Imagem: Pexels

Está pensando em gerar um filho ou entrar para a fila de adoção? Vamos conversar a respeito.

Tornar-se mãe / pai é uma decisão tão importante que não permite arrependimentos futuros. Mas e se ele – o arrependimento – bater? Quando uma gestante vivencia sofrimentos ligados à sua fragilidade emocional e às mudanças pelas quais está passando, a quem ela deve pedir ajuda? Biologicamente ela pode ser atendida pelo melhor obstetra, mas se não estiver equilibrada, o sofrimento poderá ser estendido ao bebê.

“Gravidez não é doença. Minha gestação será plena, linda. Não terei estrias, não engordarei muito. Meu parto será normal, não terei dificuldade em iniciar a amamentação, terei muito leite e logo voltarei a ficar em forma. Minha vida sexual não mudará. Meu bebê dormirá a noite toda. Meu filho(a) virá para mim sem defeitos e traumas da antiga família”.

Ok. E se o momento que você tanto esperou não acontecer como o planejando? E se a frustração for inevitável e ainda agravada pelo cansaço do período de adaptação dessa pessoinha que está chegando na família?

Imagem: Google

Foi conversando com Fabiana Amorim e Renata Lopes, ambas pós-graduadas em Psicologia Perinatal, que descobri o Pré-natal psicológico (PNP), um complemento não menos importante do pré-natal convencional, facilitado pela “Gestando Mamãe”.

Como funciona?

O Pré-natal psicológico é realizado através de um circuito de trocas em grupo, entre mulheres que estão experimentando as mesmas vivências. Os grupos se reúnem periodicamente e têm número limitado de participantes justamente para que todas recebam o acompanhamento necessário.

“Alegre espera” – oito encontros mensais para casais que tentam engravidar ou buscam a maternidade na adoção. O objetivo é cuidar das emoções ligadas à ansiedade e o medo de falhar.

“Pré-natal psicológico” – sete encontros quinzenais de gestantes, para acolher e trocar vivências, além de tratar sentimentos como o medo e acompanhar a mamãe após o parto, definir limites e novas parentalidades.

Em ambos os grupos são tratadas situações como violência obstétrica, luto neonatal, e as novas configurações familiares. “Se a mulher não tem o conhecimento do que está vivenciando, fica mais difícil dela pedir ajuda”, explicou Fabiana Amorim.

As psicólogas defendem que o acompanhamento especializado prepara as futuras mamães para possíveis frustrações que nunca são expostas e com o tempo adoecem e fazem um momento que deveria ser leve, tornar-se penoso. “É como uma vacina psíquica que previne, por exemplo, o sentimento de culpa por estar sofrendo em um momento que deveria ser de felicidade”, observou Renata Lopes.

Investimento

Fabiana e Renata decidiram realizar os encontros com valores que custam bem menos que um atendimento padrão, em consultório. Além disso, existem maneiras de ganhar um desconto extra caso a interessada participe da rede AMA. Você terá também a opção de realizar os pagamentos com cartão de crédito e dividir, se preferir. Seguem os contatos para reservar seu lugar: 98713-5398 e 99932-3407 .

Chá revelação, enxoval, obstetra para o parto, decoração de quarto e ensaio fotográfico. Tudo isso é bem legal (ainda mais em tempos de redes sociais), mas não deixe de investir na sua saúde emocional. Se você estiver bem, seu bebê também estará.

Atualmente não há comentários.