Pode muito numa eleição, a máquina pública, em um estado tão pobre como o de Alagoas.

O que vale, também, para Maceió, uma cidade onde apenas 13,4% da população declara Imposto de Renda.

Motivo: falta de renda (aqui é de R$ 1.215,00 na média).

No caso da capital, seriam duas máquinas públicas – se utilizadas, ressalte-se – para ajudar a eleger um prefeito.

Entretanto, mesmo que isso aconteça, o que não é tão fácil nesses tempos de muita agitação na PF, todo mundo vai ter de remar bastante para atravessar o rio com seus inesperados acidentes.

No interior, por sua vez, as prefeituras podem ser o fator desequilibrante na escolha de um novo prefeito – ou manutenção do atual -, até porque a fiscalização é mais precária e o eleitorado ainda mais dependente do dinheiro público.

Que ninguém culpe os pobres, mas sim a pobreza.

A questão é cultural, e vai demandar tempo até que a mudança aconteça pra valer.

(Já foi pior.)

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Por que Maceió tem dez candidatos a prefeito tão parecidos ou desiguais?
  • Santos

    Ricardo, hoje os comitês eleitorais são dentro dos órgãos públicos. Tenho amigos servidores públicos da Prefeitura de Maceió e Governo do Estado que relatam que, apesar do atendimento presencial estar suspenso, diariamente os gabinetes dos secretários são visitados por muitas lideranças politicas e comunitárias para tratar de assuntos relacionados ao pleito eleitoral. A Justiça Eleitoral precisa visitar de surpresa esses órgãos, que as custas do dinheiro público, fazem campanha para seus candidatos.

  • Paulo

    Lamentável o uso da máquina pública em campanha, é muito evidente, mas ainda pior é o uso de dinheiro de caixa 2.