Quantas vezes você foi a uma consulta ou levou seu pet ao veterinário e, ao prescrever a receita, o médico indicou meio comprimido, meio copinho de xarope, ou algo do tipo? E quando ele passa mais de dois medicamentos com horários diferentes para serem ministrados? Confesso que nunca consigo seguir à risca.

Foi conversando com meu nutrólogo que aprendi um pouco mais sobre fármacos e, depois de usar as combinações prescritas,  consegui um ótimo resultado no tratamento. “Você só precisa de uma boa farmácia de manipulação”, me advertiu na época.

Pela boa experiência que tive, convidei a doutora em Nanotecnologia Farmacêutica pela UFPE e professora de Homeopatia no curso de Farmácia da UFAL, Círia Vieira, para me explicar as diferenças entre medicamentos convencionais e os manipulados. 

DIFERENÇAS:

Sabe os medicamentos que encontramos nas drogarias, como a dipirona e o paracetamol? Pois é, estes medicamentos  são chamados de Alopáticos. Geralmente são produzidos em larga escala por grandes laboratórios e divididos em lotes. 

Já os medicamentos manipulados são elaborados de acordo com a necessidade de cada paciente, como um produto customizado. Quando há a necessidade de usar mais de uma substância no tratamento, o médico pode associá–las, se forem compatíveis, em uma única cápsula. A possibilidade de esquecimento é quase nula.

Doutora  em Nanotecnologia Farmacêutica pela UFPE,  Ciria Vieira

“Se o paciente for alérgico à corantes, as capsulas podem ser de material apropriado. Se ele tiver dificuldade para tomar comprimidos, a mesma substância poderá ser manipulada em forma de xarope. O inverso também poderá ser feito. Torna-se algo exclusivo para aquele paciente”, explicou a doutora Círia.

Crianças cardiopatas

A especialista contou ao Simples Assim que dividir comprimidos ao meio para se conseguir uma dosagem ideal pode interferir no tratamento, a exemplo de quando o paciente é uma criança com problemas cardíacos. “Não há na indústria farmacêutica medicamentos  alopáticos com dosagem específica para cada criança. Geralmente é preciso adequar a dose de acordo com seu peso e partir comprimidos. Isto pode resultar em doses incorretas”, observou Ciria Vieira.

“Um medicamento manipulado especialmente para o pequeno paciente é o mais indicado, além de trazer maior segurança para os pais”, acrescentou Círia Vieira. 

Todo médico pode prescrever manipulados?

O contato com os fármacos acontece durante o curso de formação em Medicina e se estende durante o período de residência. “Quando eles estão formados, já possuem conhecimento suficiente para prescrever o tratamento ideal para seus pacientes”, disse ainda Círia.

Cuidado ao escolher a farmácia de manipulação

Com a receita em mãos, é preciso escolher uma farmácia que realize o processo dentro das normas de qualidade para que o medicamento surta o efeito desejado. Aí entra uma coisa sensível chamada CREDIBILIDADE.

Eu particularmente sempre fui cliente da Ao Pharmacêutico.

Na primeira compra procurei saber se eles obedeciam aos critérios de qualidade exigidos, já que não confiava muito nos resultados dos manipulados. Descobri que todos os 17 processos – desde o atendimento iniciado ainda na recepção, aos laboratórios, condições de manipulação, e até em detalhes como a entrega a domicílio, tinham o selo ISO 9001. 

De posse da informação de qualidade, dei início aos tratamentos e até hoje, quando necessário, recorro aos manipulados. A grande vantagem  é que o médico poderá agregar diversas substâncias  em um único medicamento, o que para mim é sinônimo de praticidade e pleno resultado.

Esta é a única manipulação do bem que conheço. Risos

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