A posição privilegiada de Arthur Lira no cenário de Brasília não se altera na mesma proporção do bloqueio de 10% dos seus salários determinado pelo juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1ª Vara Federal Civil de Curitiba.

O bloqueio está relacionado com a Lava-Jato (lembram dela?).

 

Serve apenas, nesse momento, para dar um susto nele, no líder do governo no Senado, o emedebista Fernando Berra Coelho e em mais dois deputados do PP, que Lira lidera – todos sofreram o corte salarial de 10%.

 

Na confusão geral em que Brasília se encontra, 10% não servem nem como gorjeta de garçom, já que bares e restaurantes estão fechados.

O blog recebeu a nota abaixo da assessoria do deputado Arthur Lira:

NOTA DE ESCLARECIMENTO 

A decisão judicial noticiada se refere a pedido formulado pela Petrobrás em ação de improbidade que já foi rechaçada pelo Supremo Tribunal Federal diversas vezes por decisões transitadas em julgado, cuja votação foi de 5 votos a 0 pelo arquivamento sumário da denúncia, tendo em vista a absoluta ausência de provas a justificar a acusação.

Exatamente por isso que a referida decisão é precária, provisória, não atribui culpa, não faz juízo de mérito sobre a acusação contra o Deputado, não possui nenhuma informação nova e se fundamenta única e exclusivamente em critérios sumários de mera cautelaridade próprios da legislação processual vigente, ainda assim invocados indevidamente no caso.

Vale frisar que a acusação contra o Deputado Federal Arthur Lira é inteiramente fantasiada a partir da delação premiada de Alberto Youssef que, além de se referir a inquérito envolvendo o Partido Progressista – e não a pessoa do Deputado –,
Ou seja, a decisão objeto da notícia jornalística, além de sujeitar-se a recurso que será interposto oportunamente, baseia-se em alegação de delator que jamais se confirmou no curso das investigações, mas ao contrário, foi desmentida cabalmente por prova documental e testemunhal.

Willer Tomaz
Advogado

 

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