Foi a “pressão social”, na definição de um profissional da saúde, que levou o governo do Estado e a prefeitura de Maceió – além das interioranas – a suspenderem as aulas na rede pública a partir da próxima semana.

Entende-se que os governantes anteciparam o que, muito provavelmente, deveria ocorrer um pouco mais adiante, mas foi impossível resistir á pressão, principalmente após a declaração do secretário Luciano Barbosa.

Em tempos de redes sociais, por óbvio, a situação ainda se complica mais: o medo, o pânico, o desespero – eis o pacote que caiu no colo dos governantes.

Na segunda-feira passada, à noite, ficou definido que a suspensão das aulas poderia acontecer dentro de duas semanas, a depender da possível evolução do contágio do coronavírus.

A professora Ana Dayse Dórea, secretária de Educação e médica, especialista em Saúde Pública, defendeu o adiamento do fechamento das escolas:

– Não era o momento ainda de tomarmos essa decisão. Até pelo que as escolas públicas representam para as populações mais carentes, como áreas de proteção das crianças e adolescentes, lugar de uma alimentação saudável. São os espaços públicos mais importantes, e ainda não há sinais de que deveríamos fechá-los agora.

Com toda a sua experiência e formação de médica, professora de Saúde Pública da UFAL, ex-reitora e educadora, a secretária Ana Dayse Dórea lembra, por exemplo, que no interior do estado ainda não foi registrado um só caso de coronavírus, e toda a rede municipal de ensino – com a do estado – vai fechar, já agora, as escolas públicas.

Para crianças e adolescentes, o risco das ruas só vai crescer neste momento.

Atenção:

Ela deixa claro que a paralisação das aulas pode ser o caminho inevitável, “mas não agora”.

 

Coronavírus já adoeceu a precária economia alagoana
"Principal problema epidemiológico de Alagoas é a gripe", diz infectologista
  • Gustavo

    fechar biblioteca, ok. fechar museu, ok. fechar repartições do judiciário, ok.
    fechar escola com centenas e, as vezes, milhares de alunos, tá errado? difícil entender a falta de cuidado com alunos e todos os profissionais da escola.

  • Consigliere Alagoano

    ???

    “Caminho inevitável, mas NÃO AGORA” ???

    Lamento ler isso a esta altura, o que SERIA PRECISO ACONTECER para o “AGORA SIM VAMOS FECHAR AS ESCOLAS ?”

    Mais contaminados? E-X-P-L-I-C-O
    – O garoto teve contato com vírus e ficou como Hospedeiro e foi na casa da VOVÓ, e passou o VÍRUS.

    Era uma SITUAÇÃO ASSIM que faria, Ana Dayse, usar a CANETA ” AGORA SIM” ?
    PROFILAXIA é um PALAVRÃO na GESTÃO seja ela MUNICIPAL e ESTADUAL.

    NÃO É HISTERIA COLETIVA e SIM R-E-D-U-Z-I-R a P-R-O-P-A-G-A-Ç-Ã-O, as vezes mesmo na área de saúde, é bom se INFORMAR/ATUALIZAR. Agir de FORMA de PONDERADO com VIDAS, não pega bem

    E repito:
    – Lamento que se tenha pensando a esta altura em se manter as aulas.

    **

  • JEu

    Se fechar as escolas, os pais, em grande maioria, não vão ter com quem deixar as crianças… ou vão deixar em casa com avós ou outras pessoas, sejam familiares ou pessoas que trabalham no lar… e eis mais um risco… e está provado que se uma pessoa é contagiada, logo seus familiares e pessoas mais próximas também são contagiadas… assim, o mais importante de tudo são os cuidados de cada um fora de casa, para não contrair o vírus e depois passar para seus familiares… portanto, lave sempre e frequentemente as mãos, fique em casa só saindo para coisas extremamente necessárias, lave os olhos e nariz também com mais frequência, evite, sempre que possível, ambientes fechados e com ar condicionado, evite aglomerações e evite apertos de mão, abraços ou falar muito próximo das pessoas… outros cuidados com a alimentação também são importantes… evitar consumo de álcool, bebidas geladas, uso de cigarros, etc, etc, é algo recomendável… e é tudo só por um mês ou dois… depois tudo isso há de passar… com fé em Deus…

  • Pedro Antônio

    O professores não estão nem aí.
    Não querem trabalhar. Essa é a verdade.

  • Thiago

    Concordo com a colocação do Gustavo. Por que fechar Biblioteca e Museu e não as escolas? Onde esse povo vive? Onde tem mais movimento e aglomeração? Quem dera os museus e bibliotecas tivessem esse movimento todo ao ponto de se precisar fechar por conta da aglomeração de pessoas…
    Outra coisa: Essa história da “segurança alimentar” pode até servir para as escolas de tempo integral ou as da prefeitura, mas as do Estado? Frequentemente o que é disponibilizado aos meninos é bolacha e suco. É isso que garante a alimentação deles? E nas férias e recesso? Quem se preocupa com a alimentação deles? Parece oportunista e eleitoreiro.

  • ROBERTO PAIVA

    PREZADO RICARDO MOTA.
    COM TODO RESPEITO ,NÃO CONCORDO COM A SUPRESSÃO
    DE MEU COMENTÁRIO.
    EM NADA FOI OFENSIVO ,A EXEMPLO DE COMENTÁRIOS
    ANTERIORES DE OUTRAS MATÉRIAS:TIPO COMENTÁRIO DO SR. MARCO ANDRE
    NA MATÉRIA SOBRE OS PRESIDENTES DA CAMARA E DO CONGRESSO NACIONAL.
    CONSIDERO QUE VOCÊ É UM HEROI DO JORNALISMO ALAGOANO EM MANTER
    UM BLOG COM QUALIDADE EM UM MUNDO TÃO CHATO E ENTEDIANTE EM VIVEMOS,
    PRICINCIPALMENTE NO BRASIL ATUAL.
    SAUDAÇÕES DEMOCRÁTICAS

    Resposta

    Meu caro Roberto:
    considero você um leitor qualificado e um comentarista do blog que muito me honra.
    Peço, entretanto, que você releia a conclusão do seu comentário – talvez me dê razão.

    Saudações democráticas,

    Ricardo Mota

  • revoltado 2

    Alguém sabe informar se a “inteligência”da Polícia Alagoana já descobriu o paradeiro do prefeito de Maribondo, o cara continua intimidando os seus adversários políticos. Todos com medo. Tem jeito não. Enquanto a justiça demora para autorizar o vice assumir, os parentes do prefeito raspa o tacho da prefeitura para manter os acordos políticos, tudo sob o comando do cidadão. A cidade toda parada.