As entidades que representam os empresários dos diversos setores da economia alagoana já esperam que fosse decretado o lockdown em Alagoas, pelo governador Renan Filho.

Na definição de um líder empresarial: “A pancada foi bem menor do que imaginávamos”.

Alívio!

Creio, entretanto, que isso não deve ser motivo para comemoração. A situação se agrava, na rede pública e conveniada de saúde, e a doença avança.

O governador fala em maior “rigor na fiscalização e cumprimento” do isolamento social já em vigor e que corre cada vez mais frouxo.

A PM e a Guarda Municipal são os principais instrumentos de que o governo do Estado e a prefeitura de Maceió dispõem para fazer valer o dito e o escrito.

Mas não é o suficiente.

Sem que as empresas que estão funcionando ajam com dureza no cumprimento do que está estabelecido não haverá o resultado que se pode alcançar – e não alcançamos.

Sou testemunha de que alguns supermercados (boa parte) começaram até bem, exigindo dos clientes o uso de máscaras, a limitação do número de clientes no interior da loja, permitindo apenas uma pessoa de cada família por vez, mas, como sói acontecer, depois veio a flexibilização à brasileira: sem fiscal, para que “tratar mal” os consumidores?

Bancos, então, têm sido um convite ao coronavírus, que vai se espalhado em meio a aglomerações diárias.

Há outras empresas e ramos de negócio, também, que foram beneficiados no decreto – em comparação – e estão funcionando quase que normalmente, mas sem o devido controle sanitário.

Não entendem – muitas empresas autorizadas a funcionar – que o ganho de agora pode se transformar em prejuízos ainda maiores. E para todos, inclusive os negócios pequenos e grandes que continuam fechados.

O discurso de “responsabilidade social”, tão difundido em encontros e reuniões de setores os mais diversos, pode ter agora o seu momento de glória – ou de fracasso.

As empresas têm de ser parte decisiva do isolamento social. Sem elas, o Estado fica ainda menor.

Ou isso ou elas terão de pagar pelo que deixam de fazer.

Como? Multas e fechamento das portas (provisoriamente).

Renan Filho: isolamento do Brasil no mundo atrapalha combate à covid-19
O governo que dá aos pobres está fazendo apenas o que tem de fazer
  • Carlos

    É uma realidade eles não sabem como resolver, primeiro se preocuparam com o discurso do presente defendendo uma medicação que precisava de resultado que o mundo atingidos pela pandemia, mostrasse indicadores que a hidroxicloroquina era uma medicação que ia controlar a COVID 19. Tiraram o foco de que os respiradores sim podia salvar muitas vidas. Hidroxicloroquina, sumiu das farmácias os usuários que precisava da medicação,

  • Luciano Carvalho

    A realidade, é que somos um povo indisciplinado. Há décadas essa falta de disciplina é até alardeada como virtude de, “um povo alegre e feliz”. O simples fato de formar uma fila é motivo de tumulto. A grande diferença entre os países, principalmente europeus e nós é que lá eles são acostumados a cumprir ordens, principalmente porque os que dão as ordens, são respeitados, já aqui os bandidos não raro dão as ordens e… eles mesmos não cumprem. Ficamos discutindo se cloroquina faz efeito, se o Bolsonaro é ou não nazista ou se o Lula continua ladrão e esquecemos de fazer a nossa parte.

  • Patrícia

    Que deus tenha piedade de nós.

  • Carlos

    A hidroxicloroquina, que está em falta nas farmácias para Lupo e tem na rede pública estadual e municipal, devia está sendo dispensada aos usuários que tem protocolo no prontuário médico receita da hidroxicloroquina. Assim evitaria os pacientes piorar do seu quadro evoluir pra piora. Nas farmácias está difícil e já se comentam no câmbio negro 450 reais. Vai a sugestão pra os usuários para solicitar os gestores públicos.

  • Cláudio Humberto

    Pergunta os que perderam emprego , nos bares, restaurante, hotéis, comércio se o isolamentos não funciona…. Estão em casa sem poder ir para supermercado e outro por falta de renda.. eles estão sim bem isolado