Ontem, o governador Renan Filho acenou para a possibilidade de estender a flexibilização do isolamento social no interior do estado, já na próxima semana.

É sair da fase vermelha para a fase laranja, com a reabertura de lojas, salões de beleza e templos religiosos, como já ocorre em Maceió desde a última sexta-feira.

A questão já vem sendo discutida internamente pelo governo, juntamente com técnicos e instituições envolvidas no debate, mas é importante destacar que não deve ser “todo o interior” a receber autorização do Palácio para atenuar o isolamento social.

A situação no Agreste, à frente a cidade de Arapiraca, ainda inspira muitos cuidados, bem mais, por exemplo, do que a Região Norte, onde foi inaugurado o Hospital de Porto Calvo, nesta segunda-feira.

Os números da capital do Agreste apontam para a necessidade de mais cautela – avaliam os especialistas que atuam na máquina pública estadual.

Para que tenhamos uma ideia do quadro: um pequeno levantamento sobre as mortes por Covid-19, recentemente, mostra que Arapiraca já se nivela a Maceió em casos fatais.

No dia último dia 3, o município interiorano apresentou 5 mortes pela doença, o mesmo número de Maceió – de um total de 22 óbitos.

No dia seguinte, das 21 mortes por Covid-19 no estado, 4 eram de Arapiraca e 4 de Maceió – onde já há uma tendência persistente de queda nos óbitos pela doença.

Só para arrematar: a primeira morte por Covid-19 na capital aconteceu em 31 de março; em Arapiraca, em 3 de maio.

Hoje, do total de casos confirmados da doença, 40.469, Maceió registra 16.755 e Arapiraca 3.492.

Em tempo:

Ainda não há uma sinalização sobre o avanço da flexibilização na capital – da fase laranja para amarela.

O problema maior é o vai e vem que estamos vivendo em várias capitais brasileiras – o comportamento humano é praticamente igual em todo o mundo, mas a resposta do poder público é diferente.

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