Essa foto me representa após a aula de CrossFit (Imagem: Pexels)

Já faz algum tempo que o CrossFit virou febre nas academias. Com o resultado da perda de gordura e melhor disposição física em vista, curiosa que sou, decidi fazer uma aula para saber como me sentiria.

Quando cheguei ao local de treinamento, eu já frequentava academia – 4x por semana – há dois anos. Eu e mais oito pessoas de diversas faixas etárias e biotipos igualmente distintos fomos instruídos a fazer um circuito que envolvia exercícios funcionais que combinavam força, resistência cardiovascular e respiratória, agilidade e flexibilidade entre si. 

Resumindo: parecia um campo de treinamento do exército. Carga e número de repetições eram determinados pelos limites de cada um. Mas como saber qual o limite?

Realizei minha série e terminei completamente molhada de suor. O instrutor, sempre incentivando a irmos cada vez mais longe, pilhava os ouvidos da gente com palavras de perseverança. Música alta e de vez em quando um “Selva!!”.

Era segunda-feira.

Terça-feira eu sentia doer até a raiz dos cabelos e já pensava como seria no dia seguinte, quando teria minha segunda aula.

Quarta-feira

Cheguei ao centro de treinamento e realizei minha segunda aula com exercícios diferentes da primeira, porém de mesma intensidade. Terminei igualmente cansada e acreditando estar derretendo pelo calor que sentia. Os incentivos do educador físico já soavam para mim como comandos que deviam ser respondidos com um “Sim, senhor!”.

Neste dia senti meu joelho reclamar.

Resultado: desisti do CrossFit por entender que ele não se encaixava com o que eu entendo que seja bom e saudável para mim.

Imagem: Pexels

Não gostei dos comandos de exército, da música alta, do incentivo à competitividade entre os crossfiteiros, da exaustão total ao término da aula, e por muitas vezes me vi perdida quanto a saber qual era meu limite real. Poderia ter sofrido uma lesão se continuasse. Na época que fui, outras pessoas que conheço também foram e pelo menos três delas se lesionaram e hoje fazem fisioterapia.

Outra coisa: como manter uma rotina tão pesada de exercícios de maneira constante? Os especialistas defendem que é a permanente prática de exercícios que traz saúde e não a intensidade deles. Admiro quem consegue encarar o desafio do CrossFit  3 x por semana. Admiro realmente.

Quer tentar? 

Eu não gostei da experiência, mas acredito que aulas experimentais existem para que cada um tire suas conclusões. É só escolher um bom CT.

Os especialistas são categóricos quanto à necessidade de uma avaliação médica antes de se iniciar qualquer atividade física e, no caso do CrossFit, chamam atenção para a função dos treinadores.

Procure se informar sobre as qualificações dos profissionais de educação física que ministram as aulas na academia escolhida e avalie as condições de infraestrutura do local e dos aparelhos antes de realizar sua matrícula.

O ideal é que os educadores físicos tenham algum tipo de especialização em articulações e/ou coluna.