossa vida.

Somos a soma das cinco pessoas que estão a nossa volta e isso nos revela que devemos ter muito cuidado com quem escolhemos estar ao nosso lado. Por vezes é melhor estarmos em nossa própria companhia do que acompanhados de certas pessoas. Investir esforços em pessoas que não buscam sua própria evolução é como jogar sementes sobre a rocha.

Se algo custa a nossa paz, isso é caro demais.

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