Quem assistiu (por um canal do Youtube) à reunião do Conselho Superior do Ministério Público Estadual, da última sexta-feira, há de ter ficado ciente dos conflitos internos da instituição.

O debate sobre o acordo firmado entre os MPs (Estadual e Federal), as Defensorias Públicas (Estadual e Federal) e a Braskem – envolvendo os moradores do Pinheiro, Bebedouro e Mutange – foi alvo de duríssimas criticas de vários procuradores.

O acordo – sabe-se – foi assinado enquanto Alfredo Gaspar era procurador-geral, e criou uma Força-Tarefa para analisar e decidir sobre o tema.

É difícil dizer o quanto a discussão foi técnica ou política, mas isso, seguramente, terá reflexos na eleição de Maceió.

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  • José da Silva

    O acordo foi um grande passo mas nao se esgotou ali. Esses órgãos, MPE, MPF, DPE e DPU tem que exigir a efetividade dele. No acordo não é estipulado prazo nenhum pra apresentação de propostas pela Braskem. Estou há mais de 5 meses esperando a proposta, sem nenhuma sinalização da Braskem!

    Infelizmente a Braskem, depois de pisar nos moradores, agora desmoraliza descaradamente os órgãos de proteção à sociedade.

    Cabe aos MPs e DPs fazerem valer o acordo, sob o risco de virarem chacotas, assim como os moradores.

  • Carlos

    Decidir pelos outros no caso a população dos bairros atingidos. Tinha que ser com os representantes para sair um acordo justo .

  • Inocentes de AL

    Amigo Ricardo. Quem assistiu a reunião do MP viu apenas o dois Procuradora contra o acordo, dentre os dezessete Procuradores de Justiça do Estado, obviamente os dois únicos que são proprietários de imóveis do bairro e não ficaram satisfeitos com o valor de suas indenizações. Aquela reunião foi apenas para exercitar o “jus sperniandi“ que eles dois tem direito. Na verdade esse acordo construído com muita luta pelo ex-PGJ Dr. Alfredo beneficiou a todos, mas principalmente os mais pobres como nunca se fez antes da história do Estado das Alagoas. E quem não tiver satisfeito vá bater nas portas do judiciário.

    • Antonio Augusto Cavalcanti Covello

      Comentário absurdo! Com certeza vc não faz idéia do que é ser forçado a sair de uma casa, construída e reformada há 25 anos. Sonhos, planejamentos e ações.
      Para de repente, os representantes da lei, defensores da sociedade, assim a um acordo leonino, sem cláusulas penais, sem valores e datas de i indenizações.
      Quanto a “olhar” para os mais necessitados, seu comentário, é fora de propósito. É obrigação do MPE e MPF junto as defensoria, defender a todos.
      Vc deve ser um dos membros que assinou tal acordo, e mora bem distante do problema.

  • Jesualdo

    Um dos maiores desatre para os moradores do bairro, considero um dano irreparável para sociedade e os proprietários dos imóveis. O Ministério Público precisa dar uma resposta mais eficiente para sociedade.

  • Sônia Vieira

    Não podiam decidir pelos moradores. Desapropriar o imóvel particular. Desculpe, mas acordo tprnou-se um lamaçal de imbróglio jurídico. O STF derruba e os Moradores ficaram como? Ninguém tem o direito de fazer o fizeram. Tenho o direito de ficar em meu imóvel.

  • Didier Junior

    coloca o link da reunião por favor ,Nós moradores do pinheiro não sabemos mais a quem recorrer,não dá para acreditar mais em justiça .o que fazer ?Protestar ? fechar ruas? fechar a cidade? explodir a Braskem? estamos a um passo do colapso total, falta de Paciência ,da morosidade , dos prejuízos , do psicológico abalado , estamos perdendo tudo .

  • Guimarães

    A Braskem calou a justiça Alagoana com o dinheiro!! Se caso fosse em qualquer outro País vararia escândalo mundial. É inadmissível tamanha morosidade das autoridades para punirem e compensarem os moradores afetados. Esvaziar um BAIRRO INTEIRO e ficar por isso mesmo, é um absurdo!

  • Geraldo SOS

    Diante de uma fragilizada Braskem, ávida em compor um acordo para tornar-se atrativa ao mercado e ser vendida para salvar a Odebrecht, eis que surge o acordo, sem que nós – os afetados – fôssemos ouvidos. Fomos ignorados e humilhados, colocados em xeque-mate, obrigados a vender nossos imóveis (nossos lares) e nossas almas, pelo preço cruel ditado pelo algoz. O crime ainda está em curso, o maior massacre psicossocial já visto na história desse Estado, e ele se arrasta por quarenta e quatro anos. Não vamos digerir um acordo lesivo sob a égide de se ter conseguido um acordo.

  • SEVERINO FEIJÓ DE MENDONÇA

    MILHARES TIVERAM QUE SAIR ÀS PRESSAS BOTADOS PARA FORA DOS BAIRROS QUE MORAVAM HÁ MAIS DE 32 ANOS, ASSIM COMO EU. INFELIZMENTE O ACORDO FOI FEITO ENTRE BRASKEM, MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, MPE-AL, TUDO NA CALADA DA NOITE ENTRE QUATRO PAREDES SEM A PARTICIPAÇÃO DE ALGUM REPRESENTANTE DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA,SAÍRAM DE UM BAIRRO NOBRE PARA RESIDIR EM CONDIÇÕES DE PERIFERIA E DE ALUGUEL. ATÉ AQUI POUCOS RECEBERAM SUAS INDENIZAÇÕES, E ASSIM MESMO OS VALORES NÃO É CONDIZENTE COM A REALIDADE,QUALQUER UM QUE MORAVA EM UM BAIRRO NOBRE COMO O PINHEIRO, COM POUCAS EXCEÇÕES QUE RECEBERAM SUAS INDENIZAÇÕES NÃO COMPRA OUTRO IMÓVEL COM AS MESMAS QUALIDADES NOUTROS LOCAIS MESMO PERIFÉRICOS .UM OUTRO PONTO QUE CHAMA MUITO ATENÇÃO; NÃO BOTAMOS NOSSOS IMÓVEIS A VENDA, E QUEM DETERMINOU TODA ESSA TRAMOIA FOI A PODEROSA MINERADORA JUNTO COM O MPE-Al, MPF E A PARTIR DESSE ACORDO A BRASKEM USA ATUALMENTE OS PARÂMETROS QUE MUITO BEM ENTENDER E LHE É VANTAJOSO.

  • Carlos

    Na minha opinião eu acho que o candidatos dos poderosos a prefeitura de Maceió, com a sua cara de xerife do velho oeste americano , via ter muita dificuldade de se eleger a prefeito da capital.

  • Sônia Vieira

    Tem mais usaram a CPRM : ” o bairro será um dos melhores…saneamento, drenagem, construções , áreas lazer em …” a Braskem tem culpa, mas o bairro é recuperável, e quem quiser ficar deve os poderes públicos respeitar a dignidade do morador. O Supremo derruba em favor da… em dois tempos. Revejam esse acordo. Os moradores que já tiveram o imóvel depenado deve a justiça agilizar para receberem. Aos demais dêem o direito de permanecer. As pessoas só estão saindo por pressão psicológica da Justiça, Ministério Publico!!!

  • Carlos Alberto da Silva ,da tradicional e aristocrática família Silva.ro

    Tem que haver uma alteraçao acordo com a formalização de um termo aditivo, que estabelece que a Brasken tem a obrigação de indenizar as pessoas que foram expulsas do Pinheiro tão logo termine o pagamento da auxílio-aluguel pela Brasken, a fim de possibilitar a maioria dos que foram expulsos a tentar comprar um imóvel a vista, visto que devido ao número de sexagenários um financiamento imobiliário seria muito complicado e caríssimo e com curto prazo de pagamento.