O adiamento das eleições municipais este ano foi bom ou ruim para o pleito?

O blog ouviu a opinião dos quatro candidatos mais fortes, eleitoralmente, e há um consenso: o adiamento aparece como uma necessidade, em decorrência da pandemia, mas não traz prejuízos para a campanha.

O deputado JHC (PSB), entretanto, diz que em qualquer data que fosse haveria reflexos para a população, apesar de considerar as eleições “uma necessidade”.

Ele explicou que preferiu na votar na sessão que aprovou a PEC do adiamento “por estar diretamente envolvido como candidato a prefeito de Maceió”.

O deputado afirma também que a mudança não vai alterar a rotina do seu trabalho parlamentar, “focado no enfrentamento da pandemia”.

Ele levanta dois pontos que considerar importantes, daqui para frente, em relação ao pleito:

“É preciso aclarar a operacionalização da campanha e da votação, o que deve ser feito com a participação direta do TSE. Além disso, fica ainda a dúvida sobre como será o envolvimento do eleitor na disputa, como ele vai passar o seu calor para os candidatos na campanha”.

Alfredo Gaspar (MDB) acha que “tem de prevalecer mesmo o bom senso, que, nesse caso, se traduz no adiamento da votação, tanto no primeiro turno quanto no segundo”.

Para ele, o tempo ganho “vai servir para aprofundar as discussões sobre os problemas da cidade, que passa por momentos ainda mais difíceis”.

Gaspar diz que aproveitará o período para analisar o que está posto e buscar as soluções: “Quero ser um candidato propositivo, que apresente ideias que possam transformar a vida das pessoas da minha cidade”.

Em sua tentativa de retorno à cadeira que já ocupou, Ronaldo Lessa (PDT) avalia que “a democracia e a saúde da população saíram ganhando com o adiamento”.

Para o experimentado líder político, os 41 dias a mais de campanha “devem servir para envolver os eleitores na disputa, têm de ser destinados a fazer crescer a participação da população”.

Ele lembra que “a abstenção na última eleição foi altíssimas, e precisamos reverter esse distanciamento. Só isso dará um novo fôlego à democracia”.

Finalmente, Davi Davino (PP), que garante ser também favorável à mudança: “Venceu a prudência. No cenário atual, pelo momento crítico, as atenções devem estar voltadas para as ações contra a pandemia do coronavírus”.

O jovem parlamentar considera que o novo prazo “é até melhor para avançar nos estudos e avaliações sobre do plano de governo que vamos apresentar ao povo de Maceió”.

Ao fim e ao cabo: o que está posto é encarado com algum otimismo por todos – no que é possível.

 

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  • Há Lagoas

    Gosto da pessoa do Ronaldo Lessa, mas não compactuo com sua ideologia.
    E com relação ao seu argumento: “a abstenção na última eleição foi altíssimas, e precisamos reverter esse distanciamento. Só isso dará um novo fôlego à democracia”. De qual democracia estamos falando, se for a tupiniquim, faz tempo que não é respeitado o resultado das eleições , com a polarização em eferverscência diária.

  • Mário

    Só uma mudança de data e as mesmas mazelas de outros pleitos eleitorais (raríssimas exceções). Parece Hilário o “grande” deputado JHC disser que está focado no enfrentamento do COVID-19. O povo é apenas um detalhe, um detalhe (personagem Célia Caridosa de Mello-Escolinha do Professor Raimundo).

  • Laskdo

    Podemos transferir dinheiro de forma eletrônica e segura pra qualquer pessoa, sem sair de casa, até se ela estiver do outro lado do mundo. Porque então, não “transferir“ o meu voto, uma única vez ou duas se houver segundo turno, sem sair de casa, pra qualquer candidato? Se assim fosse, nem precisava adiar. Era só acompanhar a propaganda por alguma plataforma, pode até ser pela TV e na hora mais conveniente votar.

    • Fernando

      Em Junho 30 milhões de contribuintes prestaram contas com o Leão sem sair de casa. E só pode fazê-lo uma vez por ano, a segunda só por meio de retificadora. Hoje, Juízes, promotores, advogados, fiscais da receita, contadores e muitos outros profissionais emitem documentos ou dão pareceres, por meio de certificação digital, sem sair de casa.

  • daniel

    Corrigindo Pré Candidatos.

  • Zé indignado ,

    Com todos os seus defeitos em ser humilde e reconhecer os verdadeiros amigos e que fiz a verdade . Ronaldo Lessa , na minha opinião é o melhor pra Maceió, não sei se aprendeu com as rasteirinhas que levou dos grandes da política alagoana.

  • Mateus

    O pior da eleição no momento são os falsos religiosos manipulando sua massa para chegar ao poder.

    Pelo amor de Deus não vote em nenhum religioso político, principalmente os da TEORIA DA PROSPERIDADE. Eles são os piores hipócritas da atualidade!

  • Karl não Marx

    Devia ter uma lei que não obrigasse a ir votar, isso sim… Os cidadãos deviam ser livres para ir votar ou não, ir obrigado não é democracia é outro nome… Qual mesmo? Me ajudem…

    Cada Ladr… Político deviam fazer suas campanhas sem um real da população, existe a internet com ferramentas gratuitas e distribuídas para realizar as campanhas até 0800 se o quiserem, sem uso do dinheiro público, isso mesmo senhor bovino gadoso, o seu dinheiro para politicarem, ou roubarem você novamente depois de eleito, você escolhe… E ainda és obrigado a se dirigir a uma ZONA (que não é a que você pensa para pseudo-divertir) eleitoral, se não for seus direitos de cidadãos são cerceados, junto com uma multa linda…

    Ass.: Karl Não Marx
    [email protected]

  • Contribuidor

    Estava certo em votar para prefeito de Maceió no ex-procurador Alfredo Gaspar, mas depois de confirmado o apoio amplo, geral e irrestrito do Governador Renan Filho e do Prefeito Rui Palmeira à sua candidatura, desisti de votar em Alfredo Gaspar, pois a Prefeitura continuará nas mãos dos Grupo Políticos que há anos vem provocando a desgraça dos alagoanos, em especial os maceioenses.