Para muitos, o Estado tem por obrigação principal garantir segurança dos cidadãos, um conceito que foi muito difundido e replicado nos últimos anos.

É muito mais do que isso.

Principalmente no momento em que vivemos, de pandemia, os governos têm de cumprir o seu papel central: socorrer os mais pobres, aqueles que mais precisam e não têm a quem recorrer.

E estará, sim, cumprindo a sua obrigação, e não fazendo caridade. Esta última fica para as empresas, os cidadãos comuns, as instituições com este fim.

No caso de Alagoas, além da ajuda emergencial do governo federal – graças ao Congresso Nacional -, o governo do Estado e as prefeituras precisam fazer bem mais do que está sendo feito.

Vou insistir: é necessário fazer uma busca ativa ativa das pessoas que não podem deixar de sair de casa, informais, que não recebem nenhum tipo de ajuda e que precisam trazer para casa o pão de cada dia.

Os governos, numa frase, precisam injetar “comida na veia” desse imenso contingente humano.

Uma experiência nas comunidades no Rio de Janeiro, realizada por uma ong, pode ser replicada pelo poder públicos: eles creditam uma família junto a um pequeno comerciante de bairro, e as pessoas vão ao local trocar seu crédito por alimento.

É difícil? Pode ter fraude?

A resposta é sim para as duas perguntas, mas o pior é deixar o tempo correr, se assumir impotente e agir como tal.

Outra possibilidade: o uso do Corpo de Bombeiros com o objetivo – “encontrar” quem precisa e entregar alimentos – de fazer o trabalho social que a máquina pública tem abandonado ainda mais nos últimos anos.

Ou seja: os governos têm de fazer o que precisam fazer.

Sem ação dura em supermercados, bancos e empresas abertas não há isolamento
A solidão do governador é uma decisão política dele
  • Vítor

    Infelizmente, nós que trabalhamos em alguma instituição de caridade, somos os socorristas da barriga dessa população esquecida pelos governantes. E ainda estamos! São os invisíveis!! Só os vêem nas eleições.

  • Petrucio

    Ninguém imagina a quantidade de invisíveis que já tinha o Brasil antes da crise imagine agora. O governo tem o mecanismo eficiente nas mãos que são seus Agentes de Saúde e Agentes de Endemias os mesmos realizam um trabalho fantástico (é só afastar a politicagem).
    O brasileiro já manteve a elite brasileira por 520 anos agora é a vez de devolver a dignidade ao seu povo.
    Só quem já passou fome sabe o tamanho da dor e da humilhação de um pai ou uma mãe clamar pelo pão de cada dia, muitas vezes não pede nem para eles e sim para seus filhos.
    Lamentável que em um PAÍS que produz bilhões de toneladas de alimentos e ver seus filhos com fome. O campo, o pequeno produtor rural vai ser a saída para essa crise que vem destruindo vidas e família.
    PAZ para todos nós!

  • Antonio Moreira

    Cidadão, tenho sede, maior abandonado, solidão:

    Tá vendo aquele edifício, moço?
    Ajudei a levantar
    Tá vendo aquele colégio, moço?
    Eu também trabalhei lá

    Lá a seca castigava
    Mas o pouco que eu plantava
    Tinha direito a comer

    Minha garganta pede um pouco d’água
    E essa sede pode me matar

    Estou Perdido
    Estou Pedindo
    Migalhas dormidas do seu pão
    raspas e restos me interessam

    A solidão é fera, a solidão devora.
    A solidão da rua
    Causando um descompasso no meu coração

    ///
    *Músicas: Cidadão, tenho sede, maior abandonado, solidão.

  • Pedro

    Vejam aí a entrevista do nosso governador. https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/05/21/governo-bolsonaro-nao-trata-da-pandemia-com-outros-paises-diz-renan-filho.htm Pense na preocupação com o povo. O melhor ainda são os comentários kkkk

  • Patrícia

    A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana e já passou da hora dos governantes entenderem pra que estão no poder!

  • Antônio Carlos Barbosa

    Necessário a ajuda aos mais necessitados, aos vulneráveis econômicos. Como somos um país da Injustiça, os empregados do setor privado é quem paga a conta econômica e social da crise avassaladora. Ora, se a arrecadação do governo federal caiu 30%, e pior as despesas justificadas com saúde e assistencial social cresceram absurdamente, não se justifica não haver corte salarial dos servidores públicos nas três esferas e de todos os poderes. O empregados privados com mais sorte, tiveram perdas salarias em torno de 25% e na sua grande maioria foram demitidos sem esperança de retorno ao trabalho último ou novo trabalho, pois a recuperação da economia deverá acontecer num futuro distante daqui a três anos ou mais. Os empregadores falidos ou em possível recuperação judicial, encontrarão dificuldades quase que insuperáveis para manterem seus negócios.
    Vejo que de forma covarde e irresponsável, os políticos, todos, negociando de forma vergonhosa uma medida para não ser concedido aumento salarial aos servidores até 2021, repito, uma vergonha, devido a queda da arrecadação e situação econômica, o justo seria um corte salarial de no mínimo 25% igual aos empregados privados. Para honrar o orçamento salarial para os servidores, como se o Brasil não estivesse em crise econômica, o governo terá que emitir moeda, gerando inflação, onde todos perdem e aumento de impostos.
    Os abutres da crise, comprando equipamentos para a saúde super faturados, foi constatado que mais de 70 mil militares, se cadastraram fraudulentamente para receberem a ajuda emergencial para os que não tinham renda, como se justifica um militar que tem seu ganho mensal garantido, fraudar uma ajuda emergencial para os sem renda, e tem como punição, devolver o dinheiro recebido de forma fraudulenta.
    Ou seja, continuamos sendo um país da Injustiça.

  • Antonio Carlos Barbosa

    Vale ressaltar a irresponsabilidade de oito governadores de estados brasileiros, que em plena crise dessa pandemia, concedeu aumento salarial aos servidores. Uma vergonha de quem não tem compromisso com o trabalhador.