Outro dia fui a um restaurante no centro de Maceió. Escolhi a salada (amo rúcula e outras folhas), organizei tudo no prato bem colorido, com beterraba e cenouras raladas. Escolhi apenas um bife e me dirigi para o local onde seria anotado o peso. Creiam: uma baratinha estava na balança. Quando comentei, o atendente apenas a retirou de lá e explicou que o prédio era antigo.

Em choque, desisti do almoço. Fiquei atordoada não pelo inseto, mas pela naturalidade com a qual o funcionário reagiu. Não era um local q aparentava falta de higiene, mas de alguma forma eu não iria pagar pra ver.

Quando se fala em mudar hábitos alimentares, precisamos começar a desenvolver o prazer em preparar os próprios alimentos. Se conseguirmos, vamos ingerir comida de boa procedência, temperada na medida certa e seguindo nossos critérios de higiene. Fora que sai mais barato.

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Conversando com Revilane Alencar, especialista em nutrição clínica, nutrição esportiva, nutrição clínica funcional e fitoterapia, com doutorado em Ciências Endocrinologistas pela UNIFESP, ela me explicou que grande parte da nossa saúde pode ser encontrada na feira, perto de casa.“É possível se alimentar com alimentos locais de maneira balanceada e equilibrada, com tudo que uma pessoa precisa para ser saudável como proteínas, carboidratos, micronutrientes, fibras, entre outras coisas”, explicou.

“Iinhames, macaxeira, batata doce, batata inglesa, mandioquinha, cenoura, beterraba estão entre os mais conhecidos, além de cereais integrais e pseudo cereais como amaranto, arroz, aveia, quinoa, milho, leguminosas , feijões, ervilha, lentilha e grão de bico”, exemplificou a nutricionista.

Frutas da estação, proteínas de origem animal ou vegetal (carne, frango, peixe, ovos, leite, iogurte e queijos, sementes (de girassol, abóbora, linhaça, chia, gergelim), oleaginosas (castanha de caju, do brasil, amêndoa, nozes, macadâmia), óleos (azeite, manteiga orgânica, óleo de coco, óleo de linhaça, óleo de abacate, manteiga, etc), uso de chás, ervas e especiarias associado a uma adequada ingestão de líquidos.

 Você pode não conhecer todos os ingredientes ou alimentos citados acima, mas a maioria deles pode ser encontrada em lojas de alimentos naturais conhecidas de Maceió.

Outra coisa, é preciso saber quais os melhores horários e como preparar estes alimentos, o que pode ser orientado tranquilamente por um bom profissional de Nutrição.

Para quem quer aliar alimentação e atividade física, Dra. Revilane observa que cuidar do que se come antes e depois do treino será determinante para bons resultados. “Questões importantes como performance, melhora da composição corporal, prevenção da acidose metabólica, da fadiga, do dano muscular, de possíveis lesões , da manutenção do sistema imunológico, carências nutricionais, entre outros fatores, por exemplo”, explicou.

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“Vai depender da intensidade e duração da atividade física, do horário que será praticado, preferências alimentares, tempo que antecederá o treino, individualidade bioquímica, estado nutricional do atleta, composição corporal, objetivo e resistência à insulina”, explicou a nutricionista especialista. Abaixo seguem algumas opções usualmente indicadas:

Pré-treino: carboidratos (raízes, tubérculos, frutas) como fonte de energia de escolha podendo ou não ser associado a um tipo de carne ou proteína. É preciso evitar gorduras e fibras, principalmente muito próximo ao treino por retardar o processo digestivo e desviar o fluxo sanguíneo do músculo para o sistema digestivo. Café e bebidas com um toque de gengibre.

Pós-treino: geralmente a melhor combinação também seria carboidratos associado a uma proteína e uma boa hidratação.

São muitas as opções e cada uma delas precisa ser observada pelo profissional que está acompanhando sua evolução física. Ou o começo dela.

A série FIT é uma parceria do Simples Assim com o Ao Pharmacêutico.

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