Imagem:  Pexels

Nove meses costumam ser intermináveis para mães que aguardam ansiosas pelo nascimento de sua criança. O discurso sempre é similar: ‘Não vejo a hora de ver o rostinho [email protected]’, sempre ouço.

Imaginem então uma gestação que já dura três anos e não tem previsão para terminar. Ou melhor, ela pode acabar quando o prazo de espera completa cinco anos sem o menino nos braços. Frustração? Muita. Armadilhas? Mais ainda!

Maria Esther é uma amiga que o jornalismo me deu de presente. Ela e o esposo, Arnaldo, decidiram pela adoção em 2016 e desde então, aguardam AQUELA ligação. “Não exigimos cor, idade ou ser filho único. Se vierem irmãos, adotaremos todos”, contou durante um papo. “Às vezes bate desânimo porque vemos a fila andar mas nossos filhos não chegam”, lamenta.

Casados há 15 anos, Arnaldo e Esther desistiram da fertilização pelo custo e entenderam que para amar não é necessário ter o mesmo tipo sanguíneo ou a mesma cor de pele. O amor que os une é de comover e faz muito sentido que transborde.

Pexels

“Vez ou outra nos procuram para dizer que conhecem alguém que está disposto a dar sua criança, mas optamos pelas vias legais, já que as leis existem para resguardar não só os pais adotivos, mas principalmente o bem-estar das crianças”, explicou Esther.

A peregrinação ao juizado de Maceió ocorre quase todo mês para saber se há alguma novidade. “Estou grávida há anos, esperando para ver o rostinho, tocar, ensinar. Tantas descobertas a se fazer, tanto amor a compartilhar, mas ficamos presos na burocracia”, refletiu Arnaldo.

Brinquedos, quarto, planos e muito amor aguardam a chegada dos filhos de Esther. Quando finalmente chegarem, terão ainda as companhias dos doguinhos Otto e Miah, além da gatinha Paçoca.

Otto e Miah / Arquivo Pessoal

A sensação de impotência que as vezes bate só não é maior que a vontade de fazer a família crescer. “Sabemos que o processo é frio, mas a causa é nobre e vamos até o fim”, garantiu Esther.

Nota: quando um adulto leva uma criança para criar informalmente, ele pode responder pelo crime de sequestro.

Atualmente não há comentários.